Episódios de Economia

Diplomacia brasileira tenta adiar ou reverter aplicação de novo tarifaço dos EUA

04 de junho de 202612min
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Auxiliares do presidente Lula mudaram o discurso e passaram a afirmar que as medidas econômicas e a classificação de facções criminosas em organizações terroristas têm, no mínimo, o aval do presidente Donald Trump. Ouça esse e outros destaques do Jornal da CBN!

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Participantes neste episódio4
C

Cássia

HostJornalista
A

Ana Leoni

ReporterJornalista
S

Speaker C

Convidado
S

Speaker D

Convidado
Assuntos5
  • Tarifas Americanas BrasilDiplomacia brasileira · Donald Trump · Lula · Mauro Vieira · Jameson Grier · Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) · American Chamber of Commerce · Washington
  • Pressão dos EUA sobre Israel e LíbanoIsrael · Líbano · Estados Unidos · Donald Trump · Benjamin Netanyahu · Hezbollah · Irã · Guerra no Oriente Médio
  • Condenacao GolpistaJairinho · Monique Medeiros · Henri Borel · Tribunal do Júri do Rio de Janeiro · Morte de criança · Tortura contra criança · Coação no curso do processo · Misoginia
  • Preparação para o BrasileirãoSeleção Brasileira · Copa do Mundo · FIFA · CBF · Carlo Ancelotti · Marquinhos · Gabriel Magalhães · Egito
  • Delação Premiada Daniel VorcaroDaniel Vaccaro · Banco Master · Polícia Federal · Procuradoria-Geral da República · TV Globo
Transcrição9 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async
?Voz A

Ótimo dia para você que acompanha a partir de agora o Jornal da CBN, edição desta quinta-feira. Hoje é dia 4 de junho de 2026 e estes são os principais fatos do dia. O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou nesta madrugada o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, pela morte de Henri Borel. As informações completas sobre o resultado do julgamento, que durou 10 dias, ao vivo do Rio de Janeiro com Ana Paula Jaume. Bom dia, Ana Paula.

?Voz B

Oi, Cássia, bom dia para você. O Tribunal do Júri aqui do Rio de Janeiro condenou o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelo assassinato do menino Henri Borel em março de 2021, por um episódio de tortura contra criança e por coação no curso do processo. Ele foi absolvido em outras duas acusações de tortura. O júri também decidiu desclassificar a acusação contra a mãe do menino, Monique Medeiros, e considerar que ela deveria responder por homicídio culposo.

Diante disso, a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial à ré, afirmando que a morte do filho e os ataques sofridos ao longo dos últimos 5 anos já impuseram enorme sofrimento. Na leitura da sentença, a magistrada considerou que as acusações contra Monique são resultado de misoginia.

?Voz C

Se fosse o pai e não a mãe na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado, como é regra nos processos de igual natureza. É que o papel culturalmente reservado à mulher nos moldes patriarcais não só dela exige ser mãe, mas muito além, a mãe perfeita. Mãe suficiente não basta. Desde a investigação, Monique não mereceu o benefício da dúvida e ao longo do processo, embora fosse apontada como "mãe zelosa" e não ter sido acusada de infligir diretamente agressões físicas a seu filho, a revolta evoluiu rapidamente para franco massacre nas redes sociais, com ataques muito mais virulentos do que aqueles dirigidos ao autor direto.

?Voz B

A mãe do Henri foi condenada a 1 ano e 4 meses de prisão por omissão num dos episódios tortura. Como ela já tava presa há mais tempo que isso, a pena foi considerada cumprida. Assistência de acusação, composta por advogados do pai de Henri, Leniel Borel, acusa juíza de influenciar a decisão dos jurados para livrar Monique da condenação por homicídio doloso. Julgamento do caso foi o mais longo do estado do Rio de Janeiro, terminou por volta de 2 horas da manhã do 11º dia.

