Concentrar investimentos em fundos de investimento é a melhor estratégia?
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Marcela Muniz
Bonit
Felipe Reis
- Aeroporto CongonhasImpacto na malha aérea · Recuperação operacional · Pontualidade dos voos
- Experiência do PassageiroLimpeza dos banheiros · Opções de alimentação · Conectividade e tomadas
Para falar sobre isso e sobre outros assuntos relacionados aqui ao aeroporto de Congonhas, na capital paulista, a gente está com o Felipe Reis, que é diretor de Relações Institucionais, Comunicação e ESG da AENA Brasil, concessionária responsável por Congonhas. Está aqui com a gente, é claro, né? Presencialmente. Bom dia para você. Bom dia, obrigado. Bom dia, Felipe. Obrigado.
A gente aqui agradece pela recepção aqui do CBN São Paulo em Congonhas. E Felipe, claro, já vou começar falando contigo a respeito do que aconteceu ontem, né? Houve um impacto muito grande em toda a malha aérea brasileira, um impacto que foi reduzido até justamente porque a ação foi muito rápida, né? Um pouco mais de uma hora ali de interrupção, mas tudo isso foi sendo solucionado da melhor maneira possível.
E começou aqui em Congonhas. Queria entender, de fato, o que a gente tem de informações, trazer um balanço do que aconteceu e de como estamos agora, principalmente aqui em Congonhas. Bom dia de novo, Marcela. Ontem houve uma panha técnica aqui no Centro de Controle do Espaço Aéreo Regional da São Paulo, do Sudeste. E, como consequência, todo o espaço aéreo de São Paulo ficou fechado por 36 minutos. Então, isso afetou não só Congonhas, mas também Guarulhos, Viracopos e Campo de Marte.
E o trabalho, naturalmente, como a gente sempre faz em eventos como esse, o impacto operacional, seja por tempo, seja por alguma restrição técnica, é uma operação muito coordenada entre as empresas aéreas e o DSEA para fazer essa recuperação. Então, foi de fato um evento importante, a pontualidade sofreu muito no dia de ontem.
Mas acho que dentro da má notícia, a boa notícia é que houve uma recuperação muito satisfatória durante a noite e hoje nós temos um impacto operacional bastante reduzido frente ao tamanho do impacto de ontem. Então, é o sistema trabalhando na resiliência, procurando melhorar o tempo todo.
E, bom, hoje eu vou denomar o painel ali, está tudo mais ou menos no horário, então espero que todo mundo tenha boa viagem durante o dia. Eu imagino o seu alívio de ver também esse painel com tudo certinho, para você também certamente é uma comemoração. Seguramente. Agora, explica para a gente, Felipe, já está claro o que causou isso tudo? Pergunto isso porque ontem o diretor-presidente da ANAC explicou que houve uma fumaça perto do prédio que foi afetado, não houve um incêndio no próprio prédio e, por precaução, esse prédio foi evacuado. Já se sabe essa fumaça, o que causou essa fumaça?
que foi dentro do terreno do aeroporto, pode ter relação com as obras, o que a gente já sabe sobre esse problema.
Sim, definitivamente foi dentro do terreno do aeroporto, porque foi adjacente à torre de controle que fica dentro do terreno do aeroporto. Mas a gente não sabe ainda a origem da fumaça, continuamos investigando e não tem nenhuma relação com as obras, porque naquele espaço especificamente, no momento, não tem nenhuma intervenção significativa acontecendo. Então, a gente está investigando para tentar entender e, naturalmente, evitar que situações como essa aconteçam de novo.
O trabalho conjunto que você é investigativo, vai demorar um tempo, vamos ver o que consegue descobrir.
Foi uma situação que ocorreu em meio a essas comemorações dos 90 anos de Congonhas. Por um lado, triste, trágico a gente ver uma situação como essa, mas por outro lado, positivo o tempo de resposta e também, felizmente, não ter tido nenhuma vítima, ter seguido o protocolo. Acho que isso é importante também da gente ressaltar por aqui, né, Felipe?
