Episódios de Thais Galassi

770 - Porque algumas coisas te machucam tanto

14 de maio de 202626min
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Traumas de infância não precisam ser dramáticos para deixar marcas profundas. A necessidade de agradar todo mundo, o medo de abandono nos relacionamentos, o perfeccionismo extremo, a sensação de nunca ser suficiente, a dificuldade de mostrar emoções — tudo isso pode ter raiz em experiências que você viveu muito antes de ter palavras para descrevê-las.

Neste episódio, Thais Galassi explora como a psicologia do desenvolvimento e a neurociência explicam por que mulheres adultas continuam reagindo a padrões emocionais criados na infância — e o que é possível fazer a partir de hoje para interromper esse ciclo.

Você vai entender: por que seu cérebro ainda age em modo de sobrevivência | como o trauma molda relacionamentos e autoestima | o que a ciência diz sobre apego ansioso, fawn response e perfeccionismo | e uma técnica prática validada pela neurociência para começar a se libertar desses padrões agora.

Baseado em estudos do JAMA Pediatrics, Journal of Personality and Social Psychology e nas obras de Bessel van der Kolk, Pete Walker e Kristin Neff.

Se você já sentiu que nunca é suficiente, que tem medo de perder as pessoas que ama ou que precisa agradar todo mundo pra ser amada — esse episódio foi feito pra você.

00:00 — A descoberta de Harvard que vai mudar como você se vê02:30 — Como o cérebro grava traumas antes de você ter palavras06:00 — A menina que aprendeu que precisava ser boa para ser amada10:30 — Fawn response: a raiz da necessidade de agradar14:00 — Medo de abandono e apego ansioso nos relacionamentos19:00 — Perfeccionismo: quando a ferida usa a produtividade como disfarce24:00 — A mulher forte que chora sozinha no chuveiro28:30 — Técnica STOP: como interromper padrões automáticos hoje33:00 — Dor não tem ranking — o começo da cura

Assuntos7
  • Autocontrole: Pausar Antes de AgirS - Stop (Parar) · T - Take a breath (Respirar) · O - Observe (Observar) · P - Process (Processar) · Ativação do sistema nervoso parassimpático · Não precisar ter razão
  • Trauma InfantilNecessidade de agradar · Medo de abandono · Perfeccionismo extremo · Sensação de nunca ser suficiente · Dificuldade de mostrar emoções · Padrões emocionais criados na infância · Cérebro em modo de sobrevivência · Apego ansioso · Fawn response · Trauma e memória física · Amígdala cerebral · Bessel van der Kolk · Pete Walker · Kristin Neff · Estudo de Harvard sobre vínculos emocionais
  • Atração e fetichesAtração de pessoas que refletem medos · Frequência vibracional · Foco na prosperidade
  • Orgulho e silêncio em relações amorosasInterpretação do silêncio como rejeição · Reação a dor antiga · Diferenças individuais na criação e crenças
  • Devocional e rotinaAgradecimento aos antepassados · Honrar o feminino · Evitar o celular ao acordar · Decretar um dia magnífico · Conexão com a intuição
  • Dívidas e prosperidadeDiferença entre ter dinheiro e ser próspero · Prosperidade compartilhada · Merecimento
  • Cura e Ressignificação da História PessoalDor não tem ranking · Não se vitimizar · Reconhecer emoções dolorosas
Transcrição74 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Olá, alma bonita! Oi, ser de luz! Tudo bem com vocês? Espero que sim. Eu desejo que sim. Ai, é tão bom quando a gente encontra alguém.

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E aí você pergunta pra pessoa, tá tudo bem? A pessoa, tá tudo bem. Né? Eu sei que na vida de todo mundo tem desafios, tá todo mundo passando por alguma coisa, mas no final das contas está tudo bem. Tem que encontrar aquelas pessoas que não, não tá nada bem, olha hoje o dia, hoje tá frio, olha, aconteceu isso, aconteceu aquilo, a pessoa já quer... Não, vamos começar com uma energia boa todos os dias. Hoje é a hora que eu acordei.

Eu me dei uma vontade muito boa, forte, gostosa, enlouquecedora e selvagem de agradecer os meus antepassados.

