Episódios de Thais Galassi

774 - Cadê a nossa felicidade?

28 de maio de 202622min
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Você sente que descansa… mas nunca se sente realmentebem?
Neste episódio, vamos falar sobre hiperestimulação, dopamina, ansiedadesilenciosa, excesso de informação, comparação constante e o impacto que tudoisso está causando no cérebro moderno.

Com base em estudos recentes da neurociência, psicologiae comportamento humano, você vai entender por que tantas pessoas estãoemocionalmente cansadas, mesmo tendo acesso a mais conforto, tecnologia eentretenimento do que nunca.

Esse episódio não é apenas sobre saúde mental. É sobrerecuperar presença, clareza emocional, paz interna e a capacidade de sentiralegria nas pequenas coisas novamente.

Se em algum momento você sentiu que sua mente nuncadesliga, que o silêncio incomoda ou que a felicidade parece distante… esseepisódio foi feito para você.

✨ Ouça até o final. Algumas reflexões podem mudarcompletamente a forma como você enxerga sua rotina, seu cérebro e sua energiaemocional.

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Assuntos3
  • Mecanismo de recompensa e dopaminaPeixe Fugu e a metáfora da felicidade · Doses constantes de prazer artificial · Redução da capacidade de sentir alegria · Deslocamento do limiar de prazer · Desensibilização dopaminérgica
  • Autenticidade e Superação PessoalCoragem de mostrar quem somos · Autenticidade e lealdade · Medo de perder pessoas
  • Isolamento social e emocionalEstudo da Universidade de Oxford · Percepção de suficiência · Efeito da exposição a perfis idealizados · Solidão emocional · Qualidade dos vínculos sociais
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Olá, ser de luz! Oi, alma bonita! Você mesmo! Você! Energia boa! Alma selvagem! Adoro! Sabe aquela alma sem aquele monte de informação e crenças e rótulos e máscaras? Bem selvagem mesmo, aquela que você é, quando ninguém tá olhando.

Sabe? Tão bom, né? Pra poucas pessoas a gente tem essa coragem de mostrar quem somos verdadeiramente, né? Pois é. Mas eu acho que se a gente tivesse essa coragem, talvez a gente ia ser mais autêntico também. E sendo mais autêntico, ia ficar somente do seu lado as pessoas que realmente gostam de você, né?

Que nem eu, cada vez que passa, eu sou mais selvagem. E eu não tenho esse medo. Eu falo até pro meu marido que quem quiser não estiver satisfeito de estar ao meu lado, pode se retirar.

Porque até é um livramento. Mas as pessoas têm tanto medo de perder as outras pessoas. Gente, vamos lá. Se a pessoa estava com você por causa de uma máscara que você usava ou porque você era útil de alguma forma, isso é realmente estar do seu lado porque gosta de você? Para, né? Para.

O podcast de hoje tá gostoso. Tá selvagem. A gente vai falar de um assunto que, assim, nem vou falar pra vocês. Senta que lá vem a bordoada. Eu vou falar, já faz esse podcast, já fica deitado. Já fica deitado porque vai ser uma bolacha atrás da outra. Bordoada atrás da outra. A gente tá nessa lua crescente gostosa.

A gente vai ter domingo, lua cheia. Lembrando, gente, deixa eu falar pra vocês. A gente vai ter o ritual. Não sei se a gente ainda vai ter vaga até o final desse podcast, eu falando aqui pra vocês. Eu não sei se vai ter, porque são vagas seduzidas. Mas a primeira vez que eu faço esse ritual, online. Então, domingo, dia 31, justamente quando a lua vira, hein? Tô fazendo na lua cheia e tem um porquê.

Então, vai ser uma hora de processos energéticos, trabalhar pai e mãe, vamos trabalhar infância, vamos trabalhar algumas cositas, vai ter cocriação também e depois a gente vem para a ativação de Kundalini. E esse combo é mágico, só digo isso para vocês. Então, quem quiser saber um pouquinho mais de informação, manda uma mensagem no link da bio do Instagram lá, que as meninas respondem para vocês, tá bom? Agora eu vou fazer uma pergunta, já que você já está sentado ou deitado, né? Por que a gente está perdendo a capacidade de ser feliz?

Sabia que existe uma espécie de peixe no Japão que eles chamam de fugu, mas a gente conhece como baiakô? É um dos pratos mais caros do mundo, mas também um dos mais letais. Porque para você consumir, o chefe precisa de uma licença especial, porque o veneno que existe dentro desse peixe é 1.200 vezes mais tóxico que o cianeto.

