Classes D e E encolhem e já são menos de 20% da população do Brasil
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- Classes D e E no BrasilParticipação das classes D e E caiu para 19,4% · Pesquisa Valor Econômico · Consultoria For Intelligence · Renda per capita até R$760 · Ascensão social
- População beneficiada e impacto socialProgramas sociais · Mercado de trabalho · Crescimento econômico desde 2021 · Diminuição do desemprego · Aumento da renda
- Política do EndividamentoEconomia brasileira em crise com períodos de melhora · 5º ano de economia crescendo · Número de inadimplentes alto · Número de pessoas endividadas alto · Renda baixa mesmo com trabalho formal/informal
- Interior do Brasil e desenvolvimentoClasse C engordou · 56% da população na classe C · Renda da classe B até R$760 · Renda do topo da classe C até R$2.800 · Renda baixa em qualquer lugar
- Próximas partidas da seleçãoBrasil 2x0 Escócia · Neymar jogou pouco
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O Assunto é Dinheiro com Luiz Gustavo Medina.
Boa tarde, Teco Medina.
Oi, Cássia, boa tarde, boa tarde, Marcela, boa tarde aos ouvintes, tudo bem?
Tudo bem, Teco, boa tarde. É que a gente tem aqui uma pesquisa que tá numa reportagem de hoje do jornal Valor Econômico mostrando o seguinte: que a participação dos brasileiros nas classes D e E, que são as mais baixas, caiu para o menor nível em 2025. Foi um levantamento realizado pela consultoria For Intelligence. Atualmente, 19,4% da população vive nesses domicílios com renda de até R$760 por pessoa. Então a gente teve uma melhora, as pessoas ascenderam um pouco socialmente. Conta pra gente, Teco, quais são os fatores envolvidos nessa ascensão.
É, só para fazer um registro, melhorou bastante, viu, Cássia? Porque começou essa pesquisa, começou em 2012, e lá você tinha um percentual de 31,6%, agora 19,4%. Então assim, reduziu bastante ali em uma década. O número de pessoas que pertence a essa classe, né, a D e E. Basicamente, programa social, que tem um peso enorme, e mercado de trabalho, né. A gente tem em muitos lugares o menor desemprego da história, em outros lugares um desemprego abaixo da média daquele estado.
Então a gente tem uma economia que, de um jeito ou de outro, reclame-se ou não, ela tem crescido ali desde 2021. A gente cresceu todo ano e o desemprego vai, vai caindo e a renda, de certa maneira, vai aumentando, né. Então isso que foi responsável prioritariamente para essa diminuição. Engordou bastante a classe C, né? A classe C já era a maior, mas hoje 56% dela, 56% dos brasileiros estão na classe C. E o que me chama atenção, né, Cássia, que também não chega a ser uma surpresa, mas sempre que eu vejo os números me bate ali um sinal, é que a renda de fato é muito baixa, né?
Assim, a classe B, que a gente tá falando, é uma renda per capita de até familiar, já tá R$760. A classe C, né, o topo da classe C, R$2.800. É claro que tem diferença, né, de capital para cidade pequena, tem diferença, sei lá, de São Paulo, por exemplo, que é o estado mais rico, para um estado mais pobre ali da região Norte, Nordeste. Mas de qualquer maneira, R$760, ou mesmo R$1.800 ali da classe C, me parece pouco em qualquer lugar, né?
Então melhorou, melhorou, melhorou, economia cresceu, programa social para lá e para cá, mas quando você vê ali no final do dia, me parece a renda ainda muito, muito baixa, né?
É, no fim das contas, né, acho que é uma ascensão importante, mas que a gente precisa considerar também a situação dessas pessoas que continuam nesses estratos sociais, né, Teco?
É, o curioso, Marcela, que assim, acho que os programas sociais eles são muito importantes para muita gente e acho difícil que alguém seja contra quando vê algumas realidades, né? Mas quando a gente vê economia do Brasil crescendo 5, 6 anos, né, e como economista eu afirmo que isso é muito raro de acontecer, né, o Brasil, economia do Brasil é basicamente uma economia em crise com períodos de melhora, né? Tem, foi assim a vida inteira.
Então agora que a gente tem ali, bem ou mal, crescendo 5, 6 anos seguidos, você fala, cara, isso deve ter dado uma arrumada em algumas coisas, né? Isso sempre me chama atenção quando a gente vira e mexe fala aqui com a Cássia sobre o número de inadimplente, que muito alto, o número de pessoas endividadas é muito alto. Tem algumas coisas que a gente sempre imaginou que uma sequência de anos onde a economia funcionasse bem, essas coisas dariam um salto ou se equilibrariam.
Mas você vê que tem um problema que é maior, né, é mais estrutural do que isso, né? Porque a gente tá falando aí do 5º ano de economia crescendo e a classe C, que representa, sei lá, 50, 56% da população, é mais de 100 milhões de pessoas, A gente tá falando de uma renda que gira ali entre R$1.800 e R$2.800, né? Então essas pessoas estão trabalhando formalmente ou informalmente, a renda melhorou, mas mesmo depois de tudo isso a renda é baixa, né?
Sem dúvida nenhuma. Agora, Teco, falando em baixo, em alto, quero ouvir do Teco do futuro, se ele foi dar uma volta, foi até Miami e tem um palpite para a gente, para o placar do jogo da seleção discussão na noite de hoje.
Aqui no Futuro, Cássia, todo mundo comemorou pouco 2 a 0 do Brasil na Escócia porque só ficou se reclamando que o Neymar jogou pouco.
Ah, tá bom, entendeu?
É, o placar ficou em segundo plano, a discussão foi por que não deram mais minutos para o menino.
Ele entrou, mas jogou pouco.
Jogou pouco, exatamente.
Tá certo. Amanhã a gente conversa, Teco. Obrigada, viu?
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Valor Econômico