Governo reage com indignação a possível novo tarifaço dos EUA e ameaça retaliar
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Dario Durigan
Geraldo Alckmin
- Investigação EUA contra BrasilAcusações de práticas comerciais desleais · Ameaça de taxar exportações brasileiras · Defesa do Pix · Lei da Reciprocidade · Jair Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Donald Trump · Lula
- Geraldo Alckmin - CandidaturaIndignação com medida dos EUA · Falsos patriotas sabotadores
- Relações Comerciais Brasil-BolíviaSuperávit comercial favorável aos americanos · Cumprimento das leis anticorrupção · Redução do desmatamento · Barreiras às big techs
- Candidatura de André do Prado em SPMedida mais política do que técnica · Pix fora de negociação · Família Bolsonaro culpada pelo episódio
- Lula e Donald TrumpTentativa de acordo sem novas tarifas · Prazo para encerramento da investigação
- Comércio Internacional e TarifasMáquinas · Plásticos · Produtos de madeira · Calçados · Ferro fundido · Peixe e crustáceos
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O governo brasileiro reagiu com indignação ao relatório preliminar do governo dos Estados Unidos que acusa o Brasil de práticas comerciais desleais e ameaça taxar as exportações brasileiras em 25%. Em nota oficial divulgada agora há pouco, o Palácio do Planalto afirmou que não há justificativa para possíveis sanções econômicas americanas e defendeu sistemas nacionais criticados na investigação, como o PIX. O governo acusa membros da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, como pré-candidato a presidente, senador Flávio Bolsonaro, de interferência política e de agirem para motivar a investigação em Washington, como foi o caso da visita a Trump na semana passada.
Na defesa, o governo argumenta que a relação comercial é amplamente favorável aos americanos, com superávit, e também afirma que o país cumpre as leis anticorrupção, vem reduzindo desmatamento e não impõe barreiras às big tech dos Estados Unidos. Apesar das críticas, o governo informou que os presidentes Lula e Donald Trump seguem em negociação direta para tentar encerrar a investigação até o dia 15 de julho e entrar em um acordo sem a criação de novas tarifas.
Essa expectativa do governo, caso os Estados Unidos decidam impor sanções comerciais de forma unilateral O Brasil ameaça usar a lei da reciprocidade, que foi aprovada no Congresso no ano passado, para retaliar os Estados Unidos de forma proporcional. Agora pouco, aqui na Vice-Presidência da República, o vice-presidente Geraldo Alckmin disse que o governo recebe com indignação essa medida dos Estados Unidos e que é totalmente descabida, e que o governo Lula vai trabalhar para que ela não ocorra.
E chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de falsos patriotas que colocam os interesses eleitorais acima do público. Vamos ouvir.
Totalmente descabida a recomendação, e o governo presidente Lula vai trabalhar para que ela não se converta, para que ela não ocorra. Aliás, o presidente Lula sempre tem dito: não tem tema proibido, e o caminho é o caminho do diálogo. Aliás, que já vinha ocorrendo, mas sempre que o diálogo avança, infelizmente, falsos patriotas sabotadores prejudicam, colocam seus interesses pessoais e eleitorais acima do interesse do país e do interesse público.
Bom, vice-presidente disse que o dia, o diálogo ocorre, é permanente, e que vai trabalhar até o dia 15 de julho, e também espera mobilização do setor privado para converter essa medida em um ganha-ganha. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio disse que caso essas novas tarifas sejam aplicadas, pode atingir 21% do que o país exporta para os Estados Unidos, como por exemplo máquinas, plásticos, produtos de madeira, calçados, ferro fundido, peixe e crustáceos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que é uma medida mais política do que técnica essa. E que o PIX está fora de negociação, que vai ser protegido e está fora de questão. E culpou também a família Bolsonaro pelo episódio.
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