Episódios de Economia

Proposta de novo tarifaço: ‘tem espaço ainda para uma negociação técnica’

02 de junho de 20266min
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Carlos Alberto Sardenberg faz uma análise da investigação dos EUA contra o Brasil que propõe um novo tarifaço de 25% sobre mercadorias brasileiras. Comentarista cita produtos que ficaram de fora da lista. Ele explica que as isenções foram propostas para proteger a economia americana. Sardenberg destaca que ainda tem prazo para discussão. Ouça.

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Participantes neste episódio3
C

Cássia

HostJornalista
M

Milton

HostJornalista
C

Carlos Alberto Sardenberg

ConvidadoJornalista
Assuntos3
  • Tarifas Americanas BrasilProposta de tarifa de 25% · Exceções para produtos brasileiros · Carnes · Café · Aviões da Embraer · Suco de laranja · Minério de ferro · Cobre · Alumínio · Produtos químicos e farmacêuticos · Tecnologia · Circuitos integrados · Etanol
  • Negociações PolíticasPrazo para discussão · Dificuldade em separar política e técnica · Governo Lula · Governo Trump
  • Reação de Elon Musk a crítica do BrasilCrítica ao Supremo Tribunal Federal · Derrubada de redes sociais
Transcrição18 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Tem coisa melhor do que uma pausa no seu dia para apreciar um café? Passe no Pão de Açúcar mais próximo. Ou acesse o app e descubra uma seleção de aromas, origens e sabores especiais. Tudo de café do clássico ao importado está no Pão. Linha Aberta. Com Carlos Alberto Sardenberg.

Muito bom dia para você, Carlos Alberto Sardenberg. Muito bom dia, Milton, Cássia. Bom dia, Carlos Alberto. Sardenberg, vamos olhar para esse anúncio do governo americano em relação às investigações na sessão 301 e o risco de mais um tarifaço.

Eu queria destacar dois pontos aqui. A proposta, é uma proposta ainda do Secretário de Comércio dos Estados Unidos, que seria equivalente ao nosso Ministério do Desenvolvimento e Comércio.

para taxar produtos brasileiros em 25%. Mas eu queria primeiro começar com as exceções. As exceções abrange aí uma lista de 1.600 códigos tarifários, e são muitas designações técnicas e tal, mas o que importa é que vários produtos brasileiros que vão para os Estados Unidos ficaram de fora.

dessa tarifa, como por exemplo as carnes que o Brasil exporta bastante para os Estados Unidos o café ficou fora inclusive depois chás e coisas assim avião avião era avião contencioso

importante com aviões lá nos Estados Unidos, mas os aviões da Embraer, basicamente, estão fora da lista de tarifácio. Suco de laranja, que é um produto muito importante no Brasil também. Frutas, que são importantes também, binérios e combustíveis.

também foram isentos da minério de ferro, por exemplo, cobre, alumínio, produtos químicos e farmacêuticos também foram, e tecnologia, produtos de tecnologia e alguns produtos eletrônicos, como circuitos integrados, por exemplo, coisas assim.

É óbvio que essas isenções foram propostas, os Estados Unidos colocam essas isenções para proteger a economia deles. São produtos essenciais, quando a gente fala que são produtos essenciais, são produtos essenciais para a economia americana. E é fora isso, tem claro os produtos que entrarão.

na lista de tarifados. E também dos produtos que estão na lista de queixas dos Estados Unidos. Eu vejo aqui que tem muita coisa que dá para negociar. Por exemplo, a tarifa sobre o etanol.

O Brasil exporta etanol para os Estados Unidos e importa etanol. Aí é uma coisa que ainda dá para negociar. Redução de tarifas, por exemplo, cotas e tal, ainda dá para negociar. Agora, tem pontos que não dá para negociar, como, por exemplo, a questão do PIX. Não existe a menor possibilidade do governo brasileiro voltar atrás no sistema de pagamentos que é tão popular.

e que foi amplamente adotado pela economia brasileira. Mas há outros pontos que haveria ainda pautas de negociação. O importante aqui no caso é que, acho que são duas coisas, primeiro, que as negociações...

do governo do Lula com o governo Trump, não deram muito certo, quer dizer, não avançaram. O governo americano fala de várias negociações que estiveram em andamento, que se reuniu com representantes do governo brasileiro, o Trump se reuniu com o Lula e tal, mas que mesmo assim os americanos acham que deviam impor essas restrições a determinados produtos brasileiros e a determinadas práticas brasileiras.

Eles têm uma crítica, por exemplo, ao Supremo Tribunal Federal, ali dentro, quando fala que o Supremo Tribunal Federal derrubou... Redes sociais, né? Redes sociais. Derrubou redes sociais de determinadas pessoas, que são pessoas americanas ou...

cidadãos americanos ou que têm interesse, empresas que são americanas. É uma crítica ao Supremo Tribunal Federal e essas medidas que derrubaram várias redes. O fato é o seguinte, tem prazo ainda para discussão,

E, talvez, como que fosse mais importante, é o mais difícil, que seria fazer a negociação a nível técnico e tirar de lado as questões políticas. Mas parece que isso vai ser difícil de ser feito se não foi conseguido até agora. O Brasil vinha de uma negociação técnica com os americanos. E a negociação técnica resultou essa que nós estamos vendo agora.

Mas vai ser impossível você escapar de uma discussão política e que vai ser uma discussão política local. Enfim, esse é o ponto. Eu acho que tem espaço ainda para uma negociação técnica, mas tem pontos que simplesmente não poderão ser negociados nem discutidos. Mas há vários outros que podem ser ainda conversados. A questão é ver se a política vai deixar que isso aconteça. Milton e Cássia.

Muito obrigado e um bom dia pra você. Até logo mais, né? O meio-dia. Até logo mais. Até mais tarde. Até mais tarde.

Olá, aqui é a Ana Paula Padrão. E como empreendedora, eu recomendo a Claro Empresas. Se você é micro, pequena ou média empresa e quer ir ainda mais longe, bora com a Claro Empresas. Soluções completas e inovadoras para transformar o seu negócio. Saiba mais em 0800-720-1234 ou acesse claroempresas.com.br Claro Empresas. Bora fazer juntos.

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