De toda forma, Marcelo, acho que a grande promessa que nós, como sistema, tentamos fazer, DC, empresas aéreas, aeroportos, é justamente entregar voos na hora. Então as pessoas têm a expectativa de viajar na hora, é o compromisso que a gente vem, a gente vem de tempo e as pessoas contam com isso, seja para os seus planos privados, seja para os seus planos de trabalho e esse é realmente o grande esforço. Então muitas ações que a gente toma cotidianamente de coordenação, de buscar resiliência estão nesse sentido.
E as obras aqui não são diferentes. Então nós estamos fazendo uma série de obras, mas o nosso objetivo principal é sempre garantir que a performance operacional esteja presente e os voos estejam no lado.
São 24, mais de 24 milhões de passageiros por ano, né? Esses são dados de 2025, 24 milhões e meio de passageiros, né? No ano de 2025, 297 mil movimentos, ou seja, até 100 mil pessoas por dia, incluindo toda a comunidade aeroportuária, ou seja, é muita gente para lidar, né? É uma cidade, né? A gente costuma dizer que o aeroporto é uma cidade, é um organismo vivo e aqui acontece de tudo.
Então, temos que estar preparados e temos que ter, naturalmente, trabalho conjunto, não só dentro do aeroporto, mas também com todo o entorno do aeroporto, com todos os órgãos do estado, do município, para garantir que a operação esteja sempre fluindo e esteja sempre andando. Então, é um grande desafio. Isso aqui, as pessoas talvez não façam uma relação tão direta, mas em operações de infraestrutura não tem nada mais complexo no mundo do que operar um aeroporto.
Há um hospital. Um hospital não é tão complexo quanto um aeroporto. Então, a gente pode falar horas e horas das histórias de aeroporto e como funcionam.
E ainda mais um aeroporto em obras, né? Porque vocês estão trocando pneu com o carro andando, como a gente costuma dizer. E aí eu queria te perguntar uma questão sobre isso. Você falou de pontualidade, tirando um dia como ontem, que foi excepcional. A pontualidade é muito importante. As pessoas embarcam em Congonhas para, por exemplo, chegar a tempo de uma reunião no Rio de Janeiro, em Brasília, e voltar no final do dia.
Então a pontualidade nesse aeroporto é essencial. Como é que estão os índices de pontualidade? E o que já pode ser feito até aqui para melhorar esse índice? E o que ainda pode ser feito com essas obras? Ou seja, o passageiro que embarca por aqui e vê tapumes, vê áreas em obra, tem como ele entender que isso vai melhorar a pontualidade também de alguma forma? Ou o aeroporto de Congonhas vai ficar mais pontual?
Essa claramente é a nossa expectativa e a gente já conseguiu, desde que a gente assumiu a operação do aeroporto, melhorar a pontualidade de forma bastante significativa. Nos últimos dois anos nós tivemos constantemente entre os dez aeroportos, na nossa categoria, pelo tamanho do aeroporto, nós tivemos constantemente entre os dez aeroportos mais pontuais do mundo. E chegamos inclusive a termos que nós éramos o aeroporto mais pontual do mundo.
O fechamento do ano passado indica que a gente teve alguma coisa como 82% de pontualidade, o que é muito bom para o tamanho, para a complexidade operacional que nós temos. E o acumulado do ano está em linha com isso. Temos eventos esporádicos como o de ontem, mas apesar disso, quer dizer, ter uma média de 80%, 82% de operação pontual é bastante significativo. A gente está contente. Sempre tem espaço para melhorar e nós continuamos fazendo intervenções. Então, melhoramos o sistema de circulação dos aviões.
Fazemos melhor trabalho de coordenação com a torre de controle, sempre há espaço para melhorar e temos uma série de investimentos planejados para conseguir não só manter, mas seguir aprimorando essa operação.
uma série de investimentos e obras que estão sendo feitas para melhoria, principalmente, da experiência do usuário. São obras, por exemplo, relacionadas a banheiros, a espaço, a guichê de atendimento. Queria que você nos contasse brevemente os principais destaques de obras da parte que já foi entregue, o que o usuário já pode sentir de diferença do que a gente tinha antigamente aqui em Congonhas.
