Episódios de Economia

Como estacionamentos passaram a fazer parte da estratégia de mobilidade urbana

30 de maio de 202625min
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No Mundo Corporativo, Mílton Jung conversa com Thiago Piovesan, CEO da Indigo no Brasil.

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Participantes neste episódio2
M

Milton Jung

HostJornalista
T

Thiago Piovesan

ConvidadoCEO da Índigo no Brasil
Assuntos2
  • Estacionamento e Serviços RelacionadosEstacionamento como negócio maior · Estacionamento como ponto de serviço e experiência · Estacionamento como parte integrante do empreendimento
  • Tecnologia e Inovação em ServiçosAutomação e atendimento remoto · Inteligência artificial na gestão de estacionamentos · Previsão de ocupação e precificação dinâmica · Digitalização e uso de dados
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Olá, tudo bem com você? Seja muito bem-vinda, seja muito bem-vindo a mais um capítulo do Mundo Corporativo, que hoje se dedica a falar em soluções para atender pequenas e médias empresas, estratégias de negócio e mobilidade urbana.

O nosso convidado é Thiago Piovesan, CEO da Índigo no Brasil, empresa que atua no setor de estacionamento. Thiago Piovesan, muito obrigado pela sua gentileza de ter aceitado o nosso convite aqui no Mundo Corporativo. Um bom dia para você. Bom dia, Milton. Bom dia a todos os espectadores. Obrigado pela oportunidade de poder compartilhar um pouquinho do nosso dia a dia aqui.

Tiago, durante muito tempo se imaginava estacionamento como um terreno baldio aberto para colocar o carro lá dentro. Em que momento vocês perceberam que havia ali um negócio muito maior do que guardar carros? Perfeito, meu. Bom, talvez para começar isso aqui, antes de chegar em Brasil, eu falo da Índigo no Mundo. A companhia existe há mais de 50 anos, sede em Paris, então gestão de mobilidade e estacionamento já começa de longa data de lá, né?

No Brasil, eu acho que a gente ganhou um profissionalismo e uma demanda um pouco maior de uns 20, 30 anos para cá. E hoje em dia ele tem se reinventado todo o tempo, com essa mudança, com essa dinâmica da mobilidade causada por questões até planejadas e outras nem tanto, como foi a Covid, como é, tantas outras interferências que a gente tem. O estacionamento tem ganhado um papel e uma necessidade de se reinventar a todo momento, como você falou muito bem.

Ele começa há muito tempo lá atrás como um ponto final de jornada esquecida, um local para simplesmente acolher ou receber um carro, e hoje ele passa a desempenhar um papel que eu diria básico de ser muito além do que isso, ou um ponto intermediário, ou um ponto de serviço, mas principalmente um ponto complementar de experiência.

para o usuário que vai frequentar e vai utilizar ele. Me ajuda a entender que ideia é essa da experiência do cliente num espaço como este. Perfeito. O estacionamento ganhou um protagonismo de se conectar muito fortemente com o propósito do empreendimento que ele está. Por duas grandes vertentes, Milton. Primeiro, pela necessidade de oferecer uma jornada integrada, completa e conforme com o propósito do empreendimento.

Deixa eu tentar materializar isso. Quando você vai em um hospital, por exemplo, um hospital famoso, enfim, você vai esperando uma experiência de alto valor, de alto atendimento, uma coisa bastante elevada. Se o estacionamento não possibilita essa experiência desde a sua chegada, que é o primeiro ponto de contato que o usuário tem com aquele local, você cria já uma quebra de expectativa, um ambiente de chegada muito diferente. E a saída é a mesma coisa.

Então, do ponto de vista de experiência do usuário, o estacionamento precisa se colocar como parte integrante daquele local onde ele vai visitar e oferecer tanta comodidade, tanta experiência, tanta complementariedade quanto o propósito principal, que seja um hospital, seja uma arena, seja um aeroporto, seja um evento, ou até mesmo...

universidade, shopping center, por exemplo. Você citou aqui alguns espaços, falou em hospital, shopping, aeroportos, parques. Há diferenças enormes em operar estacionamento nesses ambientes? O que muda no comportamento do consumidor? Cada local tem a sua necessidade. Eu gosto de dizer que uma operação de estacionamento precisa ser dinâmica e precisa estar intimamente conectada com o local. Então, por exemplo, uma equipe...

que hoje opera um hospital, seja em Sírio-Libanês, Einstein, Agator, Oswaldo Cruz, alguns de nossos clientes, por exemplo, ele precisa ter uma capacidade de acolher o usuário de uma maneira totalmente conectada com o hospital. Ou seja, a gente não sabe quem está chegando ali, se está chegando para receber um filho, um parente, se está indo para se despedir de alguém.