E sabe qual é a parte mais fascinante disso tudo? Em doses microscópicas. Esse veneno produz uma sensação que os japoneses descrevem como um entorpecimento suave e uma euforia leve.

Uma espécie de prazer que vem de algo que também pode te destruir. E eu trouxe esse dado porque ele é, na minha opinião, tá? Na minha humilde opinião, uma das metáforas mais preciosas para o que a ciência está descobrindo sobre felicidade.

A gente está consumindo doses constantes de algo que parece prazeroso, certo? Que produz uma sensação boa de curto prazo, mas que ao mesmo tempo vai silenciosamente reduzindo a nossa capacidade de sentir alegria de verdade.

A maioria das pessoas não percebe isso até o momento que olha pro espelho, pro teto às três da manhã e pensa, caraca, eu tenho tudo, mas por que eu não consigo me sentir bem? Aqui quando eu digo tudo, não necessariamente tudo aquilo que você sempre sonhou, mas assim, você tem onde morar, você tem alimento, você tá saudável, né? Tem pessoas perto de você, família, amigos. E esse é exatamente o tema que eu vou cutucar hoje. Eu vou cutucar tua alma hoje, porque...

A ciência mais recente não está falando que as pessoas estão ficando mais frágeis ou que a vida ficou mais difícil, mas o que os pesquisadores vêm mostrando, estão documentando isso, é algo um pouquinho mais selvagem.

Essa arquitetura do prazer no cérebro humano está sendo remodelada por um conjunto de fatores que nenhuma geração antes da nossa precisou enfrentar. E não é fraqueza, não é falta de gratidão, não é que você não sabe valorizar o que você tem, mas é fisiologia, é neurociência. E entender isso, eu garanto para você que vai ser libertador de um jeito que poucas coisas são.

Então foi um podcast que eu juntei muito o meu CID cientista com a Luna e fui estudar essa selvageria toda para trazer aqui resumido para vocês.

E eu vou começar com o que mais me impressionou nesses estudos recentes, que é porque é contraintuitivo o suficiente para sacudir o esqueleto e a alma de qualquer um. Teve uma pesquisa que foi publicada agora, em 2023, que investigou o que acontece com o sistema de recompensa do cérebro quando ele é exposto a estímulos de alta frequência de curta duração. O que é exatamente o tipo de conteúdo que a gente consome nas redes sociais, certo?

O que os pesquisadores encontraram foi uma queda de densidade de receptores de dopamina em regiões que são associadas ao prazer cotidiano. Então, numa linguagem bem simples, o cérebro, quando é bombardeado desse estímulo o tempo todo, ele começa a precisar de doses maiores para sentir qualquer coisa. E essas doses pequenas, como uma conversa boa, o pôr do sol, o aconchego ali do seu cachorro, do seu gatinho, um abraço longo, deixa de registrar como uma coisa boa.

E não é porque a pessoa ficou insensível emocionalmente, mas é porque o limiar de prazer foi deslocado. Então é como se o volume estivesse sempre no máximo e de repente você põe uma música de tom normal. Vai parecer tipo, ai, chato meu, sério. Isso tem um nome, chama desensibilização dopaminérgica. Isso não é teoria, coloca isso no chat, no Google, dá um Google nisso.

É algo que já pode ser observado em exames de ressonância magnética. O mais importante aqui é entender que esse fenômeno não acontece apenas com quem passa 8 horas por dia no TikTok, no Instagram. Ele afeta pessoas que vivem mergulhado numa cultura de excesso de estímulos. Então a gente tá falando de você estar o tempo inteiro no WhatsApp também, o tempo inteiro olhando e checando e-mail, o tempo inteiro on.

sabe? O tempo inteiro vendo às vezes, ouvindo um podcast, ouvindo música ou o tempo todo vendo algum vídeo no YouTube.

E aí vem uma camada que eu acho que é ainda mais dolorosa, que parece com muita força nas pesquisas sobre comparação social. Tem um outro estudo, que é uma pesquisa que acompanha as mesmas pessoas por um longo período de tempo para observar as mudanças dela, os efeitos de longo prazo. Conduzido pela Universidade de Oxford. Foi de 2020 a 2023 essa pesquisa.

