Episódios de Economia

Inflação nos EUA pressiona bolsas, mas Brasil atrai investidores e limita perdas

10 de junho de 20264min
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A inflação ao consumidor nos Estados Unidos atingiu 4% ao ano, o maior nível em três anos, reforçando as expectativas de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve. O cenário reflete os efeitos das tarifas comerciais, das restrições à imigração adotadas pelo governo Donald Trump e da alta do petróleo impulsionada pela guerra no Oriente Médio.

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Participantes neste episódio3
D

Débora

Host
C

Carol

Co-hostApresentadora
G

Gustavo Ferreira

ConvidadoEditor-assistente
Assuntos3
  • Inflação no BrasilInflação ao consumidor nos EUA · Federal Reserve · Donald Trump · Guerra no Oriente Médio · Alta de juros nos EUA · Fuga de dólares · Empresas de tecnologia · Inteligência artificial
  • Mercados brasileiros e ativos de riscoBrasil · Dólar · Ibovespa · Entrada estrangeira · Velha economia
  • Sistema Eleitoral BrasileiroPesquisa eleitoral · Lula · Flávio Bolsonaro · Donald Trump · Eduardo Bolsonaro · Política econômica
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DDébora

Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Investe, está aqui com a gente. Tudo bem, Gustavo? Boa tarde.

GFGustavo Ferreira

Alô, alô, Débora, Carol e ouvintes. Boa tarde a todos.

DDébora

A gente quase que diariamente tem falado sobre os impactos no mercado a partir da escalada dessa guerra no Oriente Médio, mas hoje a gente vai falar da inflação americana. Ajudou o mercado nacional?

GFGustavo Ferreira

Pois é, surpreendeu ajudando a inflação aos consumidores americanos, foi aos 4% ao ano, bem acima dos 2% de meta, é o maior nível em 3 anos. Tudo isso sob efeito das políticas de Trump: barreiras tarifárias, barreiras a imigrantes e, nos últimos meses, a guerra no Oriente Médio, com escalada dos preços do petróleo. Foi reforçada assim a aposta numa alta de juros se aproximando nos Estados Unidos, o que tende a representar mais juros também aqui no Brasil.

Seria um modo de evitar a fuga de dólares atraídos pela renda fixa da maior das economias. Hoje, no entanto, a inflação americana incentivou a entrada do Brasil, ajudando o dólar a cair 0,1% aos R$5,17. Por que ajudou? Mais juros nos Estados Unidos implicam também crédito mais caro e afeta especialmente empresas de tecnologia. Reforçada a tese da alta de juros nos Estados Unidos, sangram bolsas que vinham em rally graças à inteligência artificial.

Já as bolsas expostas à chamada velha economia, é o caso do Brasil, vão recuperando atratividade. Ontem, a Bolsa Nacional estancou a sangria sob forte liquidação em Nova Iorque, em mercados asiáticos. Hoje, a entrada estrangeira parece ter amortecido a queda do Ibovespa. Pesou também por aqui a eleição. Em nova pesquisa, o presidente Lula abriu distância sobre o desafiante Flávio Bolsonaro. Foi a primeira pesquisa pesquisa depois da ameaça americana de novo tarifaço, ameaça feita dias depois de Flávio visitar Donald Trump ao lado de Eduardo Bolsonaro, o mesmo Eduardo que negociou com a Casa Branca a taxação do Brasil no ano passado.

Lula pode se favorecer ainda mais se convencer Trump de novo a não taxar o Brasil. Aos olhos da média do mercado local, ganharia força nas urnas uma política econômica indesejada. Resumo da ópera: em paralelo ao saudão da Big Tech americana, que fez a bolsa lá nos Estados Unidos afundar 2%, hoje o Ibovespa caía só 0,7%. Ficou bem barato.

DDébora

Tá certo. Obrigada, viu, Gustavo. Falamos mais amanhã.

GFGustavo Ferreira

Até lá. E como sempre, convido a acessarem o valorinveste.com. Tchau, tchau.

DDébora

5:38.