Eu acordei, eu acho que eu tive algum sonho, aliás, eu tô tendo muitos sonhos, muitos sonhos malucos. Vocês estão tendo muitos sonhos malucos por aí, gente? Nossa, essa Lominguante tá trazendo sonhos loucos pra mim. E aí, eu acordei com essa vontade de ser grata a todas as mulheres da minha ancestralidade, tanto da família do meu pai, quanto da família da minha mãe, ou seja, toda a minha ancestralidade feminina, e honrar o meu feminino. Então, eu acordei e honrei o meu feminino.

Eu tenho uma tendência de cair bastante nessa energia mais masculina, né? Então, eu... Me deu essa vontade, falei, alguma coisa eu sonhei, conectei com alguns mentores, não sei. Eu sei que foi muito lindo. E ao acordar e já... Porque assim, os primeiros minutos, né? Primeiros segundos que você acorda de manhã, eu busco não... Eu desligo o despertador e eu não busco já pegar celular, fazer nada disso. É...

Deixa eu agradecer mais um dia de vida, deixa eu decretar que meu dia vai ser magnífico, que vai ser leve, que eu tô muito saudável, que as células do meu corpo estão vibrando, os meus chakras estão alinhados. Eu gosto de ter esse ritualzinho de manhã, só que me deu essa vontade. E aí eu fiz isso, e no final, eu senti, assim, a presença muito forte dessa ancestralidade.

Cara, foi lindo, assim. Foi muito legal. Por isso que eu falo que a gente tem que estar conectado com a nossa intuição, porque ela é muito sábia. E isso talvez foi até um mini processo de cura. É muito interessante. Eu vou abrir o podcast de hoje falando de uma história de uma pessoa que passou comigo.

Segunda sessão dela de ativação de Kundalini individual. E ela estava me contando que ela passou por um relacionamento, que ela estava num relacionamento já há anos, casada, e parecia um relacionamento tranquilo, saudável. O marido trabalhava bastante. Ele não era um marido... Ela dizia que ele era... Eu vou falar as palavras dela, tá? Aí, olha, ele não me trai, ele não grita comigo.

Ele é responsável, ele é super... O marido, acho que toda mulher gostaria de ter. Mas ela falou muito essas palavras. Em nenhum momento ela falou que ele era amoroso, que ele era nada disso. Ok.

Mas ela falou que tinha algo que estava incomodando ela, que quando ele ficava em silêncio, isso incomodava demais ela, porque ela é uma pessoa que fala bastante, que se expressa bastante, que se ela não está bem, ela fala, se ela está bem, ela também fala. E eles já eram diferentes dela, é o que eu falo. Cada um tem uma criação, cada um tem suas crenças, cada um é de um jeito e está tudo bem.

Só que ela falou que ele era mais quietinho, até aí tudo bem, só que quando ele chegava e ficava mais quieto que o normal, ela entrava em desespero. Ela começava a pensar, ai meu Deus, ele não me ama mais, será que ele está pensando em outra pessoa, ou tem alguma coisa errada, será que eu fiz alguma coisa errada, será que ele está pensando em ir embora? Ela falou que ela tinha muito essa sensação de que, será que ele está pensando em ir embora? Sendo que estava tudo bem, aparentemente, de acordo com ela.

E aí, o que ela fazia? Ela discutia com ele. Ela falava, eu tô aqui conversando com você e você tá quieto. Aí daqui a pouco começava a chorar, cobrava, explodia. Enfim, até que um dia ela percebeu, depois da primeira ativação que ela fez, a gente já tava na segunda nesse dia. Ela percebeu que o problema não era o silêncio dela.

Trabalhamos muito a infância dela e quando ela era criança, o pai dela passava dias sem falar com ela e principalmente com a mãe quando ele estava irritado. E ela aprendeu que o silêncio era meio que uma rejeição, sabe?

E o corpo dela não estava reagindo ao marido que estava em silêncio, ele estava reagindo à dor antiga. E isso é que muita gente não entende, que o nosso cérebro emocional não sabe diferenciar totalmente esse passado do presente. E quando alguém ou algo toca numa ferida antiga, o nosso corpo reage como se a gente estivesse vivendo aquilo de novo, sabe? Tem uma área do nosso cérebro, que eu já falei várias vezes para vocês, que chama amígdala cerebral.

E ela funciona como um detector de fumaça. E estudos em neurociência mostram que experiências emocionais intensas de rejeição, abandono, humilhação, medo, traição, ficam registradas no nosso sistema nervoso muitos anos. É isso uma das coisas que a ativação trabalha. Ela vai limpar esse bloqueio que fica lá.