Mais de 12 mil participantes mostrando o efeito da exposição às redes sociais sobre o que os pesquisadores chamaram de percepção de suficiência. É uma sensação de que a vida é adequada, que você está no ritmo certo, que você tem o suficiente. O resultado foi assustador, porque quanto maior tempo de exposição a perfis idealizados, menor a sensação de suficiência. Até em pessoas cujas condições reais de vida eram...

tipo, melhoraram nesse período. Ou seja, a vida delas estava objetivamente melhor, mas elas sentiam que estava pior, porque o parâmetro de comparação mudou. O cérebro não avalia a vida de forma absoluta, ele estava comparando. E quando a sua referência passa a ser vidas filtradas, então você está olhando algo que foi editado, foi performado, algo que não é real, qualquer vida real parece insuficiente.

Isso leva a uma coisa que eu preciso falar, porque ela aparece em quase todos os estudos mais recentes de bem-estar, e pouca gente leva com seriedade isso. A solidão emocional. Não é a solidão de ficar em casa sem ter com quem conversar, não, mas é aquela que você tá no meio de um monte de gente e fala, cara, eu tô desconectado. O tempo inteiro eu me sinto desconectado. Eu não sinto que rola nada com ninguém. Nenhuma conversa chega num nível fundo comigo. Parece que você sempre tá na superfície ali.

E aí em 2024, uma pesquisa do Jornal de Psiquiatria dos Estados Unidos mostrou que a qualidade dos vínculos sociais é um indicador de bem-estar mais forte que existe. Então...

Ter 100 contatos no WhatsApp e trocar figurinha com 10 deles todos os dias não protege ninguém de solidão emocional. O que realmente protege é ter uma, duas ou três pessoas com quem você consegue ser honesto sobre o que você está sentindo, sem editar, sem performar, sem precisar fingir que está bem. O que eu comecei falando podcast aqui para vocês?

O que eu quero ter do meu lado é pessoas que me aceitam do jeito que eu sou, com a minha loucura, com a minha selvageria. Eu prefiro. E a conclusão dos pesquisadores é a vida moderna está destruindo aos poucos as condições para que esses vínculos existam. Porque está priorizando velocidade, conveniência.

superficialidade no lugar de profundidade presença e vulnerabilidade então eu quero te perguntar algo aqui com muita honestidade, quando foi a última vez que você teve uma conversa que te deixou com a sensação de realmente ter sido visto ter sido, estou sendo ouvido eu estou ouvindo, eu estou conectado com essa pessoa

Não é troca de informação, não é conversa produtiva. É uma conversa onde você disse algo verdadeiro e a outra pessoa sentiu, ouviu isso e percebeu no corpo, sabe? Quando tem aquela troca mesmo. E se você demorou para responder, você não está sozinho, tá? Você não está sozinho. Está acontecendo demais isso. Eu gosto muito de uma metáfora que o neurocientista Andrew Humbert usou numa das suas...

Essas conferências, uma palestra. Imagina que você está dirigindo um carro com um pé no acelerador e o outro pé no freio ao mesmo tempo. O carro pode até dar uma mexidinha, mas o motor está sendo destruído. Porque é exatamente o que está acontecendo com o seu sistema nervoso, dessa pessoa que vive no modo de sobrevivência crônico. Você está com o pé no acelerador e no freio.

Agora, tá bom, Thaís, você falou tudo isso pra mim, como que eu lido com isso? Tá, existe uma prática que surgiu a partir de pesquisas sobre regulação no sistema nervoso, que já traz resultados documentados.

Os pesquisadores chamam isso de micropausa intencional. Então ela é absurdamente simples, por isso que muita gente não faz. Mas, antes de desmerecer, queria que você fizesse o teste, seu selvagem. Funciona assim, três vezes por dia, em momentos que você vai escolher, pode ser antes do almoço, meio da tarde, antes de dormir, você vai parar tudo por dois minutos, não vai pegar celular, não vai colocar podcast, não vai fazer nada de produtivo, você vai apenas estar onde você está. Respirar de forma consciente, apenas existir, sabe?

E aí você pode se fazer uma pergunta, o que eu estou sentindo agora de verdade? Não o que eu deveria. Para de performar o tempo inteiro, não o que eu deveria. O que eu estou sentindo?

tá? Real. Parece pequeno, mas teve um estudo sobre isso e mostrou que pessoas que fizeram isso por mais de 21 dias consecutivos relataram um aumento de percepção de satisfação com a vida. Não porque a vida tinha mudado, mas porque elas estavam presentes o suficiente pra registrar que hoje eu tô bem. Cara, tô legal hoje. Então o problema não é a ausência de felicidade, é a ausência de atenção pra ela.