Então, esse tato, esse feeling, essa necessidade de conseguir perceber e receber bem o usuário, ele é fundamental. O que, por exemplo, em operações onde a gente tem hoje um predomínio do digital, e aí eu vou pegar recentemente a Arena do Mineirão, onde a gente assumiu, e hoje mais de 95% dos usuários que vão lá são totalmente digitais em termos de contato, ou seja, faz a reserva antecipada.

chega, entra na cancela, sai na cancela, sem ter contato necessariamente com alguém de estacionamento. Esse é o tamanho da diferença entre a capacidade e o skill que a gente tem que ter de cada equipe para atuar em diferentes segmentos, poder responder de novo, de acordo com a necessidade do local, se adaptar à cultura do local, ao modelo de trabalho, para que a gente possa ser mais um ponto de contato complementar.

a jornada completa do cliente. Geralmente só se fala desse serviço quando alguma coisa dá errado. Aliás, não é uma característica só desse serviço, dos serviços de uma maneira geral. Quando é que o cliente percebe um bom estacionamento? Eu gosto de dizer que o estacionamento é aquele que ele é democratizado, ele é democrático com todos os públicos. O bom estacionamento é aquele que tem vários diferentes estacionamentos dentro do mesmo local.

Então, acho que o público primeiro começa a perceber uma experiência mais completa e mais satisfatória.

quando ele encontra no estacionamento exatamente a relação de experiência, de custo financeiro e de recebimento. Então, quando você tem uma prestação de serviço que completa com isso e que tem um valor justo na contrapartida e que tem segurança e que tem recepção, você tem ali uma satisfação maior. Eu acho que o que a gente não quer? Trânsito fechado, fila na entrada, cancela que não funciona.

ticket que eventualmente não é reconhecido, quando você precisa de algum apoio, não tem ninguém para dar suporte. Então, acho que o bom estacionamento é aquele que, de novo, consegue passar, na maior parte das vezes, desapercebido quando esse é o papel dele, em algumas operações, mas quando ele precisa estar presente, ele praticamente não é percebido como estacionamento, ele é percebido como parte...

da operação natural daquele local. Enquanto você respondia, eu ficava pensando aqui como é comum, às vezes, você ouvir vamos a tal lugar, lá é fácil de estacionar. Quer dizer, isso passa a ser um diferencial, então, né? Com certeza. Eu gosto de comparar, Milton, com... Vamos pegar aqui restaurante, né? Hoje, facilmente, você deixa de frequentar um restaurante, por mais que a comida seja, enfim, de alto nível, por mais que o local tenha...

seja agradável, enfim, de ficar, mas se você não tem uma experiência de chegada do mesmo nível, se você não tem um atendimento, isso não só pela recepção do restaurante, mas eventualmente também pelo estacionamento, eu diria que com muito risco esse local pode estar perdendo a recorrência do cliente, justamente por essa experiência tão diferente do restante dela. Ao contrário, é a verdade. Quando você consegue oferecer uma chegada...

completa e de qualidade, que esteja conectada com tudo, ele é capaz de eventualmente até ajudar a complementar alguma experiência que dentro não tenha sido tão prazerosa ou tão no nível da expectativa, mas a jornada foi tão inteira, foi tão completa e foi tão uniforme que o estacionamento consegue, sem às vezes a gente ter consciência, mas contribuir para essa formação de valor e, eu diria, fidelização dos clientes. Então ele é super importante, porque, como você falou,

Ou ele passa desapercebido e ele é um complemento e você nem percebe que ele está lá, mas você sente a jornada inteira completa e de bem e de sucesso, ou ele acaba tendo um protagonismo negativo que influencia na decisão de voltar. Por isso o papel dele é tão importante e tão indireto e diretamente responsável pela performance do próprio empreendimento. Muitas vezes o ticket do restaurante, do hospital, da arena, é difícil fazer essa conexão, mas ele é totalmente afetado.

por essa experiência que tem de chegada, mas tão importante quanto a de saída também. Não adianta nada a gente receber bem o cliente se na hora de sair também, no finalzinho da experiência, isso for uma dor ou for uma fricção. Ao desenhar esse novo modelo de operação, o que vocês já descobriram sobre o pequeno e médio empresário brasileiro? Que o estacionamento nunca teve um protagonismo, nunca foi pauta da agenda estratégica deles, e a gente até entende o porquê, mas que esse é um erro.