E aí tem dois pesquisadores, que é o Bessel e o Van der De Kolk, que eu já falei deles, do livro deles, que ele fala que tudo o corpo guarda essas experiências emocionais traumáticas. Tudo aquilo que gerou um impacto emocional em você vai ficar registrado. Não fica só na memória. É uma resposta física.

Você nem pode perceber, ou agora que eu estou falando, você vai perceber, tipo, o coração dá uma acelerada, a respiração muda, os músculos dão uma tensionada, a mente entra num estado meio que de alerta.

Por quê? Porque o sistema nervoso aprendeu que quando algo parecido com isso acontece, ai, machuca, né? Então você não reage ao evento em si, a pessoa, ela não estava reagindo ao marido, ela estava reagindo ao significado. Duas pessoas podem viver uma mesma situação, por exemplo, o meu marido quando chega e está em silêncio, para mim eu penso, ele está cansado, ele teve um dia que ele falou muito.

Ele está precisando desse silêncio, porque eu amo o silêncio também, de vez em quando eu quero ficar quieta. Então, eu jamais penso que o problema sou eu ou é comigo. Olha só a diferença. Mesmo evento, mas o significado diferente. Percebe? Eu estou falando isso para você perceber se aí na sua vida...

Quando alguém fala algo pra você no dia a dia, ou quando alguém faz alguma coisa, o que mais mexe com você? O que tira você do eixo? O que tira sua paciência? O que deixa você completamente enlouquecido?

Porque indiretamente tem aí um rejeição, abandono, uma falta de pertencimento, validação, medo de perder, medo de não ser amado. Porque o corpo tá reagindo antes da mente. Quando você percebeu, você já reagiu. Então a pessoa falou alguma coisa, você reagiu de uma forma que você fala, nossa, mas eu nem falei nada muito assim, né? Eu só tava no silêncio, por exemplo, o marido dela só tava no silêncio.

E o trauma não é só aquilo que aconteceu. Existe uma frase importante na psicologia, que é trauma não é o que acontece com você, mas é o que acontece dentro de você por causa do que aconteceu. Então duas crianças podem passar pela mesma situação e desenvolver uma ferida profunda e outra não. Vamos comparar irmãos? Vou colocar aqui na minha vida pessoal. Eu e a minha irmã. Nós temos 11 meses de diferença, eu e a Dani. E aí as pessoas... Eu sou completamente diferente da Dani.

Eu falo aqui em público, gosto de conversar, gosto de compartilhar tudo que eu aprendo. Eu sou uma pessoa que tô sempre sorrindo. Nas fotos, você pega minhas fotos de criança, minha e dela, eu tô sorrindo e ela tá séria. Todas as fotos, a Dani tá séria de criança. E a Dani até hoje é mais quieta e mais séria.

E as pessoas falam, nossa, são tão parecidas, assim, fisicamente. Eu acho que a gente lembra bastante. Mas se você pegar a personalidade, somos completamente diferentes. Temos 11 meses de diferença e crescemos, mesmo pai e mãe, mesma família, tudo. Só que talvez para ela, coisas aconteceram de uma forma e para mim de outra. Eu registrei de outra forma, ela registrou de outra forma em outras áreas, enfim.

e tudo aquilo que você não cura vai repetir, porque a tendência do ser humano inconscientemente é repetir padrões, então você vai atrair uma pessoa que vai fazer você olhar para isso. Olha que interessante, porque a pessoa rejeitada desenvolve esse medo de abandono, então ela vai atrair alguém que provavelmente ou vai abandoná-la ou ela vai...

consistentemente ter esse medo de ser abandonada. Talvez no que ele fala, na forma que ele age, a forma como ele demonstra para ela. Entende? Porque é verdade aquilo que você mais teme, você atrai. É verdade.

É verdade, gente. Estamos vibrando numa frequência, por isso que eu falo, não tenha medo de ser assaltado, não tenha medo de ficar sem dinheiro. Foque na prosperidade que você vai ter, que vai conseguir pagar e tá tudo bem. Foque em que você tá seguro. Foque naquilo que você deseja. Eu sei que é difícil porque o nosso cérebro, ele tem essa tendência de proteger a gente, então vamos estar sempre olhando, às vezes, um cenário mais negativo. Mas é aí que vai diferenciar uma mente mais...

