Episódios de Economia

EUA voltam ao jogo da soja e alertam o Brasil

24 de junho de 20263min
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Cassiano Ribeiro destaca que, pouco mais de um mês depois do encontro entre os presidentes da China e dos EUA, um fato voltou a despertar atenção no comércio internacional, especialmente, o do Brasil. Os chineses fizeram as primeiras compras da nova safra americana, movimento que recoloca os EUA na disputa pelo principal cliente mundial da soja. Na visão do mercado, a estratégia de Pequim é pressionar os preços da soja brasileira. Ouça.

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Participantes neste episódio1
C

Cassiano Ribeiro

HostJornalista
Assuntos2
  • Safra de soja nos EUAChina compra nova safra americana · EUA · Brasil · China · Soja · Pressão nos preços da soja brasileira · Bolsa de Chicago · Royal Rural
  • Comercio de soja Brasil-ChinaExportação de soja em junho · Embarques em julho · China · Brasil
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CRCassiano Ribeiro

CBN Agro com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. Agora é hora de saber qual o destaque do dia para o ouvinte que tá no campo, acorda cedinho ouvindo aqui o Primeiras Notícias. É hora do CBN Agro com Cassiano Ribeiro. Bom dia, Cassiano! Bom dia, Fred. Bom dia para você, ouvinte. Pouco mais de um mês depois do encontro entre os presidentes da China e dos Estados Unidos, um fato voltou a despertar atenção no comércio internacional, especialmente o do Brasil.

Os chineses fizeram as primeiras compras da nova safra americana, movimento que recoloca os Estados Unidos na disputa pelo principal cliente mundial da soja. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos confirmou a venda de 132 mil toneladas de soja à China para entrega na safra 2026/2027. Além disso, outras 384 mil toneladas foram negociadas para destinos não revelados, o que analistas acreditam se tratar de mais compras chinesas.

Na visão do mercado, a estratégia de Pequim é pressionar os preços da soja brasileira. Segundo a consultoria Royal Rural, a soja do Brasil continua mais barata que a americana, Mas a China estaria usando as negociações com os Estados Unidos para tentar reduzir os valores pagos no mercado brasileiro. Se a demanda pela soja americana aumentar, os preços na Bolsa de Chicago tendem a subir, enquanto os prêmios de exportação nos portos brasileiros tendem a cair.

Isso acaba reduzindo as cotações internas no Brasil, que ainda é o principal fornecedor de soja para o mercado chinês. Mesmo assim, a demanda chinesa segue forte. A expectativa é que o Brasil exporte 15 milhões de toneladas de soja em junho, sendo mais de 10 milhões de toneladas somente para China. E em julho já há uma programação de embarques de cerca de 4 milhões de toneladas, sendo metade delas para o mercado chinês. Avaliação dos analistas é de que a China ainda deve continuar comprando grandes volumes do Brasil, mas poderá ampliar as aquisições dos Estados Unidos também, se houver aumento da produção americana nos próximos meses.

A disputa entre os dois maiores exportadores do mundo, portanto, volta ao centro do mercado e pode influenciar os preços recebidos pelos produtores brasileiros ao longo da próxima safra, nos próximos meses. Um ponto de atenção bastante importante. Eu volto amanhã. Boa quarta-feira e até lá.

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