Episódios de Thais Galassi

767 - O básico que sempre funciona

05 de maio de 202625min
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Em 1954, um psicólogo descobriu por acidente que um rato preferia apertar uma alavancade prazer a comer, a beber, a dormir — até morrer de exaustão. Esse experimentonão era sobre ratos. Era sobre qualquer cérebro exposto a recompensa semesforço.

E o seucérebro está sendo submetido a isso todos os dias.

Nesseepisódio, Thais Galassi vai te mostrar por que a sua vida parece fora decontrole mesmo quando nada de grave está acontecendo — e o que está sendofeito, em silêncio, com a sua capacidade de pensar, sentir e agir.

Você vaientender:

→ Por queforça de vontade não resolve nada (e o que a ciência diz sobre isso) → O que aneuroplasticidade tem a ver com quem você está se tornando agora → Como odelivery, o scroll e as relações rasas estão destruindo sua hierarquia interior→ A prática de 5 minutos que começa a reorganizar seu sistema nervoso → Por queo básico é o único atalho que realmente existe

Esseepisódio é para você que quer se sentir inteira de novo — não perfeita, nãoprodutiva, inteira.

Estudoscitados: Roy Baumeister (Ego Depletion, Universidade da Flórida), Betsy Sparrow(Efeito Google, Universidade Columbia), Michael Merzenich (Neuroplasticidade).Referências: Hábitos Atômicos — James Clear | Confissões — Santo Agostinho

Participantes neste episódio1
T

Thais Galassi

Host
Assuntos6
  • Rotina e ConsistênciaForça de vontade como recurso finito · Falta de hierarquia interior · Platô da acepção latente e mudanças invisíveis · Metáfora da plantinha e do gelo · Prática de 5 minutos de silêncio
  • Trabalho e RecompensaExperimento do rato com alavanca · Ativação do centro de recompensa no cérebro · Redes sociais, notificações e likes como ativadores · Drenagem de energia e perda de foco
  • Abandono de apegos e vícios mundanosDiferença entre conveniência e liberdade · Estímulos infinitos e a geração vazia · Efeito Google e a preguiça mental · Terceirização do esforço cognitivo e emocional
  • Neuroplasticidade e ApegoO cérebro como máquina maleável · Repetição de comportamentos e circuitos neurais · Reforço de circuitos de dispersão e enfraquecimento de autonomia · Construção de identidade através de escolhas · Michael Merzenich e estudos sobre neuroplasticidade
  • Estilo evitativo e retiranteTendência humana de fugir de estados internos desconfortáveis · Dependência de comportamentos para fuga · Ativação da rede de modo padrão no cérebro
  • A energia do número 5 e o portal de mudançaSignificado do número 5: movimento, mudança, liberdade · Energia de caos e autossabotagem · Necessidade de estrutura e direção na mudança
Transcrição70 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Olá, seres de luz! Oi, alma bonita! Vamos começar maio já dando um sorrisão pro universo e falando universo, ok, eu já sei. Esse vai ser o melhor mês da minha vida, eu tenho certeza disso. Vamos decretar isso? Ah, gente! Ó, vou falar uma coisa pra vocês.

Às vezes a gente acaba só... Eu sei porque eu me incluía nisso e às vezes eu me pego fazendo isso até hoje, tá? Mas às vezes a gente coloca lá a listinha de tarefas que a gente tem que fazer. Principalmente mulher, né? Até faz mais que homens. Tipo, ah, tem que passar no mercado depois do trabalho. Ou no meio... Aí marcar uma consulta. Ou fazer isso, ou fazer... Enfim, a gente vai colocando e a gente vai dando check nas coisas, né? Ai, nossa, fiz...

Cara, mas a gente esquece de uma coisa. A gente esquece que os dias estão passando. E a gente esquece de ser feliz. Que louco isso, né? Eu tava em Miami agora. Essa última semana. A semana que passou. Quem me acompanha no Instagram viu, né? E eu gosto muito de lá. Eu tenho alguns lugares no mundo que eu posso dizer que em vidas passadas eu vivi. Que é Paris. Que é minha paixão. Então, número um. Que com certeza eu tenho uma...

uma outra vida paralela que tá vivendo lá, uma outra realidade, não sei em que ano, em que... Bom, mas tem. A segunda, eu amo demais a Itália, aí eu não vou dizer só um lugar, porque eu amo vários lugares, e a terceira é Miami, eu gosto demais, então assim, é conexão, não tem jeito. E eu tava lá e eu encontrei uma pessoa que eu não vi há um tempo.