Os advogados de Leniel e de Jairinho disseram que vão recorrer. A gente lembra que o Henri Borel morreu em 8 de março de 21, no apartamento onde morava com a mãe, a Monique, também com o padrasto, na Barra da Tijuca, na zona sudoeste aqui da capital. Menino de 4 anos deu entrada no hospital com várias lesões internas e em parada cardiorrespiratória.

?Voz A

Cássia, muito obrigada. E as informações da Ana Paula Jaume, direto do Rio de Janeiro, às 6:06. A diplomacia brasileira tenta adiar ou reverter a aplicação de um novo tarifácio dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Somadas, as duas novas tarifas propostas alcançariam 37,5% sobre as produções nacionais. Auxiliares do presidente Lula mudaram o discurso e passaram a afirmar que as medidas econômicas e a classificação de facções criminosas em organizações terroristas têm, no mínimo, o aval do presidente Donald Trump.

Os diplomatas avaliam que as negociações Sobre o tarifácio de 25% sobre práticas econômicas consideradas injustas por Washington, são as que têm mais chances de avançar. Presidente Lula espera conversar com Donald Trump durante a reunião da cúpula do G7 na França, entre 15 e 17 de junho. O brasileiro também avalia enviar uma carta à Casa Branca. Nesta quarta, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o representante de comércio dos Estados Unidos, Jameson Grier, tiveram um breve encontro em reunião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE.

O representante americano afirmou que está aberto a dialogar com o Brasil sobre as tarifas adicionais. Para o diplomata Paulo Roberto de Almeida, a negociação será possível se houver uma coalizão entre a diplomacia e as entidades empresariais, que têm forte poder de pressão.

?Voz D

Vai ser resolvido tanto no plano diplomático quanto no plano das associações comerciais. American Chamber of Commerce no A Câmara de Comércio Americana em Washington e as associações empresariais. Esses caras vão se mobilizar porque eles têm dinheiro para pagar lobistas, advogados em Washington, que fazem pressão e vão mostrar que se o Trump ou o Jameson Gruff fizerem o que eles pretendem fazer, a vida para o consumidor americano vai ficar muito mais cara.

?Voz A

Na decisão mais recente, o escritório de representante comercial norte-americano propôs a aplicação de tarifas adicionais em mais de 80 países. Seriam afetados países como China e Rússia, além das 27 nações da União Europeia e aliados da gestão de Donald Trump, como Israel, Japão, Argentina e também o Reino Unido. No caso do Brasil, ficam isentos do imposto de importação de 25% produtos agropecuários, como carne bovina, café, frutas tropicais,, além de petróleo, minérios, terras raras, aviões, fertilizantes e produtos farmacêuticos.

O relatório norte-americano acusa o Brasil de prejudicar a concorrência ao punir plataformas de tecnologia dos Estados Unidos que descumprem ordens de remoção de conteúdo. Washington também alega que o Banco Central concede tratamento preferencial ao Pix, em detrimento de empresas de cartão de crédito. O governo americano contesta os acordos comerciais do Brasil com México e Índia, e aponta falhas históricas na fiscalização contra o desmatamento ilegal.

Washington critica ainda a falta de reciprocidade tarifária na importação do etanol e a lentidão excessiva no exame de patentes industriais no mercado brasileiro. A investigação havia sido iniciada em 15 de julho de 2025 por determinação do presidente Donald Trump. Agora são 6 horas e 10 minutos. Investigadores da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República analisam uma nova versão de delação premiada de Daniel Vaccaro, dono do Banco Master.

Segundo informações obtidas pela TV Globo, o documento foi entregue na segunda-feira pela defesa do banqueiro. Na terça-feira, o advogado fez um adendo ao documento apresentado no dia anterior. Uma reunião estava prevista para ontem, mas foi cancelada porque investigadores pediram mais tempo de análise. No mês passado, a Polícia Federal rejeitou uma primeira proposta de delação. Na ocasião, os investigadores reclamaram que o material apresentado pela defesa acrescentava pouco em relação ao que já foi levantado pela Polícia Federal.