Obrigado, Marcela. Se eu puder eventualmente tentar usar a perspectiva do passageiro quando ele viaja. Então, acho que o primeiro impacto é a chegada ao aeroporto. Então, nós trabalhamos muito com a CET, com nossos colegas aqui, com provedores, para melhorar esse fluxo no aeroporto. Então, o número que nós temos é que o fluxo de trânsito no aeroporto reduziu 40% em função da reorganização que a gente fez até esse momento. E vão vir mais intervenções no futuro.
Então essa é uma primeira experiência, chegar no aeroporto de forma mais fácil, menos estressante e poder embarcar no voo sempre a um nível de estresse, mas em um momento mais tranquilo. Fizemos grandes investimentos aqui, por exemplo, na área de controle de segurança. Aumentamos o número de canais de inspeção e o número que eu recebi agora de manhã, nós estamos há mais de 100 dias.
com um tempo de espera em fila sempre inferior a cinco minutos, o que é um índice realmente muito bom. Depois, dentro do terminal, como você destacou, Marcelo, nós fizemos uma série de intervenções em banheiros, renovamos uma série de contratos de pontos comerciais para melhorar justamente a diversidade, a experiência do passageiro. Estamos fazendo muitas pequenas inserções, chamadas Easter Eggs e o Sense of Place, trabalhando essa ligação da cidade com o aeroporto, colocando imagens do aeroporto. Então, por exemplo, aqui...
Do teu lado direito, a gente tem ali um banquinho que é inspirado no MASP. É, exatamente. Então, aqui ao lado tem outros elementos, a gente vai ver no aeroporto, quando a gente sobe lá em cima e passa no canal de controle, tem lá aquela mão espalmada representando a praça lá no centro da cidade, no centro da América Latina. Então, temos várias intervenções nesse sentido para dar essa sensação de conforto ao passageiro.
E muito mais está por vir. Depois, na parte inferior, por exemplo, do terminal, nós praticamente duplicamos a área de embarque. Espaçamos os portões, colocamos mais pontos comerciais. Então, quer dizer, a ideia claramente é, ainda que seja um aeroporto, que eu diria, com uma solução provisória, porque o nosso objetivo claramente é entregar o terminal novo em 2028, nós já gastamos voluntariamente 200 milhões, que não eram necessários, não eram requeridos.
pelo contrato de concessão, mas o nosso compromisso com o passageiro é justamente esse, oferecer mais conforto, mais alternativas e nesse sentido decidimos fazer voluntariamente esses investimentos.
Felipe Reis, que é diretor de Relações Institucionais aqui da ENA, continua conosco, já que estamos aqui no aeroporto de Congonhas. A gente vai para o repórter CBN, daqui a pouquinho voltamos aqui diretamente do aeroporto para falar mais sobre essas obras, sobre como está a situação por aqui. E lembro, você que está chegando, que está vindo para cá, vocês que estão aqui no saguão, quiserem bater um papo com a gente, só aparecer, estamos por aqui.
Estamos de volta com o CVN São Paulo, ao vivo, diretamente do aeroporto de São Paulo, em Congonhas, aqui na capital paulista. Tirando dúvidas, falando sobre toda a operação, as obras, a comemoração de 90 anos aqui do aeroporto. Uma baita festa, hein, Muniz?
É, 90 anos desse aeroporto que é super movimentado aqui, importante para a malha aérea do nosso país. E a gente está conversando com o Felipe Reis, diretor de Relações Institucionais e Comunicação da AENA, que é a concessionária responsável aqui pelo terminal. Vamos retomar então aqui alguns pontos, Felipe, sobre...
o que os passageiros falam muito sobre o embarque e o desembarque em Congonhas e as melhorias que estão previstas. Muita gente fala aqui, e eu também trazendo a minha experiência como passageiro, sobre o embarque remoto. As pessoas se frustram um pouco de chegar no aeroporto e não embarcar direto no avião, precisar esperar a fila, pegar aquele ônibus que leva até o avião e a mesma coisa para o desembarque. Qual que é o volume? Quantos voos hoje em dia são feitos dessa forma? E tem como diminuir isso?