E aí, foi engraçado, porque essa pessoa tava sorrindo, assim, tanto, né? E eu falei assim, nossa, faz tempo que eu não vejo você assim. Como? Por isso tá sorrindo. Mas você tá sorrindo, tipo, assim, a gente tá aqui conversando sobre qualquer coisa e você tá sorrindo. E, tipo, você não...

Desde que eu te conheço, eu não vejo muito esse sorriso. Você era uma pessoa um pouco mais séria e tal. Eu falei assim, nossa, que você repara isso. Ninguém me falou isso. E ela falou, e realmente eu estou me sentindo muito bem. Ela falou, depois que eu comecei a fazer as ativações, mudou demais muita coisa na minha vida. E eu percebi que eu estava carregando uma dor da minha história, do meu passado, que aconteceu. E eu...

Sem querer, você sabe, até ela comentou comigo, vou dar liberdade de falar aqui do caso dela, porque eu não vou falar o nome dela.

E ela falou assim, eu, depois daquilo que aconteceu comigo, que aquela pessoa fez comigo, né? Que eu acreditava que aquela pessoa tinha feito comigo, mas depois das ativações eu entendi que eu atraí aquilo e eu tava vibrando naquilo. Então, consequentemente, aquilo ia acontecer com aquela pessoa ou outra pessoa. Então não era aquela pessoa em si. E aí eu percebi que eu não quero mais atrair isso. Eu não quero mais ser assim. Eu nunca fui assim.

E tá tudo bem, aconteceu, aconteceu o que tinha que acontecer, eu não tenho como voltar lá atrás e mudar a minha história, eu não tenho como fazer isso. E aí ela foi falando e foi sorrindo, eu achei tão bonito, porque tinha uma leveza na aura dela, na alma dela, e aí eu falei pra ela, nossa, eu tô tão feliz de te ver assim, sorrindo, me contagiou, sabe? Falei, nossa, que legal, tão bom isso.

E aí eu vim no voo pensando isso. Gente, a gente esquece de uma coisa que é ser feliz, que é dar valor. Eu cheguei ontem de viagem, aí eu agarrei minhas cachorras. E aí eu beijava elas, mas eu beijava tanto, tanto, tanto, tanto. Eu falei, nossa, como eu amo vocês, que saudade que eu tava de vocês. Eu sei que foi só uma semana, mas assim, é tão bom ter vocês na minha vida. E assim, cara...

minhas cachorras, tipo, eu vejo elas todos os dias, elas estão comigo aqui, mas a gente é bobeira pelo que a gente é feliz, mas a gente quer e busca sempre coisas grandiosas e motivos grandiosos para ser feliz, né? Então, olha só, começou o mês de maio, eu sei que eu estou um pouquinho atrasada, porque a última vez que a gente se falou foi em quinta da semana passada, que ainda era abril, mas comecinho de maio eu queria trazer isso para vocês ainda mais hoje, hoje é 5 dos 5, gente.

Hoje é 5 do 5, a energia de hoje é de mudança, então eu queria começar esse podcast dizendo para vocês que o 5, ele traz movimento, mudança, liberdade, expansão.

mas também ele traz uma energia de caos quando essa energia não é bem direcionada. O cinco representa a necessidade de mudança. Ele carrega uma energia de crescimento, de busca de liberdade e todo, todo arquétipo.

o número é um arquétipo, carrega um lado luz e um lado sombra. Só que essa transformação e essa liberdade sem estrutura vira autossabotagem. Então mudança sem direção vira ansiedade.

Então é importante que hoje, né? O 5, essa energia de hoje, tá afetando você. Quer você queira ou não. Thais, não quero mais mudar. Vai mudar sim. O 5, ele tá interagindo hoje, essa frequência com todo mundo. E tá associado muito a essa liberdade, essa mudança. Mas a gente tem que tomar um pouquinho de cuidado com o excesso, impulsividade. Porque acaba trazendo uma dispersão de uma energia que não tá sendo bem canalizada.

