A volta da taxa das blusinhas em 2027
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- Taxa das blusinhasRetorno da taxa em 2027 · Suspensão por razões eleitorais · Estimativa de taxa entre 9% e 10% · Reforma tributária · Contribuição de Bens e Serviços (CBS) · Isonomia tributária
- Reforma Tributária: ConsumoDificuldade em fechar as contas do governo · Aumento de gastos públicos · Simplificação de impostos · Dificuldade em esconder aumento de impostos
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O Assunto é Dinheiro com Luiz Gustavo Medina.
E aí, Teco?
Oi, Sardenberg, boa tarde, boa tarde, Cássia, boa tarde aos ouvintes, tudo bem? Tudo certo, Teco, boa tarde.
Quer dizer que a taxa das blusinhas que foi colocada pelo governo, né, supostamente para defender a indústria nacional, comércio nacional. Depois, por razões eleitorais, foi suspensa a taxa das blusinhas, e é só por um ano eleitoral. Então ela volta no que vem.
Pois é, ótima matéria feita pelo G1, pela Globo, Saremberg, mostrando que brasileiro aí vai ter 6 meses, né, 7 meses aí no máximo de de chance de comprar as tais blusinhas sem imposto, né, porque tá suspenso nesse momento, né. Então não tem imposto naquele de importação sobre aqueles valores abaixo de $50. Mas no ano que vem vai entrar ali, né, a gente começa a ver na prática os efeitos ali da reforma tributária, né. Então vai começar a Contribuição de Bens e Serviços, né, a CBS, que vai ser o imposto que vai juntar essas coisas todas.
E aí Tudo e todos pagaremos impostos, pagarão impostos, independentemente do valor, independentemente do que venha. Vai ser um imposto menor, espera-se, né? Hoje estão estimando ali entre 9 e 10%, mas também ninguém sabe muito bem como vai ser, porque a conta tem que fechar nessa, né, Berg? Então tem que— o governo vai tirando imposto de umas coisas e aumentando em outras, tentando fazer essa conta dar zero. Então ainda tem um mistério, mas a partir do ano que vem todo mundo vai pagar.
A ideia é que se pague um valor menor, independentemente do valor, mas todo mundo vai pagar. E aí acho que é bom, acho que tem que ter isonomia, né? Não tem como não ter isonomia. Acho que tá certo ser isso. Agora, o ideal era que os impostos fossem menores, né? Se a gente for também fazer isonomia, mas todo mundo pagando muito imposto, as coisas vão ficando muito caras também para todo mundo, né?
É porque eles fazem isonomia aumentando imposto de um e não reduzindo do outro, né?
É, essa é a sugestão que eu tento dar ao governo há muito tempo, né, que a gente adora isonomia, mas não precisa ser sempre aumentando o imposto do amiguinho, pode ser zerando o imposto do outro lado, né. Mas é difícil, né, o governo, os governos vão gastando mais, vão aumentando o gasto, vão sempre, estão sempre ali na, né, com a corda no pescoço, e quando tem uma folga aumenta gasto de novo. Então essa conta aí não, nunca fecha, né.
Eu tenho uma curiosidade de saber como é que vai ser quando a gente tiver essa simplificação de imposto, né, porque aí essa conta se não fechar, como é que vai fazer, né? A gente vai começar a arrumar paliativo, jeitinho, buraquinho, ou vai se aumentar tudo de uma vez só, explicitar para todo mundo que os impostos de tudo estão aumentando, né? Isso vai ser uma coisa que vai ser um desafio ali para frente, porque vai ficar mais difícil esconder das pessoas o que tá acontecendo, né?
Tá certo. Teco Medina, obrigado, Teco. Até amanhã.
Até amanhã. Tchau, tchau. Até.
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