Episódios de Economia

Nova tensão no Oriente Médio preocupa o agro brasileiro

09 de julho de 20263min
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Cassiano Ribeiro destaca que os novos ataques dos EUA contra o Irã voltam a aumentar a tensão no Oriente Médio e preocupam o agronegócio. O Estreito de Ormuz é rota de boa parte dos insumos para a agricultura brasileira, especialmente, os fertilizantes nitrogenados. Caso Ormuz seja novamente bloqueado, o fluxo de navios com esses insumos será interrompido. Saiba mais.

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Participantes neste episódio1
C

Cassiano Ribeiro

ComentaristaJornalista
Assuntos2
  • Tensão no Oriente MédioAtaques dos EUA contra o Irã · Estreito de Ormuz · Insumos para agricultura brasileira · Fertilizantes nitrogenados · Matérias-primas para fertilizantes · Enxofre
  • Agricultura BrasilPreços de fertilizantes · Ureia · Redução de operações no Brasil · Falta de enxofre
Transcrição4 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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CRCassiano Ribeiro

CBN Agro com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural.

CRCassiano Ribeiro

O Cassiano Ribeiro vem conversar com a gente sobre uma nova tensão no Oriente Médio que já preocupa o agro brasileiro.

CRCassiano Ribeiro

Oi, Pedro, bom dia. Bom dia para você, ouvinte. Os novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã voltam a aumentar a tensão no Oriente Médio e isso preocupa e muito o agronegócio brasileiro. Como a gente já abordou aqui em outras ocasiões, especialmente no auge da guerra, o Estreito de Ormuz é rota de boa parte dos insumos para agricultura brasileira, especialmente os fertilizantes nitrogenados. Mas não só isso, nessa região e outra que que está em guerra, como é o caso de Rússia e Ucrânia, há muitas unidades produtoras de matérias-primas essenciais para produção de fertilizantes, como enxofre, por exemplo.

Portanto, caso o Estreito de Ormuz seja novamente bloqueado, automaticamente interrompe-se com isso o fluxo de navios carregados com esses insumos num período do ano que é extremamente importante para agricultura brasileira, que é quando os produtores estão se preparando para nova safra. Lá no fim de fevereiro, início de março, quando a guerra começou, os preços de fertilizantes dispararam no mundo todo. Chegaram a dobrar de preço, especialmente os nitrogenados como a ureia, que é muito usada nos campos brasileiros.

Agora, quando os preços estavam retornando ao patamar pré-guerra, mas ainda assim num patamar bastante elevado, ocorrem esses novos ataques. Ou seja, os preços podem voltar a subir dependendo do que acontecer lá no Oriente Médio e quanto tempo vai durar essa nova tensão entre os países. Ontem, inclusive, a nossa reportagem teve acesso a um comunicado de uma das maiores indústrias de fertilizantes do mundo e que atua no Brasil, em que informa a seus clientes de que vai reduzir suas operações no Brasil por falta de enxofre.

E essa não é a única empresa a fazer esse ajuste, que é considerado temporário, mas ao mesmo tempo também sem precedentes devido ao cenário desafiador a que essas empresas estão atravessando, na verdade estão tentando atravessar, em meio a fatores externos totalmente fora de controle das indústrias. A gente continua acompanhando e outras informações estão em globorural.com.br. Eu volto amanhã, até lá.