Episódios de Economia

Inflação fica em 0,58% em maio

12 de junho de 20265min
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O IPCA ficou em 0,58% em maio. O resultado, divulgado pelo IBGE, nesta sexta-feira (12), representa uma desaceleração de 0,09 ponto percentual em relação ao mês de abril, quando a inflação havia sido de 0,67%. Ouça a análise de Míriam Leitão.

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Participantes neste episódio2
M

Míriam Leitão

HostJornalista
C

Cássia

Co-hostJornalista
Assuntos2
  • IPCA e InflaçãoIPCA · IBGE · Desaceleração em relação a abril · Inflação em 12 meses · Teto da meta · Alimentação no domicílio · Habitação · Energia
  • Inflação e Política MonetáriaTaxa em 12 meses continuará subindo · Junho, julho e agosto de 2022 com inflação baixa · Impacto da guerra na Ucrânia · Custo de frete e fertilizantes · Custo de combustível · Super El Niño · Efeitos climáticos na produção · Expectativa do mercado para o final do ano
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MLMíriam Leitão

Dia a Dia da Economia com Miriam Leitão. Miriam, boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes. Boa tarde, Miriam.

CCássia

Bom, Miriam, saiu a inflação de maio. Em 12 meses passou dos 4,5%, que é o teto da meta, e teve uma pressão muito forte do preço de alimentação. Metade do aumento da inflação de maio foi por conta de alimentação no domicílio.

MLMíriam Leitão

Pois é, exatamente isso que você falou, deu 0,58, né? É um pouquinho menos do que o mês de abril, mas não resolve o problema, porque pelo contrário Aumentou muito em 12 meses, foi de 4,39% para 4,72%. Mas por que que aumentou? É porque maio do ano passado tinha sido 0,26%. Então quando sai o maio do ano passado, entre maio desse ano que é 0,58%, a inflação em 12 meses estourou o teto da meta. A maior alta, como você disse, alimentação, deu 1,33% de alimentação, mas abril tinha dado 1,34%, ou seja, tá pesando mais a alimentação, a inflação de alimentos.

E você tem uma ideia, na alimentação foi metade do índice, esse índice dessa divulgado hoje. E no domicílio foi ainda maior, foi 1,65% da inflação no domicílio. E aí depois o segundo item que mais pesou foi habitação, por causa da energia que subiu muito. Tem uma informação importante que foi apurado lá no meu blog pela Luciana Casimiro, que é o seguinte: ele coloca, conversou com o André Brás, E ele disse que a taxa em 12 meses vai continuar subindo.

E por quê? Porque junho a inflação foi 0,24%, ou seja, a inflação vai ser maior do que isso em junho. E aí sai o 0,24% e entra o outro número. Julho, a mesma coisa, deu 0,26%. E agosto do ano passado deu negativa a inflação, 0,11%. Então, quando saírem esses números e entrarem os números desse ano, que estão impactados pela guerra, no caso dos alimentos, por exemplo, custo do frete, custo de fertilizantes, custo de combustível em geral, tudo isso está pesando no preço dos alimentos.

E é isso que fez os alimentos subirem tanto. Então, quando entrarem os números desse ano e saírem os números do ano passado, a inflação vai subir, vai continuar subindo a inflação em 12 meses. E no ano passado, alimentação foi muito baixa, a inflação de— foi uma trégua importante no ano passado. A inflação acumulada no ano ficou abaixo de 3%, foi 2,9%. Esse ano vai ser mais. E aí a gente não tá contando ainda, Sardenberg, os efeitos que poderão acontecer do super El Niño.

Quando a gente conversa com os especialistas, né, como José Marengo, conversei essa semana, ele tá dizendo que não se sabe se vai ser forte, não pode garantir que vai ser forte, mas os cientistas são sempre muito cautelosos em afirmar. Mas ele falou que a grande probabilidade é que seja forte. Então isso impacta várias safras de produtos, dependendo de quando acontecer. E uma coisa que está se dizendo é que vai antecipar o El Niño, que seria em agosto normalmente, já vai sentir o efeito em julho, o efeito desses extremos climáticos que podem afetar a produção.

Então, o quadro desse ano de inflação tem ficado pior a cada momento por causa de tudo isso. O número de hoje é isso, preocupa. É, não tanto pelo 0,58%, mas pelo 4,72%, que é o 4,72% é o 12 meses, inflação em 12 meses, que tem subido e agora pela primeira vez no ano estourou o teto da meta. Sardenberg, Cássia.

CCássia

Tá certo, e você diz aí a perspectiva de que essa inflação em 12 meses passa atrás, a expectativa no mercado é de uma inflação acima de 5% para o final desse ano, né?

MLMíriam Leitão

É, ele pode até vir a cair no final do ano, mas esses 4 meses aqui, pegando maio, maio que aconteceu já, junho, julho e agosto, com inflações muito baixas, agosto negativa, então, no ano passado, então a tendência de fato é subir a inflação em 12 meses. Isso é preocupante.

CCássia

Milha Leitão, obrigado, Milha. Até a semana.

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