Segundo os agentes, a impressão era que Ivorcaro agia para proteger pessoas próximas. O acordo segue sendo negociado com a Polícia Federal e com a PGR de forma conjunta. Agora são 6 horas e 11 minutos. Israel e Líbano vivem o primeiro dia do cessar-fogo assinado na quarta-feira. O acordo foi divulgado em nota pelo Departamento dos Estados Unidos, dois dias depois de negociações diretas entre diplomatas dos três países em Washington.

Presidente Donald Trump também conversou diretamente com o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu e representantes do Hezbollah, grupo armado libanês apoiado pelo Irã. Nos últimos dias, Trump chegou a confirmar que discutiu com o líder israelense. O americano chamou Netanyahu de "completamente louco" e afirmou que ele só não está preso por causa da gestão de Washington. O primeiro-ministro de Israel tem um mandado de prisão internacional expedido pelo Tribunal de Haia.

Pouco antes da divulgação do cessar-fogo, Netanyahu minimizou o atrito e, questionado sobre o Irã, não descartou a volta dos conflitos diretos. Tehran chegou a declarar que não assinaria um acordo de paz para encerrar a guerra com os Estados Unidos caso Israel seguisse com as operações no Líbano. Enquanto isso, Estados Unidos e Irã continuam trocando mensagens contraditórias sobre o fim definitivo do conflito no Oriente Médio.

O chanceler iraniano afirmou que os contatos de Teerã com Washington não foram interrompidos. Ele negou o progresso nas negociações, e disse que os dois lados estão estudando os textos que foram trocados. Do outro lado, Donald Trump sugeriu a existência de avanços nas conversas. A negociação em si está indo muito bem. Pode ser que não aconteça, mas se acontecer, pode acontecer durante o fim de semana. A indefinição sobre o destino da guerra continua provocando altas no dólar e no petróleo.

No Brasil, a moeda americana fechou em alta de 1,15%, cotada R$5,06. O número também reflete a proposição de novas taxas nos produtos brasileiros pelos Estados Unidos. O barril do petróleo tipo Brent, que é referência internacional, teve alta de 2% e ficou na casa dos US$98. Agora são 18:13. Brasil! Todo mundo é Brasil! A seleção brasileira continua a preparação para a Copa do Mundo em Nova Jersey. No segundo dia de treinos, integrantes de projetos sociais, crianças de uma escolinha e outros fãs também puderam acompanhar as atividades.

Atividade aberta ao público é exigência da FIFA para que as seleções promovam maior integração com a comunidade na qual estão baseados durante a Copa do Mundo. A situação contrasta com a postura privativa que a CBF decidiu adotar durante o Mundial. A organização reservou o hotel The Ridge, em Basking Ridge, exclusivamente para a seleção. Policiais na portaria impedem qualquer aproximação de torcedores. O mais próximo possível é à beira de uma estrada, sem contato visual nem com a fachada.

O mesmo ocorre no centro de treinamento do New York Red Bulls. Um esquema de segurança rigoroso impede que carros e pedestres subam a ladeira que dá acesso à entrada principal do CT. A CBF afirma não ter envolvimento no excesso de rigor no isolamento dos locais, mas confirma ter priorizado a privacidade dos jogadores. Durante o treino desta quarta-feira, o técnico Carlo Ancelotti esboçou algumas mudanças no time que vai enfrentar o Egito no último amistoso antes da Copa do Mundo.

Marquinhos e Gabriel Magalhães serão as novidades na defesa. Após a ausência diante do Panamá por causa da final da Liga dos Campeões. Ainda no setor defensivo, Douglas Santos deve assumir o lugar de Alexsandro. Lucas Paquetá e Igor Thiago, que entraram bem contra o Panamá, ficaram com as vagas de Mateus Cunha e Luiz Henrique. O duelo contra o Egito está marcado para sábado, às 19h, pelo horário de Brasília, em Cleveland. O Brasil estreia na Copa no dia 13 contra o Marrocos, In Nova York.

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