Preços derrubam renda do agro e VBP cai 4,6%
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Cassiano Ribeiro
- Agroconsult· NegociosValor Bruto da Produção Agropecuária · Queda de 4,6% em maio · Preços de cacau, laranja e arroz · Lavoura vs. Pecuária · Bovinocultura em alta · Soja como carro-chefe · Desafios do setor em 2026
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CBN Agro com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. Oferecimento: FAESP, SENARE, sindicatos rurais, a força que vem do campo. E o nosso Giro pelo Brasil termina com os destaques do Campo, você que acorda cedinho ouvindo a CBN vai saber agora do Cassiano Ribeiro qual o destaque dessa quinta-feira. Bom dia, Fred. Bom dia, ouvinte. O VBP, Valor Bruto da Produção Agropecuária, indicador que mede o faturamento de tudo que é gerado dentro das fazendas brasileiras, somou R$1,4 trilhão em maio, segundo o Ministério da Agricultura.
O valor representa uma queda de 4,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. E o principal motivo para esse recuo— bem de uma pressão sobre os preços de produtos como o cacau, que teve desvalorização de quase 57%, da laranja, com redução de 38% nos preços, e o arroz, que perdeu 30% do valor em comparação com 2025. Trigo, amendoim, uva e algodão também estão nesta lista de produtos que tiveram queda nos preços. Nas lavouras, que respondem por quase dois terços do faturamento agropecuário nacional, a redução foi de 5,9%.
Já na pecuária, o recuo foi mais moderado, de 2,2%, com destaque aí para o segmento de suíno, frango, ovos e leite, que também enfrentaram queda no valor da produção. A exceção foi a bovinocultura, que avançou quase 9% e evitou então um tombo maior do ramo pecuário como um todo. Mesmo com a desvalorização de vários produtos, a soja, que é a principal commodity agrícola produzida no país, segue como carro-chefe do agro-brasileiro, claro, com faturamento estimado em R$338 bilhões.
Depois vem o milho, a cana-de-açúcar, o café e o algodão. Esses números todos mostram que, apesar de uma produção robusta em diversas cadeias, a queda nos preços recebidos pelos produtores continua reduzindo aí a renda gerada dentro do campo e pressionando os resultados do agro brasileiro neste ano de 2026, que sem dúvida é um dos mais desafiadores dos últimos tempos, difíceis para o setor no Brasil. Eu volto amanhã. Uma boa quinta-feira para você e até Huh.
FAESP
SENARE