'Estamos de novo sob o ataque tarifário dos Estados Unidos', diz Miriam Leitão
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- Tarifas dos Estados UnidosNova ofensiva tarifária dos EUA contra o Brasil · Trabalho forçado · Barreiras comerciais · Legislação nacional contra trabalho forçado · Lista suja do trabalho escravo
- Comércio Internacional e TarifasGuerra tarifária global · Perturbação da economia global · Guerra produzida por Trump
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Dia a Dia da Economia, com Miriam Leitão. Boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde, Miriam.
Miriam, no encerramento do seu comentário de ontem, nós observamos que a gente voltaria a esse assunto porque esse assunto estaria em pauta por muito tempo.
Demorou um dia. Demorou um dia, não. Pior assim que agora toda madrugada você acorda de manhã para ver meus contatos com Bom Dia Brasil, com, né, eu já vou falando os comentários, comentários cedo do Jornal da CBN, e já é mensagem assim, ó, veio outra, veio outra medida, né? Essa semana é hoje, então essa madrugada foi a do trabalho forçado. E aí a gente tá voltando o assunto já numa nova etapa, né?
Uma segunda etapa do assunto, mais União Europeia, né?
É, na verdade é o seguinte, eles estão, são 60 países E eles botaram, por exemplo, Noruega, Japão. E do que eles estão falando quando fala trabalho forçado? Noruega não vai ter trabalho forçado, né? O que eles estão falando é que não é legislação nacional contra o trabalho forçado, que o Brasil tem uma boa legislação, ele tem uma boa fiscalização, tem um grupo de trabalho que cuida desse assunto, é um grupo móvel que faz fiscalização e tem a lista suja do trabalho escravo.
E várias punições. E evidentemente que acontece sim, mas está sendo combatido. E acontece porque a gente tem noticiado, a gente noticia sempre, cada vez que acontece, mas tem fiscalização e tem repressão a isso. Mas o que eles estão exigindo é que tenha uma legislação eficiente contra o trabalho forçado em outros mercados, ou seja, os países com os quais o Brasil transaciona e que pode eventualmente mandar componentes para produtos que a gente faça aqui para vender para os Estados Unidos, não pode ter trabalho escravo.
Então é muito mais difícil fazer essa comprovação. Mas os Estados Unidos, quer dizer, isso é o que que ele, o que que acontece aí? Primeira informação que eu até falei hoje cedo no Jornal da CBN é que as duas tarifas acumulam, né? Portanto, não é 25, incluindo esses 12,5 de hoje. É a soma dos dois, né? Então são duas punições. O que que eles estão querendo fazer com isso? Estão querendo substituir as tarifas do ano passado. O ano passado eles deram uma tarifa de 10 para todo mundo, depois fizeram mais uma diferenciada para nós, foi 40.
Então ao todo deu 50. E essa tarifa do tarifácio do ano passado foi derrubada Primeiro foi negociado, o Brasil negociou, negociou exceções, negociou redução, teve conversa do Lula com Trump, do vice-presidente Geraldo Alckmin, que teve, comandou delegação de empresários, gente que foi aos Estados Unidos, enfim, ao fim e ao cabo aquilo foi sendo retirado, alguns produtos foram retirados e depois caiu na justiça. O que eles estão querendo fazer agora é Dado que aquela caiu na justiça, não pode ter, porque a justiça considerou ilegal, eles estão querendo fazer o mesmo efeito econômico, ter as mesmas tarifas, mas indo pela legislação ordinária, que é a legislação da 301, da lei de comércio.
Como eu disse ontem, essa é mais perigosa por isso, porque é muito mais difícil derrubar na justiça quando ela for aplicada. Ela é mais robusta do ponto de vista legal, essa medida.
Sardenberg, É, e foram vários países, a China já reclamou, Comissão Europeia também já reclamou, porque como você disse, né, a Noruega, por exemplo, ele pode dizer que a Noruega produz com insumos importados de países onde há trabalho forçado, né, essa é uma interpretação ampla. Agora, as isenções foram mantidas, né, Miriam?
As isenções foram mantidas, mas nada resolve, né? Isso é uma nova, é uma nova, novo ataque tarifário que o Brasil tá enfrentando. E tá enfrentando num contexto que é impossível se desvincular da questão política, né? O senador Flávio Bolsonaro tinha ido lá quando começou a ser anunciada essas questões. Havia uma expectativa no governo que fosse demorar um pouco mais, tanto essa quanto as outras. Eu tenho conversado com negociadores brasileiros que estão na seguinte situação: continuaremos negociando, continuaremos indo, mas No caso do Brasil, chegou na hora das alegações finais, né, pelo menos naquela de ontem, porque já se passou um ano, né.
Foi anunciada, a investigação foi aberta em julho do ano passado, e em julho desse ano será então decretada. Eles vão lá, mas eles já foram, já foram, já levaram, levaram comissões de alto nível com vice-ministros, já levou embaixadores, já levou empresários, empresários já contrataram advogados atuaram bastante nas brechas da lei, na defesa. E agora vai ter de novo uma audiência pública, mas já teve audiência pública. Essa é uma outra audiência pública nessa nova etapa, após o escritório comercial da Casa Branca dizer que ele recomenda 25% naquele caso e 12,5% neste caso.
Então nós estamos de novo sobre o ataque tarifário dos Estados Unidos, que perturba assim a economia, cria dificuldade, mesmo tendo exceção, tem barreiras ao comércio, é barreiras ao comércio, é muitas empresas vão enfrentar a dificuldade no seu dia a dia. É um problema a mais na economia brasileira, Sardenberg.
Na economia brasileira, na economia mundial, né? Porque as bolsas já estão caindo porque a guerra tarifária global já aparece de novo, né?
Pois é, pois é. E como se a gente já precisasse de novo fator de perturbação da economia global, porque a guerra que Trump produziu, criou ele com Netanyahu, já produziu um estrago enorme. O ano não é como o ano seria em nenhuma economia do mundo. Nós sabemos exatamente como é a nossa história da economia desse ano, mudou. E agora tem mais essa perturbação, né? Mas é uma, um novo furor tarifário do governo Trump.
Então, obrigado, Miriam. Até amanhã.
Até amanhã. Até amanhã nada, tô feriado. Ah, feriado amanhã, vai dar bom. Até segunda-feira, Miriam. Até mais. Tá bom, gente, qualquer momento, edição extraordinária. Se surgir tarifa nova, a gente te liga. Meu Deus. Então tá, até mais. Então tá, tchau.
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