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Tarifa de Trump pressiona indústria e pode reduzir competitividade brasileira

16 de julho de 20263min
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Setores exportadores terão sobretaxa de 25%, enquanto produtos considerados estratégicos para os EUA foram preservados.

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Participantes neste episódio2
C

Cássia

HostJornalista
P

Pedro Fagundi

Reporter
Assuntos2
  • Política de Tarifas de TrumpEtanol · Máquinas agrícolas · Roupas · Calçados · Papel · Pix · Donald Trump
  • Domínio competitivo no BrasileirãoPerda de competitividade · Redução de margens de lucro · Renegociação de contratos · Confederação Nacional da Indústria
Transcrição3 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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PFPedro Fagundi

E depois da repercussão política, vamos saber da repercussão desse tarifaço nos setores afetados por ele. Quem traz essa informação para gente é o Pedro Fagundi. Diga, Pedro.

CCássia

Cássia, o etanol, máquinas agrícolas, roupas, calçados e papel vão pagar então a tarifa adicional de 25% para entrar nos Estados Unidos a partir do dia 22 de julho, como já adiantado por vocês. A sobretaxe, ela será somada às tarifas que já existem e atinge também máquinas elétricas, ferramentas, ferramentas de jardinagem, equipamentos de mineração e outros produtos industrializados. Ao mesmo tempo, o governo Donald Trump preservou mercadorias brasileiras importantes para o próprio mercado americano, como a carne bovina, o café, o petróleo, o suco de laranja, minério de ferro e também aeronaves civis.

O próprio governo americano reconheceu que taxar esses itens poderia provocar falta de oferta, elevar preços ou causar impactos mais amplos na economia dos Estados Unidos. Na prática, Washington concentrou a cobrança nos produtos em que avaliou haver menor risco de prejuízo interno, apesar de apresentar a medida como resposta a práticas brasileiras consideradas desleais. A investigação americana cita o Pix como um serviço que ataca os cartões de crédito americanos.

Também critica o acesso ao mercado de etanol, que foi taxado. Há também autoritária regulação de plataformas digitais e a falta do combate à corrupção e ao desmatamento legal. Empresas e entidades brasileiras pediram isenção, mas parte dos pedidos foi rejeitada. Bem, a indústria prevê ainda a perda de competitividade, a redução das margens de lucro e também renegociação de contratos. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, as exportações brasileiras aos Estados Unidos já caíram 13% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, 2025.

A perda chega a R$2 bilhões e 600 milhões de dólares. 20 dos 27 estados também venderam menos ao mercado americano neste ano. Mercadorias que já estiverem em trânsito antes do início da cobrança na próxima semana poderão escapar desta nova sobretaxa de 25%, desde que entrem nos Estados Unidos até o dia 29 de julho.

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