Episódios de Economia

Expectativa de queda da Selic perde força após alta das tensões externas e pressão sobre os juros dos EUA

08 de junho de 20264min
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O cenário para uma redução da taxa Selic no Brasil ficou mais difícil após o agravamento das tensões no Oriente Médio e a revisão das expectativas para os juros nos Estados Unidos.

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Participantes neste episódio3
C

Carol

HostApresentadora
D

Débora

Host
G

Gustavo Ferreira

ConvidadoEditor-assistente
Assuntos3
  • Polarização no Brasil e nos EUATensões no Oriente Médio · Donald Trump · Israel · Irã · Inflação nos EUA · Cortes de juros nos EUA · Alta de juros nos EUA · Dólar no Brasil
  • Expectativa do IbovespaProbabilidade de queda da Selic · Manutenção dos juros · Novas tarifas americanas contra o Brasil · Ibovespa · Dólar
  • Confiança no emprego e dados econômicosDados de inflação nos Estados Unidos · Dados de inflação no Brasil · Taxa de juros nos Estados Unidos · Taxa Selic
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?Voz 1

Valorinveste.com. Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Investe, já tá com a gente aqui no estúdio. Oi, Gustavo, boa tarde, tudo bem?

?Voz 2

Alô, alô, Débora, Carol e ouvintes. Boa tarde.

?Voz 1

Boa tarde. O que dizer para quem estava esperando uma queda de juros, hein, Gustavo? Descartada?

?Voz 2

Pois é, começo dessa sexta, dessa sexta não, quem dera, começo dessa 16ª semana de guerra com essa bomba aí no radar e trazendo incentivos contrários para investidores. Por um lado, o presidente americano Donald Trump entrou em choque com Israel. Motivo? Israel dificulta não só um acordo de paz com o Irã, mas inclusive a manutenção do atual cessar-fogo. Por outro lado, no entanto, preocupa o motivo por trás dos esforços de Trump pela paz: é a inflação.

Na esteira da escalada do petróleo lá nos Estados Unidos, antes da guerra se falava em cortes de juros, agora não se fala só em manutenção dos juros. Já se espera por alta de juros nos Estados Unidos no fim desse ano. Essa previsão por si só é um obstáculo para juros caírem aqui no Brasil. Quanto mais juros lá, mais difícil segurar dólares por aqui. Pois bem, por essas e outras, investidores estão revendo bruscamente o cenário para Brasil.

Há uma semana somente, o termômetro do Copom do Valor Invest apontava 74% de chances de a Selic cair dos atuais 14,5% ao ano, seguiria invadindo o segundo semestre em queda. Agora, a probabilidade de manutenção dos juros predomina acima dos 60% de chances. E o que aconteceu de lá para cá? Além da previsão de mais juros nos Estados Unidos, tivemos uma pitada de risco a mais: as ameaças de novas tarifas americanas contra o Brasil.

A pergunta em busca de resposta é: a média dos investidores ficou mais pessimista ou apenas mais realista bruscamente? A prova será tirada a partir desta quarta-feira, quando começam a ser divulgados novos dados de inflação nos Estados Unidos e aqui no Brasil. Hoje, sob pressão de mais juros no horizonte, o principal índice da bolsa, o Ibovespa, caiu 0,2%. Já o dólar subiu quase meio por cento, aos R$5,18, maior nível em pouco mais de 2 meses.

?Voz 1

Super quarta, dia 17, semana que vem, dia 17.

?Voz 2

Nessa quarta dá para falar que ela é quase super, porque alguns dados bastante relevantes vão ser divulgados nessa quarta.

?Voz 1

Então, portanto, dados de inflação, e na próxima quarta, dia 17, taxa de juros nos Estados Unidos, e aqui a nossa taxa do a nossa taxa Selic vai ser anunciada pelo Copom. Valeu, Gustavo, até amanhã.

?Voz 2

Até amanhã, convidando sempre acessarem o valorinveste.com.

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