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Mais de R$ 100 bilhões em dívidas rurais poderão ser renegociados

16 de julho de 20264min
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Cassiano Ribeiro destaca que a MP estabelece condições para que os produtores rurais prejudicados por quebras de safras possam renegociar dívidas. A medida deve alcançar mais de R$ 100 bilhões. Poderão acessar linhas especiais produtores que registraram perdas por problemas climáticos ou por oscilações de mercado entre 2019 e 2025, com prazo de até 10 anos para pagamento, carência de dois anos e juros reduzidos de acordo com o porte do produtor e a gravidade das perdas. Saiba mais.

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Participantes neste episódio1
C

Cassiano Ribeiro

ComentaristaJornalista
Assuntos4
  • Renegociação de dívidas ruraisMedida Provisória 1376 · Produtores rurais · Quebras de safra · Problemas climáticos · Oscilações de mercado
  • Renegociação de DívidasPrazo de até 10 anos · Carência de 2 anos · Juros reduzidos · Cédulas de produtor rural (CPRs)
  • Crédito RuralUnião · Produtores rurais · Instituições financeiras · Variedades climáticas
  • Inadimplencia AgronegocioÍndice Serasa Experian · Banco Central · Patamar histórico
Transcrição5 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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CRCassiano Ribeiro

CBN Agro com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. Cassiano Ribeiro vem conversar com a gente hoje. Mais de R$100 bilhões em dívidas rurais poderão ser renegociados.

?Voz A

Bom dia, Cassiano.

CRCassiano Ribeiro

Oi, Pedro, bom dia. Bom dia para você, ouvinte. Depois de muitas negociações, idas e vindas, estica e puxa, saiu ontem um acordo entre oposição e governo sobre a renegociação de dívidas dos produtores rurais. O Congresso passou meses tentando viabilizar a aprovação de um projeto de lei com muita pressão da bancada ruralista, mas no fim acabou que foi via medida provisória publicada ontem à noite no Diário Oficial da União. A MP 1376, que trata da renegociação de dívidas dos produtores rurais, estabelece as condições para que os produtores prejudicados por quebras de safras possam renegociar suas dívidas.

A medida deve alcançar mais de R$100 bilhões. Poderão acessar linhas especiais produtores que registraram perdas por problemas climáticos ou por oscilações de mercado entre 2019 e 2025, com prazo de até 10 anos para pagamento, carência de 2 anos e juros reduzidos de acordo com o porte do produtor e a gravidade das perdas. A medida também inclui a possibilidade de renegociação das dívidas de cédulas de produtor rural, as chamadas CPRs, um dos principais instrumentos de financiamento do agronegócio que ganhou escala nos últimos anos.

Além disso, o governo vai dar o comando às instituições financeiras para que elas não peçam novas garantias ao produtor para liberar acesso às linhas, aproveitando assim as garantias já apresentadas em operações anteriores. A medida também autoriza a União a criar um fundo garantidor para cobrir operações de crédito de produtores afetados por variedades climáticas. O fundo terá recursos da União, mas também de produtores, instituições financeiras e outros entes federativos.

Segundo o Ministério da Fazenda, o custo fiscal dessa iniciativa ficará abaixo de R$4 bilhões, enquanto o objetivo é reduzir a inadimplência no campo e melhorar o acesso dos produtores aos recursos do Plano Safra. Lembrando que a inadimplência no campo atingiu o patamar histórico no último ano e continua crescendo. O governo afirma que a medida não atenderá todos os agricultores, mas contemplará um grupo expressivo de produtores que enfrentaram dificuldades nos últimos anos.

Há também nessa medida a possibilidade de punição a quem fraudar laudos para tentar acessar as linhas de renegociação. Não só o produtor, mas também o técnico que assinar os documentos será punido. A publicação da MP ocorre no mesmo dia em que a Serasa Experian apresentou um aumento do indicador de inadimplência no campo. Segundo a empresa, 8,8% da população rural estava inadimplente no primeiro trimestre deste ano, 1,2 ponto acima do ano passado.

O Banco Central também vem acompanhando e divulgando esses índices com dados preocupantes sobre o setor. O repórter da Globo Rural em Brasília, Rafael Wallendorf, traz os detalhes desta medida provisória e a repercussão dela no setor em matérias publicadas no site globorural.com.br e também no jornal Valor Econômico desta quinta-feira.

?Voz A

Eu volto amanhã.

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