Por isso que às vezes eu falo assim, cara, tem umas coisas que acontecem na vida, né? Outro dia chegou uma pessoa pra conversar comigo e ela falou assim, não, porque olha, eu só quero tá perto de gente que tem muito dinheiro, eu só quero tá perto dessas pessoas que são muito prósperas, eu só quero tá perto disso agora, não me interessa.

E aí eu fiquei pensando e falei, tá, mas tem muita gente que é próspero, é abundante, e essa pessoa é incrível, é leve, é maravilhoso estar do lado mesmo dela, mas tem muita gente que só tem isso, o dinheiro, né?

E aí, essa pessoa ficou olhando pra minha cara com cara de bolinha, assim, eu falei, eu desejo estar ao lado de pessoas que são abundantes, de pessoas que são doadoras, de pessoas que são, que tenham prosperidade, mas uma prosperidade que ela compartilha, não é uma coisa que domina ela.

Que ela fica atrás disso o tempo todo. Que ela corre atrás disso. Não, muito pelo contrário. Ela é tão bem resolvida com ela que a prosperidade corre atrás dela. É ao contrário. Eu quero sim estar do lado de pessoas disso, dessa forma, desse jeito. Que vibram nessa frequência.

Ela ficou me olhando e eu falei, a gente tem que tomar um pouquinho de cuidado com aquilo que a gente deseja. Porque tem gente que é tão pobre que só tem dinheiro. Acho que vocês entenderam, né? É isso. Então o podcast de hoje está um pouquinho selvagem, né? Porque eu quis falar principalmente desse passado que a gente está reagindo. E teve um estudo em Harvard que fizeram com mais de 700 pessoas ao longo de 75 anos.

É um dos estudos mais longos da história da ciência. E sabe o que eles descobriram? Que o que mais determina a qualidade de vida das pessoas adultas não era a renda, não era o nível de escolaridade, não era o talento. Era a qualidade dos vínculos emocionais.

que eles vivenciaram na infância. Os primeiros ambientes afetivos funcionam como uma espécie de código fonte instalado aí no sistema. E isso fica rodando por décadas depois. Silenciosamente, influenciando aí relacionamentos, autoestima, decisões até a saúde física. Por isso que eu falo, tem que fazer trabalhos energéticos, sim, porque está bloqueado, alguma coisa ficou registrada no seu programa.

Isso tá influenciando em relacionamentos, ou nas suas decisões, ou naquilo que você tá atraindo, ou em autoestima, autoconfiança, saúde física, em prosperidade, sim! Agora para pra um segundo e pensa, quantas vezes você reagiu de um jeito, racionalmente, que depois você falou, pô, não faz sentido.

uma conversa simples que ganhou um aperto no peito, uma palavra que você disse que você falou, poxa, o que eu falei desse jeito com essa pessoa? Algo que você conquistou, em vez de comemorar, você... Mas eu acho que podia ter sido melhor.

Ou será que isso vai ficar na minha vida? Será que eu mereço mesmo isso? Sabe? Ou quando até mesmo num relacionamento você ama alguém, essa pessoa deixa claro que ela te ama, mas você vive no fundo com medo que essa pessoa vai embora, vai te trocar por outra pessoa. Isso não é fraqueza, isso não é loucura. É seu sistema nervoso te protegendo de algo que você aprendeu lá atrás.

É muito interessante isso, né? E eu acho que muita gente passa por isso, a maioria das pessoas, eu também passo por isso, eu tenho as minhas questões também. E isso vem depois, gente, em medo, culpa. Eu peguei muito nessas últimas ativações de Kundalini, muita gente com culpa. Culpa de se colocar em primeiro lugar, culpa de querer estar silenciando as suas dores, mas estar ouvindo todo mundo, as dores de todo mundo. Culpa por não estar sorrindo.

Poxa, devia estar mais feliz. Mas, pô, tem tanta coisa aí dentro, acontecendo dentro de você e você tá se culpando por não estar sorrindo. Pô, vamos curar tudo isso, vamos olhar pra isso, né? E o medo de abandono, que tá muito grande em relacionamento. Também tô pegando muito. Eu acho que esse ano de 2026 tá trazendo muito essa questão.

Você vai ter que olhar pra você de uma forma diferente. É o ano um, o ano do cavalo, né? Você vai ter que olhar pra você de uma forma diferente. Você vai ter que curar suas dores, porque senão você vai atrair amizades e relacionamentos. E não vai ter prosperidade. Porque quem não tem uma boa autoestima e autoconfiança não tem prosperidade, tá? Não tem. Não tem. Tá conectado. Porque senão você não acha que você é merecedor de receber isso.

