Episódios de Economia

Soja em ano de El Niño

19 de junho de 20263min
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Cassiano Ribeiro destaca que, ao contrário do que muitos imaginam, os efeitos do fenômeno El Niño podem ser diferentes de alguns produtos. No caso da soja, por exemplo, a perspectiva é de que a oferta mundial aumente, puxada justamente por Brasil, Estados Unidos e Argentina. Saiba mais.

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Participantes neste episódio1
C

Cassiano Ribeiro

HostJornalista
Assuntos2
  • Soja e El NiñoEfeitos do El Niño na oferta mundial de soja · Brasil · Estados Unidos · Argentina · Itaú BBA · USDA
  • Milho segunda safra e El NiñoIrregularidade das chuvas no Centro-Oeste · Atraso no plantio e colheita de soja · Risco de perdas por falta de chuva e calor excessivo
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CRCassiano Ribeiro

CBM Agro com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. Vamos acordar o ouvinte do campo, aquele que não está acordado ainda, né? Olha a nossa Transmissão aqui do CBN Primeiras Notícias com imagens. Você tá vendo todo mundo no verde e amarelo. E o Cassiano Ribeiro vai chegar hoje com o destaque do dia no CBN Agro, falando da soja. Como é que tá o cenário da produção da soja aqui no Brasil, especialmente a expectativa para os próximos meses em ano de El Niño, que tem preocupado muito as autoridades?

É o que o Cassiano vai explicar para a gente. Bom dia, Cassiano. Bom dia, Fred. Bom dia para você, ouvinte. Ao contrário do que muitos imaginam, os efeitos do fenômeno El Niño podem ser positivos para safra de alguns produtos. No caso da soja, por exemplo, a perspectiva é de que a oferta mundial aumente, puxada justamente por Brasil, Estados Unidos e Argentina. A análise é da consultoria Agro do Itaú BBA, que resgatou o resultado de produção nesses países em anos com clima sob efeito do El Niño.

Em relatório divulgado ontem, a consultoria afirmou que o clima mais favorável para as lavouras brasileiras, norte-americanas e argentinas tende a compensar perdas em outras regiões do mundo. De acordo com o relatório, em anos de El Niño, a produtividade média global da soja costuma crescer entre 2% e 5%. Com isso, a expectativa é de manutenção de uma oferta robusta e até de novos recordes de produção. Inclusive, essa safra mundial gigantesca tende a pressionar para baixo os preços.

Talvez esse seja o efeito negativo que os produtores tanto temem. Para a safra 2026/2027, o USDA, Departamento de Agricultura norte-americano, projeta uma colheita mundial de mais de 441 milhões de toneladas de soja, enquanto o Brasil pode atingir um recorde de 182 milhões de toneladas. Já para o milho segunda safra, o cenário inspira mais cautela em anos de El Niño. O Itaú BBA alerta que o fenômeno costuma provocar irregularidade das chuvas no Centro-Oeste brasileiro, atrasando então o plantio da soja e reduzindo a janela ideal para semeadura da segunda safra.

Esse efeito aumenta o risco de perdas por falta de chuva e calor excessivo durante o desenvolvimento das lavouras, exatamente como a gente tá vendo este ano em algumas regiões brasileiras que plantaram muito milho fora da janela ideal na segunda safra, depois de um atraso no plantio e na colheita de soja. Históricos de eventos anteriores mostram que o milho é mais sensível, então El Niño do que a soja. Fica aí o ponto de atenção. Eu volto na segunda-feira. Bom fim de semana e até segunda.

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