Episódios de Economia

Com El Niño forte no radar, café tem alta histórica

07 de julho de 20263min
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Cassiano Ribeiro destaca que o café começou a semana fazendo história na Bolsa de Nova York. A valorização foi puxada pela preocupação dos investidores com a chegada de um El Niño forte, que pode afetar a próxima safra brasileira, que é a maior do mundo e responsável por abastecer diversos mercados. Saiba mais.

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Participantes neste episódio1
C

Cassiano Ribeiro

ComentaristaJornalista
Assuntos3
  • História e cultura do caféEl Niño forte · Bolsa de Nova York · Café arábica
  • Chegada do café no Brasil· EconomiaEl Niño · CONAB · Cerrado mineiro
  • Preocupações com geadas e doençasGeadas · Ferrugem · Café de chão
Transcrição4 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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CRCassiano Ribeiro

CBM Agro com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural.

CRCassiano Ribeiro

Cassiano Ribeiro vem conversar com a gente mais um dia e ele fala do El Niño, né, com forte calor O café tem alta histórica agora no mercado. Fala, Cassiano, bom dia.

CRCassiano Ribeiro

Bom dia, Pedro. Bom dia, ouvinte. O café começou a semana fazendo história na Bolsa de Nova York. Ontem, os contratos do tipo arábica com entrega em setembro dispararam mais de 15%, mais de 16%, na verdade, fechando o dia a $3,49 por libra peso. Em centavos de dólar, foi a maior alta da história. E percentualmente falando, foi a maior variação diária em 26 anos, segundo levantamento do Valor Data. A valorização foi puxada pela preocupação dos investidores com a chegada de um El Niño forte, que pode afetar a próxima safra brasileira, que é a maior do mundo e responsável por abastecer diversos mercados.

Além disso, a oferta global continua apertada enquanto a demanda por café segue bastante firme. Isso dá sustentação aos preços. Mas apesar desse cenário, especialistas afirmam que, por enquanto, não há risco imediato para os cafezais brasileiros, porque nesta época do ano a principal preocupação mesmo costuma ser com a possibilidade de geadas. Mas as previsões indicam tempo firme e sem frio intenso nos próximos dias. O foco dos produtores brasileiros continua sendo o avanço da colheita e da secagem dos grãos.

A CONAB, Companhia Nacional de Abastecimento, projeta ainda uma produção recorde para este ano, uma alta de 18% em relação ao ano passado. Se for confirmada, a colheita brasileira vai somar 66,7 milhões de sacas de café em 2026. No Cerrado mineiro, uma das principais regiões produtoras do país, a colheita do café tipo arábica já alcançou 32% da safra, segundo a Expocácer. O ritmo avançou na última semana graças ao tempo seco, mas ainda está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

A cooperativa mineira também relata perdas provocadas pelas chuvas das últimas semanas. Isso aumentou a incidência de doenças como a ferrugem, por exemplo, em algumas lavouras. E a cooperativa estima que o chamado café de chão possa representar cerca de 30% da produção até o fim da colheita. Ainda assim, os primeiros lotes apresentam uma boa qualidade e a previsão de tempo seco nos próximos dias deve favorecer a conclusão dos trabalhos de colheita e também a secagem de café.

Por causa da transmissão dos jogos da Copa do Mundo, hoje não tem CBN Agro na hora do almoço, mas tem no fim do dia. Então eu volto no Ponto Final com outras informações. Fenzo Campo. Até lá!