Congonhas, em algum momento, vai se livrar do embarque remoto ou é uma característica que vai ser mantida? Obrigado, Bonit. Bom, começando pela primeira pergunta, qual é a percentagem hoje? Hoje, mais ou menos 55% dos passageiros embarcam em pontos de embarque, em pontos de contato, e 45%, consequentemente, embarcam em pontos remotos através de ônibus. Então, 55% no finger e 45% no ônibus. Exato. Data de hoje.
O que é importante eventualmente esclarecer é que esse aeroporto, como ele foi construído e como nós recebemos esse aeroporto, ele tem muitas restrições. Então, para dar um pequeno exemplo, tem certas aeronaves que não entram em certas posições. Então, para falar do 737 Max da Gol, ele só entra aqui no terminal, nas 12 posições de contato que existem, ele só entra em 3 posições.
O Embraer E2 da Azul não entra em nenhuma posição. Por quê? Porque o aeroporto foi desenhado em outra época, com outra geometria e os aviões foram evoluindo. Então esse é um ponto que nós vamos corrigir no projeto futuro. Nós vamos passar de 12 pontos de embarque para 19 pontos de embarque. Com isso a gente vai superar com muita folga 70%, que é o objetivo que a gente tem como indústria no Brasil. Consequentemente, sim, vão continuar existindo embarques em posição remota. Isso é uma coisa normal, usual, não só aqui, como em muitos lugares do mundo.
O que a gente quer sim fazer é, dada a geometria que o aeroporto vai ter no futuro, todo o deslocamento para as posições remotas vai ser muito mais curto. Então esse, naturalmente, é um ganho em termos de experiência dos passageiros. Mas o objetivo, claramente, sempre vai ser, agora com mais flexibilidade, com umas 19 pontes de embarque novas, que vão ser capazes de acomodar todos os aviões que podem operar em Pongonhas, a gente vai tratar de utilizar essa operação no limite máximo e, como consequência, oferecer um menor nível de conforto para os passageiros também.
Olha, Felipe, quero já deixar uma dica aqui, os ouvintes estão mandando mensagem, já que vocês estão em obras, colocar mais tomada aqui no aeroporto, viu? Essa é uma demanda que a gente recebe muito aqui, porque nós temos muitos ouvintes que fazem essa ponte aérea e dizem que falta tomada, vai ter mais tomada? No terminal novo, seguramente vai ter mais tomada. Aqui nós estamos fazendo algumas intervenções, nós estamos trocando as longarinas, que são as sequências de...
de bancos, essas longarinas novas já vêm, elas com tomadas embutidas, mas naturalmente nós temos limitações em função da infraestrutura como ela está hoje. O terminal novo vai ser outra história. Até porque aqui é um patrimônio tombado, o único aeroporto do Brasil que tem esse tombamento histórico. Isso também tem uma dificuldade técnica para obras, imagino.
Tem, tem. Qualquer intervenção que a gente queira fazer na parte histórica tem as suas complexidades. De forma compreensível, né? Temos que trabalhar com o Prespe, que é o órgão que preserva o patrimônio histórico aqui de São Paulo. Então, qualquer coisa que a gente quiser fazer, se quiser trocar um azulejo numa pilastra desse, literalmente nós temos que trabalhar com o Prespe. Ontem nós estávamos fazendo um evento lá no pavilhão de autoridades, e tem um quadro lindo de cavalcante chamado de trabalhadores, e ele precisa de restauração. Esse é um processo que, em obtenção das licenças, toma mais de um ano.
Tudo tem o seu processo, mas, de novo, é importante, a gente quer preservar e manter o patrimônio de toda a aeroporto. Agora, outro ponto interessante que vem no âmbito dessas obras que estão sendo realizadas, vai ter essa expansão de todo o aeroporto. Vai caber aeronaves maiores, vocês já disseram, a Ina já informou que o objetivo é receber novas aeronaves. E aí eu te pergunto sobre voos internacionais, porque antes da expansão de outros aeroportos, Congonhas recebia companhias internacionais como Air France, Lufthansa.
inclusive Congonhas recebeu o aval técnico do governo federal para voltar a ter voos internacionais, o que foi um passo muito importante. Mas eu queria entender a previsão. Vai ter voo internacional já em 2026? E é voo internacional para onde? Isso vai interferir ali no fluxo de outros aeroportos, como, por exemplo, de Guarulhos?