Você pode até ganhar e vai perder, ou você pode até ganhar e, de repente, se auto-sabotar.

Acontece muito isso. Muita gente ganha. Aconteceu já. Deu atender a pessoa que ela ganhou, conseguiu. Mas ela tinha uma autoconfiança péssima, autoestima. Ela começou a entrar por um caminho meio desafiante aí com drogas. Então, por quê? Porque a pessoa não se sentia merecedora e de repente ela estava com uma condição financeira muito boa. Então ela se anestesiava. Porque no fundo ela só achava que ela não era merecedora de ter tudo aquilo.

É interessante isso, né? Mas acontece bastante. Tem várias vertentes, gente. Atendi tanta gente, acontece muita coisa. Eu poderia dar mil exemplos aqui. Mas o que eu quero dizer para vocês é... Outra coisa também que eu estou pegando muito é a pessoa que quer resolver tudo. Quer cuidar de todo mundo, que não reclama. Quando pergunta que está bem, ela fala que está ótima. Mas ela está no piloto automático e está fazendo tudo por todos. E ela não tem um minuto para ela, não olha para ela, ela não se respeita.

Tá sempre sobrecarregado, sempre com dor muscular, sempre com dor de cabeça, não tá dormindo direito. Tá muita coisa acumulada aí no corpo, mas não, ela aprendeu que ela tinha que ser forte. Cala a boca e engole a porra do choro, você tem que ser forte porque é assim que tem que ser. Né? E muita gente com problemas digestivos, sistema imunológico comprometido, vive doente.

E é tudo aquilo que você tentou ignorar, uma hora a conta bate, né? Uma hora a conta bate. Cabeça! Tá na hora de lavar. Mamãe e papai que estão ouvindo aí o seu podcast. A promoção Gotinhas Johnson's Baby chegou! Compre 50 reais em produtos participantes e ganhe a sua pelúcia surpresa. São seis gotinhas fofas pra chuchu. Estrega, estrega, vai fazendo massagem gostoso pra chuchu.

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Nossos filhos crescem rápido demais, né? Num dia eles dependem de você pra tudo, no outro já querem segurar o copinho sozinhos. E é pra acompanhar essa fase dos pequenos crescidinhos que chegou mousse e ninho. A combinação da nutrição de mousse long com carinho de ninho, feito pra misturar no leite e beber no copinho. Gostoso, cremosinho e fortificado com nutrientes que contribuem para a imunidade e o desenvolvimento dos ossos. Esse sabor icônico vai surpreender. Conheça!

Bom, uma das ferramentas mais validadas pela neurociência para começar a interromper esses padrões automáticos emocionais se chama STOP. É muito utilizado em Mindfulness e tem evidências baseadas em estudos, tá? Funciona assim. A primeira letra é o S de STOP. Literalmente, no momento em que você perceber que você está reagindo a alguma coisa que não faz muito sentido...

Você vai parar. A segunda é T de take, que é breathe. Sorry, sorry, sorry, sorry. Você vai respirar, tá? Então, parar, respirar. Respiração longa. Inala e solta mais devagar. Isso ativa o sistema nervoso simpático, tira você do modo reação.

A letra O do stop é observar. Observe o que está acontecendo. Não para julgar, mas espera aí, deixa eu ver de onde vem essa emoção. Essa pessoa que está mexendo mesmo comigo ou eu que estou sobrecarregado, irritado, alguma coisa que aconteceu lá atrás e está conectando com tudo isso. E o P é de processar. Você vai processar. Agora sim, você vai agir. Então, stop. Eu paro, percebi. Meu marido falou alguma coisa que me deu aquela vontade de reagir. Parei, respirei.

observei. É com ele que eu estou irritada? Ou ele falou isso e eu estou irritada com todo mundo, estou sobrecarregada e eu vou soltar tudo nele? Depois eu vou processar isso e é assim, eu vou responder. Ou não responder nada. Isso parece bobo, parece, ah, tá aí, sério que stop funciona? Pois é, funciona.

funciona. E você vai fazer isso num intervalo muito rápido. Você vai parar, vai respirar, vai processar e aí sim vai reagir. Ou seja, é muito rápido que você vai fazer isso. E eu tenho feito muito isso, vou contar pra vocês. Eu tenho feito muito isso. Gente, tá dando muito certo, muito. Porque eu percebi que o ano passado foi um ano que eu trabalhei muito, eu entreguei muito e no final do ano eu percebi que eu tava sobrecarregada.

