Plano de reestruturação dos Correios é suspenso em julho após ameaça de greve dos funcionários
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Emerson Marinho
Marina Dantas
- Situação dos CorreiosPlano de reestruturação dos Correios · Ameaça de greve dos funcionários · Empréstimo de R$12 bilhões · Fentec
- Gestão e parceria com sindicatosMesa de negociação · Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares · Governo federal
- Situação financeira dos CorreiosPrejuízo de R$8,5 bilhões em 2025 · Déficit esperado para este ano
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A gente volta à Brasília com informação da nossa reportagem. Marina Dantas, boa tarde a todo mundo que nos acompanha. O plano de reestruturação dos Correios foi parcialmente suspenso neste mês. As medidas haviam sido anunciadas no ano passado como contrapartida ao aval do Tesouro Nacional para um empréstimo de R$12 bilhões destinado a enfrentar a crise financeira da estatal. A decisão foi tomada após a ameaça de greve dos funcionários e suspende até o dia 31 de julho o fechamento de agências, o fim da gratificação de R$1.500 paga a empregados que atuam no atendimento ao público e a implantação de um sistema para mapear os recursos necessários às operações de entrega.
Também será criada uma mesa de negociação com representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares, a Fentec, e do governo federal para discutir todos os pontos da reestruturação. A suspensão ocorre em meio a um esforço da empresa para reverter sucessivos resultados negativos. Os Correios encerraram 2025 com um prejuízo de R$8,5 bilhões de reais, e a expectativa é que o déficit ainda seja maior neste ano.
A proposta de interromper temporariamente as medidas foi apresentada aos sindicatos como resposta ao movimento grevista. Contrários ao plano de reestruturação, os trabalhadores haviam anunciado o início de uma paralisação nesta terça-feira. Segundo a Fentec, diante da possibilidade de greve, representantes do governo federal procuraram a entidade para uma mediação conduzida pela Secretaria-Geral da Presidência com a participação de outros ministérios.
De acordo com o secretário-geral da Fentec, Emerson Marinho, apesar do recuo da direção dos Correios e o avanço da negociação, o estado de greve permanece caso os termos do acordo não sejam cumpridos.
A federação atuou para garantia do serviço de Correios e a garantia da universalização, e garantir também o direito dos trabalhadores que estavam sendo afetados diretamente, sem diálogo por parte da direção da empresa a nós trabalhadores. E que a nossa federação continuará alerta, vigilante, e caso tenha qualquer medida empresa que ataque tanto o papel dos Correios junto à população quanto os direitos dos trabalhadores, nós estamos prontos a qualquer momento para reativar o calendário e fazer uma grande greve nacional em defesa do papel dos Correios.
Caso o impasse não seja resolvido até o dia 31 de julho, o processo de negociação poderá ser prorrogado, a depender aí do desenrolar das conversas entre a federação e a empresa. A direção dos Correios foi procurada pela reportagem aqui da CBN, mas ainda não se manifestou. Tatiana.