Sim, nós obtivemos esse primeiro passo, essa primeira licença do governo federal, como você colocou, Marcela, mas agora tem uma série de outras ações que nós temos tomado. Então nós temos agora a falar com os órgãos anuentes, que são os órgãos que controlam a operação do aeroporto. Polícia, Receita, Vigia, Agro, Visa e naturalmente também a NAC. Então nós temos que passar agora por um processo e nosso objetivo, sim, é ter voos internacionais, mas isso não vai acontecer antes de 2028, com a operação internacional diretamente saindo aqui de Congonhas.
E por quê? Porque nós temos que primeiro terminar naturalmente a condição do terminal novo, depois temos que fazer algumas intervenções para que a gente possa ter esses voos internacionais. Então, no que toca voos internacionais saindo diretamente de Congonhas, o nosso objetivo é ter isso provavelmente na segunda metade de 2028, talvez 2029.
No meio tempo, que sim, nós vemos como possibilidade, nós acabamos de ganhar a concessão do Galeão. Então, nós queremos, você estava falando, Marcelo, das voos anteriores que aconteciam aqui nos anos 70, 60. O que nós queremos viver potencialmente é um conceito que já existia naquela época, em que nós tínhamos voos decolando de Congonhas, pousando no Galeão, os voos saindo daqui internacionalizados e as pessoas, entre aspas, meramente trocavam de avião do Galeão, saindo de um voo doméstico, entrando no avião que fazia um voo internacional.
Essa é uma possibilidade agora com a nossa assunção do Oroporto do Galeão, que vai vir mais para o fim do ano, que a gente eventualmente possa também instaurar esse tipo de operação. Mas só para concluir, a data prevista já a fim do ano começar esse tipo de operação, mas voo internacional direto não está previsto? Não, voo internacional direto só em 2028. Essa operação, usando o Galeão como ponto de conexão, é uma coisa que possivelmente a gente já agora no ano de 2027 poderia ser capaz de fazer.
Agora serão voos para a Europa, Estados Unidos ou voos mais próximos aqui na América do Sul, América Latina? Então, para deixar bem claro, quer dizer, o aeroporto não tem capacidade de receber aviões de grande porte. O que nós chamamos de white bodies, aviões de dois corredores. Então, os aviões de um corredor, que são os que operam aqui e vão continuar operando aqui.
a gente não vai ter nada além disso, esses aviões têm um alcance naturalmente menor do que um avião de grande porte. Então, voos diretos saindo de Congonhas, a gente imagina que eventualmente a gente vai ter voos para Buenos Aires, para Montevidéu, para Assunção, para Santiago, quer dizer, países circundantes.
O que não deixa de ser um grande barato. Você eventualmente pode falar no fim de semana, você pode dizer, ah, vou embarcar de Congonhas, vou a Buenos Aires, vou lá comer uma carne, tomar um vinho, me divertir, volto no domingo e estou aqui na segunda de novo de manhã, saindo do centro de São Paulo. Nós estamos muito conscientes que um dos grandes atributos desse aeroporto é a conveniência, a localização. E nós naturalmente queremos explorar isso.
Tem muita gente que já faz esses voos num feriado, por exemplo, mas precisa ir até Guarulhos. A partir dessa liberação, vocês vão poder passar a oferecer também daqui de Congonhas. Felipe, a gente está desde cedo com a nossa reportagem circulando por aqui e eles coletaram algumas percepções dos passageiros para a gente ouvir aqui o que eles percebem de melhorias, o que ainda precisa melhorar. E a gente pode jogar a bola para você também explicar o que está no radar.