Eu falei, poxa, eu achei que não, mas eu tava. E eu tenho uma tendência de infância, de engole o choro e seja forte. Já falei isso pra vocês, né? Dona Lulu sempre falou pra mim, engole o choro, seja uma mulher forte, você é forte. Então, o que que aconteceu? Eu cresci? Eu dou conta de tudo. Realmente, eu consigo, eu falo o que eu consigo, o que eu quiser. Gente, eu falo isso e realmente acontecem as coisas na minha vida, é impressionante.

Só que às vezes a gente conseguiu ir tá por um cabelinho. Então até que ponto vale a pena? Então esse ano eu tô fazendo muito stop. E aí pra mim tá sendo muito bom porque eu tô assim, caraca, olha, nessa situação eu iria reagir.

Aconteceu uma coisa interessante. Eu estava com meu filho e a gente foi comprar um negócio no mercado. E aí eu estava chegando assim, sabe quando você está já indo parar o carrinho para parar no caixa? Veio uma senhora e entrou assim na frente com tudo para parar o carrinho para não pegar tanta fila e querer entrar na minha frente. Só que ela viu que eu estava chegando.

e aí meu filho olhou pra mim, e aí eu falei, eu podia responder, eu podia falar, senhora, você viu que eu tava chegando, mas eu já tava assim, muito, já ia em Bicá, já tava...

E eu simplesmente respirei e falei, tá bom, vamos lá. Onde que isso toca em mim? Ah, não deixar ninguém te passar pra trás. Ah, as pessoas querem ser malandras. Ah, eu falei, eu estou com pressa hoje? Não, não estou com pressa. Quer saber? Até lembrei de uma coisa que eu tinha esquecido de pegar. Peguei e falei, Thales, vem, vamos lá, filha. Esqueci de pegar um negócio. Saí da fila, fui pegar aquilo que eu tinha esquecido, porque realmente eu tinha esquecido mesmo. E aí depois eu voltei e vocês não sabem o que aconteceu.

Na hora que eu tava indo pra fila, o caixa, dois caixas do lado de onde ela tava, abriu, a mulher falou, ah, eu abri aqui, e eu não peguei fila nenhuma. Aí sabe o que que eu pensei? Porque a Thaís, de dois, três anos atrás, eu iria falar, minha senhora, tem educação, né? Eu estava aqui, eu cheguei antes de você, eu iria falar.

E aí eu percebi que às vezes a gente não precisa estar certo, a gente não precisa querer ter razão o tempo inteiro. E aí o Tales ficou olhando para mim e ele falou, nossa mamãe, a gente teve muita sorte, né? Primeiro que ele nem se ligou nessa mulher, ele nem pegou isso que foi ótimo, e segundo que olha quando a gente mantém a nossa frequência, as portas se abrem.

E aí eu juro que por um milésimo de segundo eu pensei numa coisa. E aí nesse momento eu falei, tá aí, você realmente tá mudando. Eu pensei em falar, minha senhora, a senhora não quer vir aqui? Ela abriu o caixa. Eu ia deixar ela passar até na minha frente porque ela tinha pouca coisa. Porque se ela tivesse pedido pra mim, eu não iria nem fazer esse stop aí. Eu ia falar, ela pediu, tudo bem, senhora. Pode ir na frente. Mas foi o jeito de tipo, não, eu vi que você tá chegando, eu vou chegar antes aqui, eu vou me enfiar, eu vou dar uma de...

E aí eu, tá bom, vai, tudo bem. Ela nem era tão senhora assim, tá, gente? Eu tô falando senhora porque ela devia ter um pouquinho mais que eu, mas não era uma senhora de pegar a fila de... Não era. E aí eu pensei por um segundo e ainda oferecer ali pra ela ir, mas aí eu falei, ah, não, o universo abriu essa porta aqui pra mim, então a gente tem que abraçar, né? Eu sou merecedora disso, eu pensei. Então, antes de terminar, preciso dizer uma coisa importante, porque eu sei que tem muita gente ouvindo isso.

e pode estar falando, mas a minha infância foi uma merda, então eu estou ferrado? Não, perceba. Perceba qual programinha você está vibrando. Quando você tem essa necessidade de reagir, é quando você tem uma oportunidade de olhar para algo que você tem aí dentro para curar. E tem gente que passou por coisas muito desafiantes e gente que a infância não foi tão desafiante assim, mas depende de como você registrou isso, né? Dor não tem um ranking. Ah, olha... Tchau.