É forte isso, gente, mas eu precisava trazer isso para vocês. Eu precisava trazer isso para vocês. O nosso cérebro, ele não evoluiu para processar esses milhares de estímulos por dia. Ele não evoluiu para viver em comparação, para viver em receber aprovação, em assistir a felicidade ditada de pessoas. Não evoluiu. O nosso cérebro evoluiu...

Para conexão, para zoinho, zoinho. Sabe que zoinho, zoinho? Toque, presença, pertencimento. E a gente vivendo nessa realidade artificial, a gente está mudando a química cerebral. Então a gente prefere vídeos curtos, rolagem infinita, notificações, comparações, validação instantânea, do que essa conexão com as pessoas.

E a gente, cada vez que passa, vai querer sempre mais. Eu expliquei aqui. E aí as pessoas estão vendendo aí como felicidade na internet, que eu estou vendo muita gente fazendo isso, como sucesso, dinheiro, viagem, luxo, status, corpo perfeito, aprovação social. E aí o cérebro humano tem um probleminha, ele se adapta a tudo, por causa da neuroplasticidade. A gente acha que isso é real, que é isso, e a gente quer pertencer a isso.

Certo? Só que aí você ganha dinheiro, só que você quer mais. Você conquista um corpo perfeito, mas você quer mais. Você conquista mais alguma coisa, você quer mais. Você faz uma viagem, mas você já quer a outra. E aí nasce o que está acontecendo.

com toda a maioria das pessoas que eu estou atendendo. A porra da prisão moderna, a busca infinita sempre por alguma coisa, e você nunca está satisfeito com o momento presente, porque o momento presente nunca é suficiente. Aí por isso que as pessoas estão tão exaustas emocionalmente, mesmo tendo tudo.

Porque é uma excitação intensa. É sempre a busca para o próximo passo. Eu já estou ali olhando. Eu nem aproveitei aqui. Nem aproveitei. Os estoicos acreditavam que a felicidade não era a ausência da dor, mas era a capacidade de pertencer inteiro, inteiro mesmo no caos.

E eu acho que é verdade, né? Hoje as pessoas querem controlar tudo. Como eu sou visto, quem vai gostar de mim, o que vão pensar sobre mim. Como que eu posso evitar sofrimento, como eu posso nunca sentir tristeza ou rejeição. Só que a felicidade não é só ausência de emoções negativas.

Né? Nenhum ser humano, gente, consegue ser feliz o tempo inteiro. Isso é muito importante dizer também. Isso é uma mentira moderna de positividade tóxica do caceta. Você não precisa estar todo dia vibrando naquela alta frequência. Uhul! Né? Você é ser humano. Vai ter dia que vai ter medo, vazio, dor, tristeza. É normal. A questão não é eliminar essas emoções difíceis, mas é não construir identidade nelas. Sabe?

E outra coisa que eu acho que está rolando também nessa geração é um excesso de possibilidades. Antes a gente tinha menos opções, né? Hoje tem opções infinitas, então o cérebro meio que paralisa. Ai, meu Deus, qual relacionamento, qual carreira, qual cidade, qual corpo, qual versão de mim, qual caminho? Ui, já me deu até uma ansiedade aqui.

Mas eu, como não sou boba nem nada, eu fiz uma coisa por vocês. Eu me arrependi depois até, eu confesso, mas foi bom. Eu fiquei essa última semana entrando muito nas redes sociais, mas muito mesmo. Toda pausinha que eu tinha, eu entrava.

eu falei, eu vou fazer um teste, porque eu já sou uma pessoa que medita, eu já sou uma pessoa que cuido, né? Eu uso o aparelho de nervo vago, eu faço ativação de condalina, eu faço vários processos, então vou fazer. Gente, o meu sono piorou absurdamente.

Eu tava demorando pra dormir. Eu percebi que eu tava sempre querendo saber o que tava... Tipo, sabe quando deu uma excitação de tipo assim... Ai, que vontade de pegar no celular. Tipo, isso nos últimos dias. Nos primeiros dias, não. Mas no último dia, que foi ontem, acabou ontem, no último dia. Eu percebi que eu tava... Ai, que vontade de pegar no celular. Ai, que vontade. Tipo, me... E eu nunca fui assim. Aí eu falei...

Nossa, fiquei chocada. Falei, e eu fiquei mais ansiosa sim, eu percebi que a minha meditação foi muito mais difícil, eu percebi que no meu trabalho a concentração também piorou, eu percebi que eu senti sim momentos de mais badzinha essa semana, e eu falei, caraca, que louco isso. Eu só fiz uma semana.