Vamos ouvir já de cara duas dessas participações dos ouvintes e depois a gente ouve o que o Felipe tem a dizer.
Eu acho que tem que melhorar um pouco mais, apesar de estar sempre em reforma, mas se for para comparar com o aeroporto de Guarulhos, lá é bem mais organizado do que aqui. Em questão de trânsito, na frente, por conta das obras que tem bastante ali do lado de fora, como aqui dentro também a questão de preços estão bem elevados. A diferença é absurda. Sério? Sim.
A diferença é bem nítida em questão de valores.
E aí, preços elevados, tem como melhorar alguma coisa? Faz parte aí das preocupações de vocês? Sem dúvida faz parte. Nós acabamos de lançar essa semana um pacote em que a gente vai determinar qual vai ser o mix de lojas e restaurantes, de salas VIP e outros serviços no terminal novo. É um projeto que a gente está lançando agora, então acabou de ir para o mercado. Nós estamos mais do que duplicando a capacidade de áreas locáveis no terminal novo. E o que a gente quer com isso é naturalmente...
absorver outro tipo de operações que nós não temos hoje aqui. Por exemplo, nós aqui não temos uma cadeia de fast food. Nós queremos ter uma coisa similar a isso no Terminal Novo. Então, o objetivo do Terminal Novo é tratar de cobrir a maior gama possível de serviços. Então, nós queremos ter produtos acessíveis, até eventualmente as pessoas tenham expectativas de sentar num restaurante de 5 estrelas e ter um jantar ou um almoço com todo o nível de serviços que eles requerem.
Então, é um desafio, mas é o que a gente se propõe a fazer e a gente está muito confiante que isso vai acontecer. Então, quer dizer, naturalmente, nós precisamos atender todos os aspectos, todo o espectro de passageiros com suas necessidades de consumo. Muito bem, vamos ouvir mais uma participação?
Eu acho que ele está cada vez mais cheio, na verdade. A grande mudança também, não é do aeroporto, mas eu acho que é de todo o sistema também, que é como faz o check-in, como despacha a mala, as coisas estão sendo atualizadas e são muito diferentes. Então, há longos anos, eu acho que o atendimento de pessoas...
Mudou muito, antes a gente tinha um acolhimento mais pessoal, hoje ele é mais maquinado. Essa é a Maria Toledo, que estava aqui passageira, circulando, e tem essa percepção, está sentindo falta de gente.
É um bom feedback, claramente um desafio, né? Quer dizer, a aviação cresceu muito nos últimos 10, 20 anos e se comodizou em grande parte. Então, tecnologia é um driver e não vai mudar, isso vai continuar sendo um fator importante para a operação, mesmo porque já era, por um lado, deficiência, mas, por outro lado, oferece o controle ao passageiro. Então, existe a grande expectativa por parte do passageiro de que ele quer controlar a sua viagem e não quer estar dependente de, eventualmente, ter que, necessariamente, fazer uma relação direta com...
como seja uma atendente da empresa aérea ou alguém que trabalha no aeroporto. Então, para o terminal novo, nós vamos ter algumas surpresinhas tecnológicas que a gente quer fazer. Temos algumas ideias de... queremos ser o primeiro em alguns aspectos em termos de tecnologia aqui no Brasil. Então, vai vir, eventualmente, um pacote novo de tecnologia. Mas o toque humano, naturalmente, é necessário. E parte, como a gente estava comentando anteriormente, dessa investimento que a gente tem feito em Centro of Places, centro de localização e de pertencimento com São Paulo, eu espero que, eventualmente, trate de expectativas como o desse ouvinte.
Aqui nessa parede de trás, nós vamos agora, eventualmente, fazer uma reforma da parede também. Então, aqui é uma parede que tem 30 e poucos metros. E nós queremos, justamente, representar mais São Paulo na parede. Então, eu quero deixar de ser, meramente, uma parede branca com informação. A gente quer trazer São Paulo para dentro do aeroporto. O aeroporto pertence à cidade, né? E, naturalmente, a gente quer que isso esteja presente o tempo inteiro.