E o podcast de hoje tá muito legal. Inclusive, a gente vai ter ativação hoje em 5 do 5. Não tem como não ter. Eu não sei se a hora que você está ouvindo esse podcast ainda vai ter vaga, gente. Porque tava por um cabelinho já. Ontem já tava por um cabelinho. Tinha 10% de vagas. Então, eu não sei. Mas fala com o pessoal da equipe. Porque, ó, fazer...

Hoje a ativação é incrível, é magnífico, né? Porque traz essa consciência pra onde, onde que você teria que mudar a sua vida hoje. Se eu pegasse hoje e fosse deusão.

Tô, adeusão aqui, ó, sentei na tua frente e falei, tá bom. Me fala uma mudança, a maior mudança que você gostaria de ter na sua vida, que vai transformar tudo. Qual a grande mudança? Responde aí pra você mesmo, porque é essa energia que a gente vai canalizar hoje na ativação da Kundalini, essa grande mudança que vai mudar tudo na sua vida. Ó, então hoje, às 19 horas, esteja você de onde estiver, horário do Brasoca, às 19, ativação da Kundalini comigo em grupo maravilhoso, ativar o seu poder.

Daí, gente, tem aquele básico que ninguém faz, né? Que a gente fala tanto em ser feliz, em buscar ser feliz, e a gente se quer... É um básico isso, né? Básico. Em 1954, teve um psicólogo que se chama James Olds. Ele estava fazendo um estudo com ratinhos quando aconteceu um erro que mudou tudo. Tipo assim, sem querer, ele foi posicionar um eletrodo em uma área do cérebro que se chama...

Nucleus accumbens, que é conhecida como centro da recompensa. E o que aconteceu foi chocante, porque o rato começou a apertar uma alavanca sem parar para receber pequenos estímulos de prazer naquela região. Ele apertava centenas de vezes por horas, esqueceu a comida, esqueceu a água e ignorou tudo. Ele só queria mais dose, mais uma dose, mais uma dose, até entrar em exaustão. Agora vem uma pergunta que talvez incomode, mas nesse Portal 5 do 5 é essencial.

Em que momento você também virou esse ratinho? Porque essa descoberta nunca foi sobre rato, sempre foi sobre o nosso cérebro humano. Hoje, rolagem infinita, notificações, likes, vídeos, pornografia, drogas.

Tudo isso foi pensado por mentes brilhantes para ativar exatamente esse mesmo sistema de recompensa, jogos, né? A diferença é que não acontece de uma vez. Você não desaba no mesmo dia, você vai drenando aos poucos, principalmente quando a gente está falando de redes sociais. Porque você vai perdendo foco, perdendo energia, presença, clareza. E o mais perigoso, a gente vai fazendo tudo isso sorrindo, né? Ah, que engraçado! Pois é!

A gente tem que entender um pouquinho o que essa galerinha está fazendo com a nossa mente para a gente retomar o comando da nossa vida e da nossa energia. Eu percebi uma coisa também ontem no voo. Ontem não.

Sabe o que eu tô falando? Ontem? Domingo. Eu percebi o seguinte. A gente fica sem internet, né? E aí, eu senti zero falta. Eu vim assistindo uma seriezinha, depois eu dormi um pouquinho. Olha que eu nem gosto muito de assistir séries, gente. Sério, eu vejo um filme ou outro, mas... Mas ok, coloquei uma lá bem interessante. E aí, ok.

No final do dia, eu tava assim, super bem. Eu falei, gente, como as redes sociais sugam a nossa energia, é impressionante, né? Porque o tempo que eu não estava vendo a série ou que eu tava lá tentando dar uma cochiladinha, eu tava mentalizando várias coisas que eu queria que acontecesse na minha vida. Eu tava pensando sobre coisas que eu gostaria de criar. Sabe quando a sua mente foca em coisas que, tipo...

te dá prazer, te traz a felicidade. E a gente acaba desperdiçando esse tempo nas redes sociais porque a gente acha que aquilo... Ah, não, eu tô aqui pra passar o tempo. Mas não, gente. Rouba nosso tempo de verdade. Eu percebi isso ontem. Rouba o nosso tempo de estar criando alguma coisa, pensando em alguma coisa que seria muito bom pra você, pra sua vida. Que nem essas perguntas que eu fiz pra vocês agora, essas duas que eu já fiz.

