Desaba a importação de ureia pelo Brasil
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Cassiano Ribeiro
- Importação de ureia pelo BrasilConflito no Oriente Médio · Fertilizantes nitrogenados · Soja · Rabobank · Menor volume em dez anos · Escalada de preços internacionais · Guerra da Ucrânia · Fertilizantes fosfatados
- Mercado de FertilizantesRabobank · Retração na demanda · Estimativa de entregas
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Return to Pandora on Disney+. It will be an adventure for the whole family. And watch the Oscar-winning phenomenon at home. This is sick! Avatar: Fire and Ash, now streaming on Disney+. Rated PG-13. CBN Agro com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. Agora é hora do Cassiano Ribeiro destacar um assunto do dia para você, ouvinte que tá no campo. É hora do CBN Agro. Bom dia, Cassiano.
Oi, Fred, bom dia, bom dia para você, ouvinte. O conflito no Oriente Médio afetou e muito as importações brasileiras de ureia, que é a principal matéria-prima para produção de fertilizantes nitrogenados, que são muito usados aí em larga escala no país, como na soja, por exemplo. Segundo o relatório do Rabobank, as compras de ureia por parte do Brasil somaram cerca de 1,5 milhão de toneladas nos primeiros 5 meses deste ano, entre janeiro e maio.
Esse foi o menor volume nos últimos 10 anos. Só em maio, o Brasil importou 116 mil toneladas do produto, uma queda de 64% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os Analistas do banco afirmam que ainda é possível que o volume importado se recupere ao longo dos próximos meses, ainda neste ano, e fique próximo ao de 2025. Mas diante do grande atraso de compras, a cada dia fica mais difícil alcançar esse número do ano passado. A importação menor de ureia reflete a escalada dos preços internacionais.
O conflito no Oriente Médio fez o produto ter uma supervalorização, movimento semelhante inclusive ao observado no início da guerra da Ucrânia em 2022, e isso fez obviamente os produtores reverem na aplicação de fertilizantes. No caso dos fosfatados, que também são muito usados nos campos brasileiros, as importações totais estão 3% acima do ano passado. Mas ainda assim, o Rabo Research projeta uma retração na demanda por fertilizantes neste ano de 2026.
A estimativa é de entregas de 45 milhões de toneladas no país, uma queda de pouco mais de 8% em relação ao ano anterior. Eu volto amanhã. Boa quinta-feira para você.
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