Cônsul dos EUA evita comentar tarifa contra o Brasil e vê espaço para aproximação econômica
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Fernando
João Doria
Kevin Murakami
Luiz Furlan
Mauro Vieira
Pedro Pupulin
- Acordo Brasil-EUA sobre tarifasKevin Murakami evita comentar tarifa · João Doria vê impasse diplomático · Otimismo de empresários · Proposta de taxação de 25% · Produtos estratégicos fora da lista · Prazo final para decisão americana
- Projeção da economia brasileiraKevin Murakami vê espaço para aproximação · Mercado dos EUA aberto para capital brasileiro · Luiz Furlan aposta em acordo parcial · Chances de acordo de tarifas suavizadas
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Pedro Pupulin tem mais informações sobre o encontro do cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo. E Pedro, boa tarde.
Oi, Fernando, boa tarde para você e para todos que nos acompanham na CBN. Pois é, o cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Kevin Murakami, evitou comentar nesta terça-feira em um evento na capital sobre a nova proposta de taxação dos norte-americanos contra o Brasil anunciada na semana passada. O assunto, no entanto, foi o mais comentado do evento entre economistas e empresários, mas sequer foi mencionado pelo cônsul, que deixou o encontro dizendo apenas que o mercado dos Estados Unidos está aberto para o capital brasileiro.
O empresário, organizador do evento e ex-governador de São Paulo, João Doria, avaliou essa postura do cônsul como um sinal de que os países estão longe de pôr fim a esta nova tensão econômica e diplomática. A gente separou um trecho.
Porque se ele tivesse expectativa, ele teria mencionado. Não há mal em se mencionar, não é um tema nem proibido, nem um tema pecador, é uma circunstância que neste momento motivou a decisão americana de retomar as sobretaxas. Então, um certo desconforto da diplomacia americana em relação ao posicionamento do governo brasileiro.
Para o ex-governador, a solução passa pelo reinício da conversa entre os países. Fernando, ele disse que aposta suas em fichas aí no chanceler Mauro Vieira, a quem atribui uma boa capacidade de diálogo, já que o caminho, segundo Doria, não é o confronto, se referindo a uma possível retaliação do governo brasileiro. Por outro lado, Fernando, a sensação aqui no evento entre a maioria dos demais economistas e empresários foi de otimismo, viu?
Ex-ministro do Desenvolvimento Luiz Furlan declarou que, na visão dele, há pelo menos 60% de chances de avanço nas negociações entre os governos brasileiro e americano. Vamos ouvir.
Eu diria que hoje há um 60% de chances de um acordo parcial de tarifas suavizadas. E vai haver uma troca de figurinhas. Agora tá na época do álbum da Copa, troca de figurinhas. Quem quer pôr restrição não põe prazo. Tudo vai ser resolvido.
Outros participantes do evento, representantes de grandes empresas, declararam, por exemplo, que as sobretaxas anunciadas têm impacto restrito, já que importações estratégicas como o café e a carne ficaram de fora da lista de produtos taxados. Agora, Fernando, para finalizar, é importante a gente ressaltar: a nova proposta de taxação de 25% dos Estados Unidos ao Brasil ainda não se concretizou. E tem uma lista com produtos pontuais a serem possivelmente atingidos.
O governo norte-americano deve bater o martelo até o dia 15 de julho, prazo final então para que o governo brasileiro consiga impor barreiras a essa medida. A gente segue acompanhando.