Episódios de Economia

Do grão-de-bico à Lua: pesquisa brasileira desenvolve alimentos para astronautas

16 de junho de 20267min
0:00 / 7:04
Rede Space Farming Brazil, com participação da Embrapa e da Agência Espacial Brasileira, estuda o desenvolvimento de grão-de-bico e batata-roxa em ambientes que reproduzem desafios encontrados no espaço. Cassiano Ribeiro recebe Mariana Letizio para falar mais sobre o assunto.

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Participantes neste episódio3
C

Cássia

HostJornalista
C

Cassiano Ribeiro

HostJornalista
M

Mariana Letizio

ConvidadoJornalista
Assuntos2
  • Alimentos para astronautasRede Space Farming Brazil · Embrapa · Agência Espacial Brasileira · Grão-de-bico · Batata-roxa · Microgravidade · Radiação espacial · Jefferson Rueda
  • Comunicação BrasileiraTilápia · Panga · Consumo de peixe no Brasil
Transcrição24 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

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CRCassiano Ribeiro

CBM Agro com Cassiano Ribeiro da Globo Rural.

CCássia

Cassiano aqui com a gente no estúdio, trouxe uma convidada, Mariana Letício. E que assunto temos? Temos dois assuntos, né?

CRCassiano Ribeiro

Dois assuntos, o terceiro que é a estreia da Mariana Letício. Sardenberg e Cassiano, boa tarde pra vocês.

CCássia

Mariana, bem-vinda aqui, você está no Globo Rural agora, né?

MLMariana Letizio

Exatamente.

CCássia

Bem-vinda à casa.

CRCassiano Ribeiro

Obrigada. Chegou com tudo já, fazendo uma matéria muito curiosa, muito interessante, que tá na edição agora deste mês de junho, a edição que destaca o salto da psicultura brasileira. Mas a matéria da Mariana, que eu gostaria que ela falasse, é sobre a participação do Brasil num cardápio muito especial, que é o cardápio servido aos astronautas. O Brasil tem participado, claro, com a Embrapa e Agência Espacial Brasileira também.

Mais de 60 pesquisadores brasileiros estão participando de pesquisas para desenvolver alimentos que serão consumidos por astronautas, que é uma missão super importante. A gente vê aí muitas missões acontecendo no espaço e esquece de entender como que esses, como que se mantém esses astronautas lá. E se o mundo quer levar mais pessoas para o espaço, alimentação é um ponto-chave para conseguir atingir esse objetivo aí, Cássia.

MLMariana Letizio

Agora, Mariano, o que que os brasileiros têm a ver com essa história? Exatamente. Bom dia.

CRCassiano Ribeiro

Bom dia.

MLMariana Letizio

A gente viu que viralizou uma cena, na verdade, de um pote de Nutella flutuando na cápsula espacial. E a gente foi pesquisar o que que, né, como acontecia alimentação espacial. E a gente descobriu que a rede brasileira Space Farming está ali atuando nas pesquisas justamente para desenvolver uma alimentação mais saudável e autossuficiente para os astronautas. E aí, como Cassiano falou, através da Embrapa junto com a Agência Espacial Brasileira.

Eles estão nessa parceria desde 2022 desenvolvendo alguns estudos e análises sobre como algumas espécies elas se desenvolveriam ali no espaço. Para isso eles criam algum, algumas simulações aqui com as parcerias com as universidades e simulam ambiente ali espacial para ver por exemplo, como o grão-de-bico ou a batata roxa cresceria ali numa microgravidade, por exemplo. Eu até conversei com uma das fontes que criou o tal do clinostato, que é como se fosse uma cápsula giratória.

Então a gente coloca ali no meio espécies como grão-de-bico e fica criando rotatividade para criar essa microgravidade. E a partir disso a gente vê como é que o grão-de-bico se desenvolve ali. É, caso a batata, Mari, conta para ouvinte porque a batata e o grão-de-bico foram escolhidos justamente essas duas espécies pilotos foram escolhidas por conta que são mais resistentes ali à escassez hídrica, que é um dos grandes desafios, principalmente no que diz respeito ao cultivo espacial.

Então, eles escolheram essas duas espécies para ver realmente como é que seria esse pontapé inicial. Outro desafio também é a radiação, que eles já estão criando outras tecnologias para ver como é que o grão-de-bico e a batata roxa se produziria ali no espaço. Tem essa questão da microgravidade, radiação, e a partir desses elementos, a ideia é levar uma base de cultivo ali para o espaço mesmo, justamente para criar essa autossuficiência alimentar para missões de longa duração, né, seria.

CCássia

Quer dizer, estão pensando, já se preparando para missões de longa duração, né?

MLMariana Letizio

Exatamente.

CCássia

E até missões na Lua, ou como diz o Elon Musk, missões em Marte, né?

CRCassiano Ribeiro

Exatamente. Tem um chefe brasileiro, o Cássio Sardenberg, que tá participando dessas pesquisas, um chefe renomado, que é o Jefferson Rueda, com quem a Mari também conversou, né, Mari?

MLMariana Letizio

Sim, um querido inclusive. Ele é conhecido por ser dono ali da Casa do Porco e ele tá no finalzinho da cadeia. Então ele recebeu as primeiras coletas ali de grão-de-bico no ano passado. E ele até, é curioso, eu trouxe no texto, ele falou que ele tava esperando na primeira reunião com a Embrapa utensílios ali de cozinha, ele até fala da colher de pau, e ele encontrou números ali, gente mais cabeça, e ele levou aquilo como um grande desafio, mas a partir do momento que ele foi criando algumas receitas, ele entendeu justamente que o papel dele era juntar essa complexidade que é agricultura espacial junto com a criatividade que é ali na cozinha e levar isso para o espaço e principalmente como uma questão de conforto também para os astronautas que ficam tanto tempo fora de casa.

CCássia

Tá certo. E Cassiano, temos um minuto exato para o tema de capa da revista Globo Rock que acaba de sair.

CRCassiano Ribeiro

Exatamente, o tema fala, a capa fala sobre o salto da piscicultura brasileira, Sardenberg. O Brasil pela primeira vez no ano passado superou a marca de 1 milhão de toneladas de peixes produzidos. Isso é traduzido, exportado, produzidos, produzidos no país. Boa parte desse volume tá sendo exportada e principalmente de tilápia. Tilápia fresca é o que a gente traz nessa matéria, mostrando aí quanto a tilápia tá importante para essa produção brasileira, mais 70% de tudo que é produzido.

E ao mesmo tempo potencial que existe para outras espécies cultivadas, como o panga, que tá sendo cultivado por uma família numa cooperativa aqui no interior de São Paulo, ou também as espécies lá do Norte, Nordeste do país, também com cooperativas. Enfim, o consumo interno está crescendo. O Brasil ainda é pequeno no consumo de peixes, né? Hoje o Brasil está inclusive com consumo abaixo do que é indicado pela Organização Mundial de Saúde, que é de 10 kg, né?

A gente está consumindo hoje 10 kg mais ou menos em média por habitante ao ano, com uma média mundial de mais de 20 kg e o mínimo recomendado de 12 kg. Então tem um potencial enorme para ser explorado. Esse é o tema da capa da Globo Rural deste mês de junho que está chegando nas bancas e a gente está com elas aqui na mão. Essa edição belíssima.

CCássia

Edição belíssima. Obrigado, Cassiano. Obrigado, Mariana. Seja bem-vinda mais uma vez.

MLMariana Letizio

Obrigada.

CRCassiano Ribeiro

E até a semana que vem.

CCássia

Até a semana que vem.

MLMariana Letizio

Até a próxima.

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