Muita gente talvez nem vai saber responder, porque a pessoa está tão alienada, tão nas redes sociais, tão off dela mesma, que nem sabe.

mas tem uma mentira mais sofisticada em que você acredita todos os dias, mas eu vou te contar. Modernidade construiu uma armadilha muito elegante, deu conforto, velocidade, conveniência, e te convenceu que isso era liberdade, mas existe uma diferença entre conveniência e liberdade. A maioria das pessoas nunca para para pensar nisso.

Conveniência é o delivery chegando em 30 minutos na sua casa. Liberdade é você saber cozinhar e poder escolher não pedir. Conveniência é ter tudo disponível aí no streaming. Liberdade é conseguir ficar 20 minutos em silêncio sem entrar em colapso existencial.

Conveniência é responder mensagens em tempo real. Liberdade é conseguir desaparecer por algumas horas e não sentir ansiedade por isso. Olha que diferença. A nossa geração foi a primeira da história a ter acesso a estímulos infinitos. Estamos 24 horas por dia, 7 motherfuckers day por semana, sem pausa, sem descanso, sem filtro, sem nada.

E o resultado disso? Não foi uma geração mais feliz e realizada inteira. Muito pelo contrário, está sendo uma geração altamente estimulada e extremamente vazia. E aí vem uma curiosidade fascinante que eu preciso contar para vocês.

Em 2011, teve uma pesquisadora da Universidade de Colômbia que publicou um estudo que ficou conhecido como efeito Google. Ela estudou e demonstrou que quando pessoas sabem que podem acessar uma informação fácil, elas literalmente podem, elas param de armazenar isso no cérebro. Então, ou seja, quando você tem uma disponibilidade imediata, isso torna a gente menos inteligente.

Olha que interessante. Porque tornou a gente mentalmente preguiçoso de uma forma que a gente nem tá percebendo. Só que agora vem os chats da vida, né? Que tão fazendo tudo pra todo mundo aí. E o nosso cérebro, gente, é a máquina mais incrível que tem, né?

Só que a gente está terceirizando todo esse esforço cognitivo que a gente tem para os dispositivos. E quando você terceiriza o esforço, você terceiriza o crescimento também. Isso vai muito além dessas informações. Você está terceirizando suas emoções.

Olha que interessante. Existe um conceito na neurociência que chama neuroplasticidade, que eu já falei várias vezes pra vocês, e ele é, ao mesmo tempo, a melhor e a pior notícia que você vai receber hoje. Porque a boa notícia é que seu cérebro é maleável, ele muda, ele se reconstrói. Então você não tá preso a nenhum padrão, nenhuma crença pra sempre. Mas a má notícia é que ele muda o tempo inteiro. Então, independente de você querer ou não, ele tá mudando.

principalmente na direção daquilo que você está repetindo. Então, não preciso dizer mais nada, né? Primeira bolachada do podcast.

Tem um neurociotista também que chama Michael, e ele foi considerado o maior especialista em neuroplasticidade do mundo, passou décadas estudando o nosso cérebro, como que ele reorganiza a base, hábitos, enfim. E a conclusão dele é um pouco perturbadora e libertadora ao mesmo tempo, porque cada vez que você repete um comportamento, você está esculpindo circuitos neurais, mas você está construindo uma arquitetura do seu cérebro, tijolo por tijolo.

Escolha por escolha, dia após dia. Isso significa que cada vez que você escolhe rolar o feed, no lugar de cinco minutos de silêncio, você está reforçando um circuito de dispersão na sua mente. Cada vez que você pede um delivery...

