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As perspectivas para a carne bovina com o fim da cota chinesa

13 de julho de 20263min
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Cassiano Ribeiro destaca que, com a cota de exportação para a China praticamente preenchida, a dúvida agora é sobre o impacto nos preços da carne bovina. Se vão cair, com um possível excedente para o mercado interno, e se outros países poderiam compensar essa provável redução de vendas para os chineses. Saiba mais.

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Participantes neste episódio2
C

Cassiano Ribeiro

HostJornalista
P

Pedro

HostJornalista
Assuntos2
  • Produção de CarnesFim da cota chinesa · Impacto nos preços · Mercado interno · China · Estados Unidos · Austrália
  • Exportação de carne para UERecorde de vendas no primeiro semestre · Aumento de 17% · Brasil
Transcrição4 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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CRCassiano Ribeiro

CBM Agro com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural.

?Voz C

Tem uma ouvinte nossa aqui pelo WhatsApp, a Brisa, que todos os dias ela manda mensagem: tô esperando o Galo Rouco para poder trabalhar, cadê o Galo Rouco, né? Que quando dá hora do Galo Rouco Quer dizer que a gente tá se encaminhando já no CBN Primeiras Notícias. E aí é hora do galo cantar, da Brisa ir trabalhar. Abraço para você, Brisa, obrigado pelo seu carinho. E hoje o Cassiano Ribeiro nos conta as perspectivas para carne bovina com o fim da cota chinesa. Bom dia, Cassiano!

CRCassiano Ribeiro

Bom dia, Pedro! Bom dia para você, ouvinte! Com a cota de exportação para China praticamente preenchida, a dúvida que fica agora é sobre o impacto disso nos preços da carne bovina. Se vão cair com o possível excedente maior para o mercado interno, e se outros países poderiam compensar essa provável redução de vendas para os chineses, já que depois do preenchimento da cota, a tarifa para vender à China vai subir substancialmente.

Segundo analistas ouvidos pela nossa reportagem, clientes tradicionais da carne de boi do Brasil estão ampliando suas compras. Estados Unidos, Chile, Rússia e países da União Europeia são exemplos disso. Todos eles compraram mais do Brasil no primeiro semestre, mas ainda assim nenhum deles, ou a soma desse aumento, não é suficiente para compensar o volume que a China vinha comprando. Sem contar que a China paga mais em média pela carne bovina brasileira do que outros clientes.

Mas é um outro fator aí que vem dando vantagem competitiva ao Brasil. Acontece que Estados Unidos e Austrália, que historicamente são dois grandes produtores e fornecedores mundiais de carne bovina, estão com problemas para recompor seus rebanhos, porque isso não se faz de uma hora para outra. O ciclo pecuário leva tempo, e sem esses dois grandes fornecedores no jogo, a coisa fica mais favorável ao Brasil, que tem escala e condições de atender a quem quiser.

Ou Ou seja, há fundamentos para o preço da carne bovina cair por causa do fim da cota chinesa, mas também há caminhos, alternativas aí para que isso não ocorra de forma tão acentuada, é o que dizem os analistas. Alguns cortes podem sim sofrer alguma desvalorização no mercado interno, isso já é perceptível, mas não todos os cortes. No primeiro semestre deste ano, o Brasil alcançou um recorde com as vendas de carne bovina para o exterior, foram mais de 2 milhões de toneladas, uma alta de 17%, não é pouca coisa, bastante, viu?

Outras informações sobre esse assunto estão no site globorural.com.br. Volto amanhã com outras informações. Bom início de semana e até lá.

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