principalmente porque a primeira reação é, pô, aquilo ali é um local voltando às origens do acionamento, aquilo é um terreno para colocar carro, empilhar carro, e que não me dê dor de cabeça. No final do dia, esse é o maior desejo da maior parte. Só que quando a gente olha que hoje a gente tem demanda de carregadores elétricos, porque a frota elétrica ou híbrida está aumentando, que você tem níveis de serviços agregados pela nova gestão de mobilidade, ou seja, last miles, algum tipo de entrega local,

conceitos de cidade de 15 minutos, que é aquela cidade que consegue, num raio de 15 minutos, oferecer praticamente todos os serviços que os seus habitantes precisam, o estacionamento pode ser um polo gerador de serviços. Então, quando você começa a olhar com esse olhar, primeiro, financeiro, de poder trazer uma solução, alavancar uma receita, trazer uma mídia, fazer uma promoção, você já tem uma perspectiva diferente. Quando isso é conjugado,

com uma experiência diferente e melhor para o usuário, quer dizer, eu ainda posso, além de ter uma remuneração diferente, eu ainda posso propiciar uma experiência, uma satisfação do meu cliente maior, porque, de novo, ele vai ter toda a inovação para poder, desde a sua chegada até a sua saída estar integrado. Então, não tem, de verdade, não tem motivo para a gente não ter um olhar estratégico para esse tipo de empreendimento. Se a gente voltar um pouco, só para contar um pouco de história.

Acho que o segmento de shopping centers fez uma transformação, uns 20, 25 anos atrás, muito nessa linha. Quando a gente olhava os shoppings antigos, ou naquela data, o estacionamento, provavelmente, muitos não cobravam, era uma área ali pouco explorada, com medo de segurança, não tinha uma atenção privilegiada, não tinha serviço agregado, enfim, conceitos antigos. Hoje, o estacionamento de um shopping center...

é completamente parte do plano de negócio, seja de um novo shopping ou de um shopping existente. Você não tem como conceber um estacionamento, um shopping, sem passar pela experiência e pela remuneração do seu estacionamento. Então, ele passou a ganhar esse protagonismo estratégico pelo valor que, enfim, seus empreendedores perceberam. Essa é a transição que a gente quer promover no mercado brasileiro, trazer exatamente um pouco dessa percepção.

Não é cobrar por cobrar, é cobrar exatamente por trazer experiência complementar. E, de novo, ter um estacionamento que consegue se ajustar a todos os desenhos. Supermercado, por exemplo, que é um cenário que a gente pode discutir, tem aquela preocupação por se eu cobrar e eu vou jogar ele para o meu concorrente, porque ele não cobra ali. Mas se você vai para consumir, se você vai para utilizar, de fato, para o empreendimento principal...

Você não precisa cobrar o acessão mesmo, você pode oferecer como uma experiência, mas ele precisa estar de novo conectado. O modelo que vocês desenvolvem no campo também da automação, atendimento remoto, vocês trabalham com inteligência artificial também? Já aplicam inteligência artificial nas operações? Já, no início ainda, a gente tem muita coisa para explorar de inteligência artificial, mas com certeza, vou citar, a gente já começou a aplicar inteligência artificial.

especialmente no segmento de aeroportos, já fazem quase dois anos. O que consiste a inteligência nessa área do business, do segmento de aeroportos? A gente tem nos aeroportos uma sazonalidade natural, período de férias, enfim, cada cidade tem a sua sazonalidade por diferentes propósitos. Você tem os estacionamentos off-site, ou seja, ao redor do estacionamento oficial do aeroporto. Você tem influência de...

mobilidades por aplicativo, você tem influência na cidade de eventos que a cidade está recebendo, seja, enfim, shows de curta duração, eventos de longa duração, feiras, você tem condição de tempo, chuva, frio, enfim, você tem uma série de premissas que estão ali presentes.

que impactam na motivação, obviamente você tem o preço do estacionamento, mas que impactam na motivação e na decisão do usuário de usar aquele recurso, aquela solução naquele momento. A nossa ferramenta consegue mapear tudo isso em perspectiva, olhar para o histórico e construir o que a gente chama uma combinação desses fatores e dizer, olha...

