Cerca de 21% das exportações brasileiras aos EUA podem ser impactadas com tarifa de 25% proposta por Trump
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Débora
Igor Cardim
Márcio Elias
Speaker D
- Taxa das blusinhasExportações brasileiras impactadas · Práticas comerciais do Brasil · Comércio digital · Sistema de pagamentos · Propriedade intelectual · Etanol · Combate à corrupção · Desmatamento
- Tarifa dos EUA sobre carros da UECarne bovina · Café · Suco de laranja · Aeronaves e peças · Petróleo · Minérios · Terras raras
- Impacto EconômicoConfederação Nacional da Indústria (CNI) · ANCHAM Brasil · Associação Brasileira das Indústrias de Pescados · Setor calçadista · Márcio Elias · Geraldo Alckmin
- Comércio Internacional e TarifasMáquinas e equipamentos · Ferro fundido · Peixes e crustáceos
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Viva Voz de volta. Igor Cardim em Brasília tem mais informações sobre o impacto econômico do tarifácio se ele vier a valer. A gente lembra que o Brasil tem até 15 de julho para tentar barrar as novas tarifas de 25%, mas e aí, se não conseguiu, o que que pode acontecer, Igor?
Débora, cerca de 21% das exportações brasileiras aos Estados Unidos serão impactados. Então, se o governo brasileiro e o governo americano não chegarem a um acordo para tirar ali essa tarifa adicional de 25% proposta pelo governo norte-americano. Apesar desse impacto potencial, uma extensa lista de exceções foi divulgada pelo escritório do representante do comércio dos Estados Unidos, preservando produtos estratégicos para a pauta exportadora brasileira.
Isso de acordo com o vice-presidente Geraldo Alckmin. São itens como a carne bovina, café, suco de laranja, aeronaves e peças, além de petróleo, petróleo, minérios e também das terras raras. O relatório diz que as práticas adotadas pelo Brasil em áreas como comércio digital, sistemas de pagamentos e também combate à corrupção, assim como desmatamento, prejudicam o comércio dos Estados Unidos. E aí, como vocês trouxeram, o governo americano abriu essa fase de consulta pública antes de definir as sanções no dia 15 de julho.
A Confederação Nacional da Indústria, a CNI, alertou que essa medida pode elevar então os custos, reduzir a "atividade" e afetar cadeias produtivas nos dois países, defendendo a continuidade das negociações bilaterais. A ANCHAM Brasil ressaltou que a proposta ainda é preliminar e que existe uma janela para negociações antes da decisão final e defendeu também o diálogo entre os empresários brasileiros e norte-americanos. Algumas associações se manifestaram ao longo do dia, entre elas a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados, que pediu que os pescados brasileiros, assim como os crustáceos, também sejam excluídos de eventuais medidas tarifárias, argumentando que o setor não está entre os alvos da investigação americana.
O setor calçadista também manifestou preocupação com esta proposta. Mais cedo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias, disse que a medida pode afetar empregos ligados aos setores no Brasil.
Nós temos cerca de 54% do que nós exportamos para os Estados Unidos livre do tarifácio, 25% na seção chamada Seção 232, e 21% é que ficaria exposto se essa recomendação se convertesse. Os setores mais atingidos seriam de máquinas, de equipamentos, o que tem valor agregado e traz muito prejuízo para emprego, para renda, para as indústrias, ferro fundido e peixes e crustáceos. Essas são as áreas mais expostas se essa proposta se convertesse em tarifas, coisa que a gente Acredito que não vai ocorrer.
O ministro citou ainda os setores industriais e manufatureiros que não foram incluídos na lista de exceções e estão entre os mais expostos ao tarifácio, também podem ser atingidos mesmo não sendo impactados por essa tarifa adicional. Débora.
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