No lugar de preparar algo simples ou mais saudável, você está enfraquecendo um circuito de autonomia. Cada vez que você quebra uma promessa que você fez para você mesmo, que amanhã você ia começar, amanhã você ia falar, amanhã você ia fazer, você está construindo uma identidade de alguém que não confia em si próprio. E o mais cruel, gente, a gente está fazendo isso com as nossas crianças, com os nossos filhos, sem perceber.

E o nosso cérebro não julga, tá? Ele simplesmente está aí, repetindo as coisas. Aristóteles, meu grande amigo, dizia isso. Há dois mil anos antes da neurociência existir, que você se torna aquilo que você repete. Só que agora a ciência tem exames para comprovar isso.

Então, eu tô sendo muito direto com você nesse podcast, porque é 5 do 5. É um portal de mudança. E não vem me falar que o problema é a motivação. Porque motivação é uma emoção e emoções oscilam. Ninguém consegue ficar motivado o tempo todo. E quem te vende isso tá vendendo uma ilusão.

Eu comecei esse podcast falando para vocês que a gente não está feliz, mas não significa que é para ser feliz todos os dias, porque nós somos seres humanos e somos emoção. Emoções oscilam. Não caiam nesse continho que todos os dias a gente tem que ser super feliz. A maior parte dos dias, sim, a gente tem que ser feliz.

Ó, também o problema não é força de vontade, porque força de vontade é um recurso finito, né? Tem vários estudos aí mostrando que a força de vontade funciona como um músculo.

Um músculo que cansa. Quantas mais decisões você toma ao longo do dia, quanto mais resistência você vai exercer, mais esse recurso vai se esgotando. É por isso que você consegue comer bem pela manhã e às 10 da noite tá aí comendo qualquer coisa. Porque é biologia. Zaroca deu o seu ar da graça, né, Zaroca? Então, o problema real que tá na raiz, gente, é a falta de hierarquia interior, vamos dizer assim, sabe? Que tipo assim... Uhhh...

que não se constrói com metas, não se constrói com quadros de visão, não se constrói em retiros de fim de semana. Por mais transformadores que sejam, ela se constrói no detalhe mais mundano e mais ignorado da vida cotidiana. Tipo, na consistência das pequenas escolhas que você faz, quando ninguém está olhando, quando não tem stories para postar.

Eu quero te contar sobre um conceito que eu li, gente, no livro Hábitos Atômicos, que eu já falei desse livro, que ele mudou bastante a forma de eu compreender um pouquinho emoções, que ele fala o seguinte, ele fala de transformação, e hoje no 5 de 5 eu acho que é legal isso, o platô da acepção latente, a ideia é simples, porque ele fala o seguinte, quando você começar a mudar alguma coisa na sua vida, os resultados não vão desaparecer imediatamente.

Você come bem por duas semanas, a balança talvez não vai se mover. Você dorme cedo por dez dias, você ainda vai se sentir cansado. Mas você lê por um mês, você não vai se sentir mais inteligente. Então você desiste, convencido de que não está funcionando. Mas o que você não vê é o que está acontecendo embaixo da superfície, as mudanças que estavam acontecendo de forma invisível.

Se os neurônios estavam criando novos circuitos, seu sistema hormonal estava se regulando, sua identidade estava lentamente começando a se reorganizar. E isso aqui vale para a lei da atração, porque muita gente fala, Thaís, eu estou fazendo as meditações, estou fazendo cocriação, estou fazendo roponopono, estou fazendo tudo aquilo que você fala. Só que, olha, as coisas não chegaram ainda para mim. Você passou a vida inteira vibrando numa frequência de escassez, de não merecimento, de falta... Você quer que mude assim, de um mês para o outro? É sério?

É sério isso? Gente, estamos impacientes.

Estamos impacientes. Lembra da plantinha toda vez que alguém tem pressa de alguma coisa, que fala assim pra mim, ah, eu fiz uma ativação, vai mudar minha vida completamente, né? Eu falo assim, nossa, a gente acabou de plantar aqui uma sementinha. Você já tá falando pra mim que amanhã você quer colher já esse morango. A gente acabou de plantar a sementinha. Olha só que coisa linda, você não tinha nenhuma sementinha nesse solo, seu solo tava infértil.