No começo eu tinha que me forçar a entrar. Depois eu vi que foi muito fácil, que eu queria olhar. Olha que horrível. Isso em uma semana de teste que eu fiz. Agora essa semana eu vou voltar ao meu normal. Já tô voltando, né? Mas, gente, é muito louco isso.

Muito louco. Eu não sei como as pessoas conseguem ficar o tempo inteiro, porque eu sinto muito, assim. Eu percebi minha respiração, minha falta de concentração, eu... Meu sono foi a coisa que eu mais percebi. Muito, muito, muito, muito.

E não é que a felicidade, ela não está desaparecendo. O que está desaparecendo é a capacidade do nosso cérebro desacelerar o suficiente para conseguir sentir. Isso é diferente, né? Porque se a felicidade tivesse acabado, a gente estaria distante diante de um problema sem solução.

Mas a conversa ia ser outra. Tem um psiquiatra austríaco que sobreviveu aos campos de concentração nazistas. Ele chama Victor Frank. E ele escreveu Em Busca de Sentido, uma das obras mais importantes da psicologia do século XX. E ele dizia que entre o estímulo e a resposta existe um espaço.

E que nesse espaço está o poder humano de escolher. Então, é essa escolha que reside entre a liberdade e o crescimento. Então, eu penso muito nisso quando eu atendo as pessoas em mentoria individual, quando eu vejo que elas chegam vivendo exatamente esse tipo de desafio, hiperestimulação. Porque o excesso de estímulo já é justamente eliminar esse espaço. Então, você está preenchendo cada segundo com algo, que foi o que eu fiz. Nossa, mas gente, primeiro que te vici, segundo que você fica...

péssimo, não sei, desequilibrou. Eu uso o Oura Ring, aí eu olhei o meu nível de estresse, meu nível de estresse de recuperação tava super baixo. Eu medi tudo que eu podia, eu medi.

Sério, eu percebi uma coisa também. Até comer mais, querer comer comida mais assim, tipo gordurosa ou doce, eu percebi que eu quis mais. Percebi isso também. Que louco, né? Isso, imagina, uma semana. Imagina a pessoa que tá fazendo isso sempre. Por isso esses índices altos de ansiedade, depressão, sensação de vazio. É o mais alto da história, documentado, gente. Nós estamos passando por a fase maior índice documentado de ansiedade, depressão e vazio.

Pois é, agora sim. A pergunta que fica, o que eu vou fazer com essa informação? Você decide, está nas suas mãos. Você pode acabar de ouvir esse podcast aqui, entrar nas redes sociais e ok? Ou você pode pensar, não, ok, eu vou ficar um pouco, ok.

Mas vai ser super controlado. E percebe se você melhora sono, alimentação, ansiedade, ficando menos tempo. Porque eu ficando mais tempo, eu vi que acabou. Acabou. Tô voltando ao normal essa semana. Ah, eu vou conseguir. Estou conseguindo.

Mas tá sendo um... Tô tendo que trabalhar aqui, correr atrás da bola. Né? E eu acho que no final das contas, no silêncio, é que a felicidade que a gente tá buscando o tempo inteiro. A gente não compra. É tão simples, tão fácil. Que a gente nem acredita nisso e a gente acaba não fazendo. Né? Amores.

Tire um tempinho, tire um tempinho pra relaxar, pra pensar, pra se conectar com a sua alma, pra ouvir.

Depois você me conta. Para de ficar indo atrás já do próximo passo. Para de ficar correndo. Sei que o mundo tá empurrando a gente pra isso, mas peraí, gente. Nesse podcast aqui, a gente não faz o que todo mundo tá fazendo. Lembra? Tá todo mundo pra direita? Ah, deixa eu olhar aqui pra esquerda. A gente não segue todo mundo. Porque tá todo mundo fudido. Então você quer ficar fudido também, mas seguir todo mundo? Você que sabe. Eu sempre penso isso.

Vou acabar esse podcast porque eu já falei meu palavrão aqui. Eu falo que eu vou me segurar, mas eu não consigo.

Seres de Luz, gratidão infinita pela sua conexão. Domingo a gente tem um encontro marcado Ritual, hein? Ritual, não sei se tem vaga ainda, mas manda mensagem lá que às vezes a galera abre mais umas vagas. Ritual gostoso e quem quiser a próxima ativação dia 6 do 6, sábado que vem, no outro sábado, Portalzaço pra quem quer arrumar alguém, pra quem quer mudar de trabalho, missão, propósito, auto-chima, autoconfiança, esse Portal 6 vai ser forte.

Beijo na alma, espero vocês. Até a próxima.