Episódios de Economia

El Niño mais intenso exige prevenção para reduzir impactos econômicos e climáticos

29 de junho de 20265min
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Míriam Leitão alerta para a necessidade de ampliar medidas de adaptação e mitigação e critica a redução dos recursos destinados ao seguro rural.

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Participantes neste episódio3
C

Cássia

HostJornalista
M

Milton

HostJornalista
M

Míriam Leitão

HostJornalista
Assuntos4
  • Impacto EconômicoSeguro rural reduzido · Custos e escassez de fertilizantes · Guerra Irã contra Irã · Política de subsídio e perdão de dívidas
  • Previsão climática El NiñoChuva intensa e temporal · Seca no Norte e Nordeste · São Paulo em área de transição
  • Aumento de eventos meteorológicos extremosFrequência de eventos extremos · Aumento de 223% no Brasil
  • Adaptação e Prevenção de Desastres ClimáticosPreparação para eventos · Redução de gases de efeito estufa · Uso de combustível fóssil
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MLMíriam Leitão

Dia a Dia da Economia com Miriam Leitão. Bom dia para você, Miriam.

MLMíriam Leitão

Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvinte da Rádio CBN.

?Voz D

Bom dia, Miriam.

MLMíriam Leitão

Miriam, você já vem alertando para necessidade de estarmos preparados para os impactos dos euninhos. Quem não se preparar, quem não atuar de maneira preventiva, vai pagar muito mais caro, Miriam.

MLMíriam Leitão

Exatamente, Milton. E hoje os jornais estão alertando sobre isso. Eu queria chamar atenção para uma matéria do Globo e uma matéria da Folha de São Paulo, e um artigo também na Folha de São Paulo. Que, bom, que o euninho vai ser forte já se sabe, porque o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial já aconteceu, já foi detectado. Já é 100% certo que virá um El Niño e que ele vai ser mais forte que o usual. O que ele vai produzir a gente ainda não sabe de eventos climáticos, mas é preciso estar preparado.

Ou a matéria do Globo fala sobre o problema do seguro rural, que além de ser pequeno, é R$1 bilhão para o seguro rural, foi reduzido para 474%. E isso dá, isso é muito pouco, protege uma parte muito pequena, ínfima mesmo, do nosso total plantado. Pra você ter uma ideia, é um dos menores números desde 2006, quando começou esse seguro rural dessa forma. E quando você reduz o seguro quando você está aumentando o risco, é o oposto do que tem que ser feito, né?

E vai chegar esse ano para uma para o agronegócio numa situação difícil, porque a alta dos custos e escassez de fertilizantes por causa da guerra do Irã contra o Irã. E o que a matéria alerta dos especialistas falando é que a política tem sido contrária, né? A política privilegia o subsídio, o perdão de dívidas, que é uma, é para remediar em vez de ser para prevenir, que é o seguro, né? Tem uma entrevista, tem um artigo na Folha também escrito por Paulo Artacho, Virgílio Viana e Henrique Cristo, que são especialistas nesse assunto em áreas diferentes desse tema.

Eles alertam para isso que a gente sempre fala: vai aumentar a frequência de eventos extremos. Pois é, já aconteceu de 70 a 80 tinha 100 eventos extremos anuais no mundo. De 2020 a 2025 passou para 400. E no Brasil, entre 2000 e 2023, aumentou 223%. Ou seja, eles estão acontecendo com mais frequência. Esse ano já tem um alerta dos cientistas e, portanto, a gente precisa preparar. O Estado de São Paulo, a Folha de São Paulo, fez uma matéria bem interessante para ser lida principalmente pelos paulistas e paulistanos, mostrando que São Paulo ficará— eles usaram um título assim: ao unir fogo, temporal e seca, El Niño ameaça São Paulo com caos climático.

E eles até contam que a semana passada, entre terça e quarta-feira, eu cheguei em São Paulo na terça-feira e realmente vi quanto que choveu de terça para quarta-feira, 100 milímetros em menos de 24 horas. Então, o El Niño vai provocar chuvas demais no sul, seca no Norte e no Nordeste, e São Paulo fica numa área de transição, pode ter os dois cenários, pode ter dias de muito calor com temporal. Eles estão dizendo que não vai chover assim chuva fina por muitos dias como sempre foi São Paulo, vai ter pancadas.

Então é para estar preparado para todos os lados dessa questão. Eu falei da agricultura porque foi o foco do Globo, Mas é para preparar principalmente a proteção da vida humana, Kátia.

?Voz D

É isso, né, Miriam, se preocupar já com a mitigação, porque não nos prevenimos, também parece que a adaptação não ocorreu como deveria e agora a gente vai tentar mitigar os prejuízos, né?

MLMíriam Leitão

Exatamente, você usou as duas palavras-chave que os especialistas sempre usam: mitigação e adaptação. Adaptação é exatamente preparar-se para os eventos e mitigar é reduzir os efeitos, os gases de efeito estufa, reduzir, portanto, o uso do combustível fóssil e preparar-se para esses eventos. Então é isso, a gente não tá fazendo nosso dever de casa esse ano, os cientistas estão dizendo que pode ser mais pesado, a gente tem que correr atrás do prejuízo. Milton e Kácia.

MLMíriam Leitão

Muito obrigado, Miriam, um bom dia para você.

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