Tensão no Oriente Médio e temor com juros nos EUA derrubam o Ibovespa
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Hoje com a Yasmin Tavares. Boa tarde, Débora e Carol. A calmaria trazida pela inflação mais fraca na última sexta-feira durou pouco, viu? A segunda-feira colocou o mercado diante de um descompasso de tempo. No momento em que o Ibovespa sinalizava uma retomada mais firme, o cenário internacional cobrou o seu pedágio. O anúncio hoje de um bloqueio naval dos Estados Unidos contra o Irã fez o barril de petróleo disparar mais de 9%.
E para piorar essa equação, diretores do Banco Central americano adotaram um tom duro em Nova York também hoje, indicando que os juros americanos podem subir ainda mais se a inflação persistir por lá. O resultado, é claro, foi um dia de forte aversão ao risco global. Nos Estados Unidos, as bolsas caíram em bloco, e por aqui o contágio empurrou o dólar para a faixa dos R$5,13 e fez as taxas de juros subirem. O Ibovespa fechou o dia em queda de mais de 1%, na casa dos 175 mil pontos.
E o tombo só não foi pior por causa de um verdadeiro cabo de guerra. Enquanto as ações ligadas ao consumo sofreram, a Petrobras foi o rally da Petróleo e funcionou como um colchão amortecedor para o índice. A reviravolta interrompe o momento em que a análise técnica do mercado já apontava espaço para o Ibovespa buscar novas máximas históricas. E o viés de alta, ele segue no radar, mas a combinação de tensões no Oriente Médio com ameaça de juros ainda maiores nos Estados Unidos trouxe o investidor de volta à cautela.
Agora a gente aguarda os próximos dias, né? Vou ficando por aqui. Carol, Débora, é com vocês.