Vamos lá, tem mais passageiros que passaram pelo microfone da CBN. Vamos ouvir aí, Zilda. Eu gosto pela proximidade. Eu acho tranquilo.
tem tudo que você precisa para alimentação. Então, realmente, para nós é bem legal.
Essa questão de ser no centro, de estar na cidade de São Paulo, ajuda muito também nesse deslocamento. Há, claro, algumas questões envolvendo mobilidade, entorno, isso está sendo resolvido também com essa reforma. E quando ela fala em opções, também foi ampliada a parte de restaurantes, de lojas. Isso também conta apesar do preço salgado.
É conta, de novo, o desafio é conseguir... E, de novo, voltando ao terminal novo, que a gente vai ter muito mais área, o que a gente quer justamente é isso, garantir que a gente cubra todo o espectro de consumo dos passageiros que passam por aqui. Feedback sempre é importante, então sempre bem-vindo. Vamos ver mais uma? Vamos lá, tem mais uma para... Tem aí, Adriana.
Na parte de baixo, acho que melhorou com aquela ampliação com alguns restaurantes e tal. E outros ali melhorou um pouco a sensação do usuário. E nesse último ano, eu passei por poucas dificuldades em relação a atraso ou cancelamento. Foi muito pouco atraso, sempre tem alguma coisa, uns 20 minutos, uma meia hora, mas nada que comprometa muito a viagem.
De novo a pontualidade que a gente citou. Absolutamente. Esse é o nosso atributo número um. Então, como dito, todo o nosso processo de obra que a gente está construindo, e como você falou, Muniz, é uma obra, é trocar os pneus com o carro andando. Ele é um projeto faseado, tem cinco fases, e o principal atributo que nós tentamos com nossos consultores, fazendo todas as modelagens, era garantir que não houvesse impacto na pontualidade de voos. A gente sabe claramente que essa é a expectativa número um dos clientes.
Muitas mensagens chegando aqui no nosso WhatsApp. Eu vou trazer algumas bem rapidamente antes da gente encerrar. Só uma mensagem, uma fala do Eduardo. Bom dia, a administração de Congonhas tem que priorizar a limpeza dos banheiros. Feedback do Eduardo de Guarulhos, que frequenta também bastante o aeroporto. Obrigado. E tem dúvida do Pérez. Gostaria de saber se ainda existe salão de festas no aeroporto. Como que está sendo utilizado? Tem ainda salão de festas aqui?
Tem, ele está no momento fechado, ele fica justamente em cima de onde nós estamos e parte do nosso plano é justamente revitável a isso. A gente tem algumas ideias, bastante fora da caixa do que a gente quer fazer com isso, mas basicamente a ideia é, de novo, integrar o aeroporto na cidade. A nossa localização é muito privilegiada, a gente quer explorar isso. Então nós temos algumas ideias que a gente está brincando, não necessariamente sala VIP, temos outras ideias que eventualmente vão na direção do salão de festa. Então, surpresinhas por vir.
Não dá pra antecipar nada aqui pra gente? Não, não. Surpresa, senão vira spoiler. Sem spoiler. Sem spoiler. Muito bem, muito bem. Então é isso. Estamos aqui no aeroporto de Congonhas, nesse day after também da pane que acabou afetando todos os aeroportos de São Paulo. Muito bem conduzida essa crise. Já tá tudo normalizado. O painel aqui atrás de mim tá normal, né, Muniz?
Está normal, já tem ali alguns voos previstos, os outros já chamando o pessoal para ir para o embarque. Não vejo aquele alerta vermelho ali de cancelado ou atrasado, o que já é um bom sinal de que foi tudo normalizado. Quero agradecer ao Felipe Reis, diretor de Relações Institucionais e Comunicação da AENA, pela sua participação por aqui. Fica as portas abertas. Muito obrigado, sendo sempre muito bem-vindos.
e que venham outras oportunidades, nós estamos juntos aqui. Marcela Muniz, muito obrigado. Muito obrigada. Nós que agradecemos, estamos aqui hoje no aeroporto de Congonhas. A gente vai para um rápido intervalo, volta já com mais CBN São Paulo para você.