Episódios de Economia

Alta de juros nos EUA pode dificultar novos cortes da Selic

17 de junho de 20263min
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Gustavo Ferreira destaca que, mesmo após o corte da Selic para 14,25% ao ano, o futuro dos juros no Brasil dependerá, em grande parte, dos próximos passos dos Estados Unidos. Se as taxas americanas subirem, novos cortes por aqui ficam mais difíceis.

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Participantes neste episódio1
G

Gustavo Ferreira

HostEditor-assistente
Assuntos2
  • Juros nos EUAAlta de juros nos EUA · Cortes da Selic · Banco Central · Kevin Walsh · Donald Trump · Jerome Powell · Inflação americana · Tarifas contra produtos importados
  • Reação dos Mercados GlobaisBolsa de valores · Dólar · Brasil
Transcrição7 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

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Gustavo Ferreira:Valor Investe ponto com.

Gustavo Ferreira:Agora sim, com a vinheta devidamente colocada, conta aí pra gente, Gustavo. O que que essa nota do Banco Central significa na prática?

Gustavo Ferreira:Pois é, né, acho que a grande dúvida agora é sobre os próximos passos, né. De novo, o Banco Central deixou em aberto quais serão esses novos passos a serem dados com a Selic. Agora eu acho que a atenção precisa ser redobrada aos passos dados lá nos Estados Unidos, super quarta. Hoje a gente teve a primeira super quarta com Kevin Walsh. Donald Trump não deve estar lá muito feliz um escolhido para substituir Jerome Powell. Os juros americanos mais cedo foram mantidos nos 3,75% ao ano, já era esperado, mas pelo andar da carruagem esses juros sobem logo ali. A maioria dos dirigentes americanos apontaram, apontou para juros subindo até o fim do ano. E dentro dessa maioria existe uma maioria também que vê mais de uma alta de juros, e Kevin Walsh usou tom duro. Em entrevista coletiva, ele destacou que já faz 5 anos que a inflação americana opera acima da meta de 2% ao ano. Segundo ele, sob sua direção, essa meta vai ser alcançada. Para meio entendedor, um risco é Francisco. E sob efeito das políticas de Trump, os juros americanos devem mesmo subir. A saber, sob efeito das tarifas contra produtos importados, sob efeito das barreiras contra imigração, e sob efeito mais recentemente da escalada do petróleo por causa da guerra iniciada pelos Estados Unidos no Oriente Médio. E o mercado nacional reagiu como? Virando do avesso. Antes da decisão tomada nos Estados Unidos, era bolsa para cima e dólar para baixo, mas o principal índice acionário do Brasil fechou em queda de 0,7% e o dólar subia no fim do dia 0,4% aos R$5,11. Antecipadamente, investidores temeram pelo recado que acabou sendo dado aqui no Brasil. Veio mais esse corte de juros e depois, depois vale acompanhar o dólar daqui em diante. Caso se consolide a tese de alta de juros nos Estados Unidos, o dólar tende a ficar mais caro no Brasil. E nesse caso fica difícil imaginar a Selic sendo cortada novamente.

Gustavo Ferreira:Obrigada, Gustavo Ferreira, pela análise, por nos ajudar a entender um pouco mais sobre esse corte de juros. Então, portanto, taxa Selic a 14,25% ao ano.

Gustavo Ferreira:Valeu, até a próxima. Como sempre, convido a acessarem o valorinveste.com.

Gustavo Ferreira:Boa noite, tchau tchau, boa noite.