Ou seja, a gente cuidou do solo, colocamos uma semente agora, é regar pra essa sementinha nascer. Então assim...

A transformação foi enorme. Como que não aconteceu nada? É que você já quer comer o morango do dia seguinte. Porque você está vendo que a outra pessoa já está comendo morango. Mas ela plantou a semente dela lá atrás antes. Entende? E tem uma metáfora do gelo. Não sei se vocês já ouviram. Você fica num quarto a menos 5 graus. Então você começa a subir a temperatura. Menos 4, menos 3, menos 2, menos 1. E nada acontece. O gelo está sólido ali.

Você poderia concluir que o aquecimento não está funcionando. Pô, eu estava em menos 5, eu coloquei em menos 1 e não está. Então, chega em zero grau. E tudo derrete de uma vez. Então, a mudança não aconteceu do zero, estava acontecendo. Aqui só ficou visível quando chegou no zero. Então, é isso que acontece com quem decide voltar ao básico, sabe? Eu estou falando isso porque esse portal 5 do 5 vai mexer com todo mundo. E assim, eu queria te lembrar...

que às vezes você tá fazendo um esforço há um, dois, três meses e as coisas ainda não estão acontecendo. Calma, vai acontecer. Vai acontecer. Eu, quando eu tive pânico, gente, eu falei pra vocês, eu fiquei um ano fazendo tratamento com medicação e olha que eu tava meditando quase todos os dias. Eu fazia vários... Gente, eu fazia aula de yoga, eu fazia tudo que vocês imaginam. Demorou um ano.

E mesmo assim, a gata que tirou o remédio por conta própria, nunca façam isso. Deu efeito rebote, tive que tomar mais um tempo pra poder tirar depois devagarzinho. Nunca mais voltei, nunca mais precisei, nunca mais tive. Mas por quê? Porque eu tô regando o meu solo. Se eu parar de regar meu solo, a minha sementinha vai sumir, vai murchar, vai estragar. Sei lá o que vai acontecer, não vai nascer mais. Entende?

A psicologia contemporânea chama isso de evitação experiencial, que é a tendência humana de fugir de estados internos desconfortáveis ao invés de processá-los. E eu percebo isso nas ativações. As pessoas falam assim, eu vou fazer a ativação, eu vou ficar super bem, né? Aí eu falo, qual é o problema da evitação?

Qual o problema de olhar para coisas que não são tão confortáveis? Por que as pessoas querem tanto alívio imediato? E aí por isso que vem as telas, delivery, vem pornografia, vem jogos, drogas, enfim, tudo. Por quê? Comida. Tem que ter esse estímulo porque a pessoa quer fugir do estado interno, só que é exatamente aí que você cria essa lógica de dependência.

Não de qualquer coisa. Estou falando até de dependência de comportamentos. Tá bom, Thais, mas o que eu posso fazer quando a minha mente não para? Me ajuda. Calma, vamos lá. Os neurocientistas têm um nome que eles dão, que chama ativação da rede de modo padrão, que é uma rede de regiões do cérebro que fica ativo justamente quando você não está focada em nenhuma tarefa.

E que pra quem passa o dia inteiro pensando, tipo, ai, você vai de um estímulo pro outro. Gente, minha cabeça não para. Eu ouço muito as pessoas falando isso. Eu não consigo parar. E à noite, parece que eu tenho vários pensamentos. Eu acordo à noite, enfim. A solução não é um remédio.

Não é outro podcast para você dormir, se distrair. É exatamente o oposto. Você precisa treinar a sua capacidade de estar presente durante o dia para que à noite o cérebro não precise processar tudo aquilo que foi empurrado goela abaixo, sabe? Lembra quando a manha dá um remédio ruim para a gente? Enfiava goela abaixo? Lembro da minha mãe falando, toma senão eu vou te enfiar goela abaixo. Aí eu falava, não, mas eu não quero. Eu pensava, ela vai enfiar a colher lá.

na minha garganta quando ela falava isso, eu tomava mesmo ruim então eu vou te dar uma prática concreta pra você começar hoje tem ritual hoje lá no instagram 5 do 5, postei um ritual e quem quiser tem ativação ainda, vale muito a pena mas durante 7 dias, escolha um momentinho do seu dia, pode ser café da manhã no banho, intervalo do trabalho, antes de dormir eu queria que você ficasse 5 minutos sem fazer nada

Não pode ser no banho. Porque você vai estar tomando banho, você vai se distrair. Não. É sem nada mesmo. Sem celular, sem música, sem podcast, sem lista mental do que você tem que fazer. Apenas você sentada em pé existindo. Eu gosto muito de fazer isso quando eu vou passear com as cachorras. Vem algum pensamento, eu volto. Minha atenção para o que eu estava vendo ali.