O sofrimento dela foi muito maior. Não é uma competição aqui. Mas o fato de você ter chegado aqui, construído tudo isso que você construiu e reconhecer que o que gerou impacto emocional, o que marcou, o que ficou aí dentro de você, você não se vitimizar.

isso não é fraqueza, eu tenho muita coisa ainda estou trabalhando, ainda estou ainda estou, não acho que eu também não sou alecrim dourado mas você não negar isso e perceber para mudar esse padrão entendeu? toda vez que você consegue enxergar você consegue caraca, olha, isso ia mexer comigo eu ia reagir e só de você conseguir não reagir e prestar atenção que é algo que está além, que está lá atrás, não é aquela pessoa ali não olhando

Aquela pessoa ali, às vezes, só foi o pato que tava ali, que tocou num pontinho, você fala, ah, esse ponto aqui, né? E olhar pros nossos desconfortos. A gente tem medo de olhar pro que dói, né? A gente não quer olhar pra isso. Tem ativações que as pessoas saem e falam, meu Deus, eu tô ganhando o mundo, eu tô amando, eu tô... Thaís, eu quero. E tem ativação que a pessoa fala, caraca, Thaís, eu tô... Foi uma porrada na cara, tá me vindo coisas, emoções, sentimentos. Eu falo...

Posso falar que eu acho essas são as melhores? Essas desafiantes são as melhores? Porque depois que passa esses 20 dias que você teve compreensão, que veio emoções, que você teve esses sonhos, que você... Cara, é como se você evoluísse três degraus de uma vez. É sério, vai por mim. É reconhecer essas emoções que doem pra curar verdadeiramente.

E se você já tá ouvindo tudo isso, já deu o primeiro passo. Você já tá tendo consciência de muita coisa que... Muita gente ia demorar anos, talvez, pra ter consciência. Porque falam que na maturidade a gente fica mais velha, a gente tem consciência disso, né? Mas eu acho que a gente, quando fica mais velha, eu acho que a gente faz o stop. A gente respira antes de reagir, né? E a gente, quando é mais novo, a gente tá muito ali, cheio de emoção, cheio de...

Aquele gás, aquela coisa. E a gente acaba reagindo. Então, eu sempre falo que quando você reage a alguém, a outra pessoa te controla.

Ai, tem uma coisa que eu não gosto é isso, que as pessoas me controlem. Então, eu tenho feito muitos top, tá dando muito certo. Na próxima vez que alguma situação eu mexer com você, por que isso me irritou? Onde isso tocou dentro de mim? Porque a cura vai começar quando você entender que nem toda reação fala sobre o momento presente, tá falando de algo maior. E você ter essa maturidade emocional, que não é controlar suas emoções, mas compreender de onde elas vêm.

Não é legal isso? Eu acho que esse episódio tá babado pra você compartilhar com aquela pessoa que você gosta. Com seus amigos, pai e mãe. Lembrando que a gente vai ter ativação de Kundalini dia 31 de maio. Não deixa pra última hora, tá? Não deixa pra última hora dia 31 de maio. É um domingo. A gente vai ter um encontro gostoso. Vamos falar dessas dores. Dessas que a gente falou hoje?

nessa primeira hora comigo a gente vai falar disso. Depois na segunda hora deixa comigo, que aí a gente tem as ativações. Mas são duas horas incríveis um protocolo que eu criei, que é assim. Se você já gosta dos podcasts, imagina esse ritual. É incrível, vai ser maravilhoso. Mas se preparem, prepara o lencinho, porque você vai chorar. Prepara, porque muita coisa vai ser liberada e limpa do seu campo e você vai reagir menos na sua vida.

combinado? Meus amores, eu desejo, eu decreto, eu profetizo, eu ordeno que o seu dia seja magnífico hoje, que a sua semana seja incrível, não aceite menos que isso, não aceite, todos os dias é um novo dia, todo dia tem que ser muito incrível pra você, tem que ser magnífico, mesmo se você tá um pouquinho triste, mesmo se você tá vindo emoções aí à tona, não tem problema, é um dia que não vai voltar mais, vamos olhar pra isso com amor.

Vamos olhar isso sem julgamento. Não vamos julgar. Combinado? Um beijo no fundo da alma. Até a próxima.

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