Após 5 meses de alta, endividamento das famílias fica estável
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O Assunto é Dinheiro com Luiz Gustavo Medina.
E aí, Teco?
Oi, Sardenberg, boa tarde! Boa tarde, Cássia! Boa tarde, meus ouvintes, tudo bem?
Tudo certo, Teco, boa tarde!
Nosso assunto, após, após 5 meses de alta, o endividamento das famílias ficou estável. Pois é, mas é melhor do que subir, né?
Exatamente isso, né, Saneber? Parou de piorar, mas parou de piorar no nível muito alto, né? 8 em 10 famílias continuam endividadas. O número é recorde, né? 81,6% das famílias alegam que têm dívidas. Mas de fato, todo mês estava piorando e no mês passado parou de piorar. Aliás, parou de piorar várias outras coisas dentro do mesmo assunto, né? Dívidas em atraso também ficou estável, em patamar alto também, 30%. Pessoas que declaram que não tem a menor condição de pagar as dívidas também estável, 12,2%.
Então parou de piorar. Acho que a coisa mais, mais lógica que nos leva a isso talvez seja a história do desenrola, né, que é um pouco, pega ali junho nesse período, e a dificuldade de quitar acho que segue sendo as mesmas, né, Sardenberg. Desorganização, muita dívida, juros muito altos, as pessoas meio que pedalando isso tudo. Quando mostra onde as pessoas estão devendo dinheiro, segue disparado o lugar ainda é o cartão de crédito, né?
Então é uma dívida ruim, cara, que joga muito contra você. Me surpreendeu que em segundo lugar já estão os carnês de lojas, né? Já apareceu em segundo lugar aqui. Enfim, é um assunto que tá longe de de se resolver, parece longe de ter uma melhora grande, né? Mas de fato, acho que parar de piorar também é importante para a gente imaginar que daqui não passa, que já estamos no pior momento, né? A ver o que vai vir, a ver se o Banco Central consegue cortar os juros também, e se enfim, se as pessoas vão aos poucos pondo a casa em ordem, porque também com esse juro e no cartão de crédito com dívida não tem como, né?
Me surpreendeu essa história dos carnês de lojas, porque eu imaginei que os financiamentos hoje em lojas, né, o crediário hoje fosse feito quase que integralmente através dos próprios cartões das lojas, né?
Pois é, também me surpreendeu ver o caso. Eu não me lembro de ter visto esse número aparecer, e apareceu com bastante força ali. Estamos falando de 16 a 17% que tá devendo para o carnê. Engraçado que isso normalmente é um problema para as lojas, né, porque ali tem uma inadimplência normalmente muito alta também. Mas pelo visto as lojas também estão tentando vender de alguma maneira e topando correr esse risco, né. De maneira geral, o que dá para dizer de bom dessa pesquisa é que as pessoas estão com uma percepção de que as coisas estão mais equilibradas e caiu também, por exemplo, o tempo médio de atraso.
As pessoas estão demorando menos para pagar aquela conta que tá atrasada, né. Então de algum momento ali, as pessoas estão conseguindo, enfim, diminuir o problema delas mais rapidamente, mesmo que não estejam diminuindo o problema ou resolvendo o problema, né? Mas parece ter algum respiro. Acho que nos números de julho, quando a gente vai pegar esse desenrola melhor ali, talvez a gente veja uma melhora aí nas contas em atraso e no número de pessoas que tá empipinada.
Tá certo. Teco Medina, obrigado, Teco. Até amanhã.
Até amanhã, tchau tchau.
Até.