Eu simplesmente existindo. Nos primeiros dias vai ser desconfortável. Você vai querer pegar o celular ou você vai querer pensar em alguma coisa. A partir do quarto, quinto dia as coisas começam a mudar. Depois você começa a perceber os pensamentos que estavam embaixo do barulho. E daqui a pouco você vai começar a se encontrar. É sério, vai por mim. Mas você tem que fazer todos os dias, se comprometer.

pode acordar mais cedo, ou Thaís eu quero comer melhor, então tá, então você vai focar nisso, eu quero ler mais, quero me exercitar mais, cada ação que você toma é um voto pro tipo de pessoa que você quer se tornar, então você não vai fazer isso com você mesmo, né? Se você tá se tornando uma pessoa diferente, é uma disciplina e um acordo que você tá fazendo com você mesmo, pô, você perde pra você mesmo.

Entende? Quando alguém faz um pacto com ele mesmo, tipo, não, no dia de agora eu vou, aproveita esse 5 do 5 pra pacto perfeito. E esse ritual que eu postei hoje, eu sempre posto ritual que às vezes a gente não tem que ter muito uma ação. Esse ritual de hoje tem uma ação pra vocês concretizarem que tá lá no Instagram, então tem que fazer alguma coisa em 24 horas de hoje, dia 5 do 5, ouve lá. Vai ser muito legal, vai ajudar vocês.

gente, isso é básico, isso que eu falei pra vocês é o básico, mas o básico feito com consciência é extremamente, absolutamente extraordinário. Por isso que às vezes as pessoas falam assim pra mim, nossa, sempre que eu vim aqui na clínica você tá aí descalça, com a sua calça de moletom, sua blusinha, sempre...

Sim, o básico funciona, eu gosto de trabalhar confortável, eu gosto de estar lá só para sentir energia, eu não estou lá para... Eu estou lá simplesmente para entregar aquilo que eu vim fazer nessa dimensão. E o básico funciona. Às vezes a gente quer falar de uma forma muito, né? Eu poderia querer falar tudo mais sério aqui e tal.

Tô aqui gravando um podcast da minha casa com a Zaroca aqui no meu pé. Já tomei várias mordidas enquanto eu tava falando com vocês. Zaroca, não desiste de morder os meus dedinhos. Deve ser bem gostosos. E olha que delícia. Descalça. O simples funciona. Isso. Às vezes a gente quer criar, quer inventar pra mostrar. Não quero mostrar nada pra vocês. Eu tô aqui, a Thais, real.

pra dar um conteúdo pra vocês que pra mim faz a diferença na minha vida e pra lembrar vocês de serem felizes hoje, 5 do 5, Portal de Transformação. Combinado? Meus amores, um beijo do fundo da alma, naquele lugar que só eu chego e no céu da boca.

Me dê, me dê sugestões de conteúdo que vocês estavam mandando bastante. Manda mais. Quero, quero carinho, quero amor. Manda um beijo, uma alma gostosa, um selvageria lá no Instagram pra mim, tá aí, Galácio Oficial. Combinado? Beijo, meus amores. Até a próxima. Ah, só pra falar pra vocês, dia 9 do 5, que é a ativação presencial. Tá esgotado, esgotado. Não tem uma vaga. Nem por um cabelinho cabe mais ninguém lá.

A próxima nossa que a gente vai ter em maio, que bom que eu não sei de cabeça, mas eu falo no próximo podcast para vocês, tá bom? Viu, gente? Isso é o básico. O básico funciona. Eu não sei, mas eu vou falar no próximo. Um beijo. Até a próxima.