Gestores, a gente não vai mudar a premissa, mas olhando a perspectiva de todas essas variáveis aqui, a sugestão é que, por determinadas condições, nas próximas três semanas você incentive uma estadia de longa duração, de mais de quatro dias, porque tem um público para isso.

você incentive um estacionamento, uma área mais premium, porque você vai receber clientes que têm um pouco desse desejo, você incentiva algum bolsão econômico, você baixa um pouco a tarifa, enfim, ele vai te propor uma série de variáveis para serem decididas pelas gestões, gestões do aeroporto com a gestão de estacionamento, e tomar a sua decisão, e a partir dos canais digitais...

oferecer esse combo customizado, não só para o usuário final, que acaba recebendo uma oferta e uma opção que vai ser muito mais alinhada àquele momento, e também para o estacionamento, que consegue se preparar melhor para isso. Então, você consegue saber antecipadamente se vai ter uma ocupação de 30%, de 50% ou de 100% para ter uma estrutura local adequada.

completa, do tamanho e da forma que essa operação está desenhada para acontecer. Então, eu acho que é um ganha-ganha na gestão, na eficiência, mas principalmente também para o usuário que acaba tendo uma... assim, sem saber, acaba tendo opções que a ferramenta de IA já está nos ajudando a construir. O segredo aqui é...

levar esse conceito para outros segmentos, porque para cada um deles você tem que customizar essas variáveis de maneira que elas representem fielmente o que de fato importa para quem decide ir lá ou não. Então a gente está agora num processo de rollout. Mas esse é um item bacana, só para não desconectar. Esse é o tamanho da dinâmica que um estacionamento tem que ter. Eu acho que foi o tempo em que alguém pensou, olha, bota o estacionamento lá, 200 vagas.

cobra 10 e deixa ver como é que vai acontecer, deixa rodar, a cada final de mês a gente olha como é que foi o resultado. Se a gente não tiver um olhar estratégico, alguém que consiga ver de uma maneira completa essa experiência, esse dinamismo, preparar a estrutura, customizar ela, transformar ela para diferentes momentos e públicos, você tem um estacionamento estático e um desenho antigo ainda de conceito.

hoje a gente não tem mais espaço para isso, quem quer de fato trazer para o estacionamento uma experiência que seja diferente dessa do passado que você comentou muito bem no início do nosso bate-papo. Com toda a automação hoje que já existe, muitas vezes o aplicativo no telefone celular, se acessa, se paga, a tendência é que cada vez menos estacionamento, tem pessoas trabalhando? Para alguns segmentos sim, para outros não, mas eu acho que de maneira geral é uma tendência sim.

Quando a gente olha, talvez eu tenha que dividir duas operações. Uma que é o conceito de valet, onde são estacionamentos manobrados. Aí não tem forma, a gente até pode pensar em robôs fazendo isso, fazendo as manobras, já é uma realidade tecnológica, especialmente lá fora, mas economicamente ainda é bastante inviável. Eu acho que tem tendências para isso acontecer, mas enfim, é um outro cenário.

De outra maneira, o que a gente vê é um pouco da adaptação do digital, da inovação, da reserva da conectividade, do uso de dados, para que a gente tenha, eu não diria menos pessoas, mas eu acho que a gente tenha as pessoas fazendo ou desempenhando um papel mais alinhado com esse foco estratégico do business, pensando um pouco mais a operação e as transformações que precisam fazer. Então, a gente viu isso um pouco depois da pandemia, por necessidade.

O cenário antes de pandemia, em termos de pessoas por vaga ou pessoas por operação, comparado com o pós-pandemia, mudou bastante por uma necessidade de adequar a estrutura. Mas eu acho que ainda tem espaço para a gente dar uma ajustada. O mundo vai acabar caminhando muito para essa digitalização.

Tiago Piovese, de que maneira a gestão dos estacionamentos se conecta com o tema da mobilidade urbana, principalmente falando nos grandes centros? Vocês trabalham com o conceito da cidade dos 15 minutos. Explica para nós isso. Isso é muito forte na Europa, Milton. A ideia é que o estacionamento seja um ponto estratégico da mobilidade da cidade. O nosso papel não é colocar mais carro na rua e criar e fazer com que eles estacionem.

Acho que a grande responsabilidade de uma empresa completa de mobilidade e de estacionamento como a gente se coloca é ajudar as cidades a terem uma mobilidade mais inteligente, mais fluida e mais adequada. Então, o estacionamento hoje, pegando shopping centers, por exemplo, só para dar um exemplo, normalmente a localização de um shopping é privilegiada na cidade. Você está em um grande centro, em uma região de muito fluxo e ele pode servir não só de ponto final para quem...

A questão é que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar que é um lugar

gostaria de ir naquele shopping, enfim, fazer lá a sua atividade, mas ele pode ser mais duas outras coisas, principalmente. Ele pode ser um ponto de serviço adicional para a cidade de mobilidade. Eu comentei, na Europa a gente tem grandes distribuidores de hortifruti, de supermercados, hubs descentralizados de mercados, onde você faz uma demanda, uma solicitação.

E esse hubzinho que está dentro do estacionamento, ele atende aquela demanda por estar num raio mais próximo. Então, o estacionamento acaba ganhando um papel de ser uma parte da extensão de cliente para fazer sentido naquela cidade. Ou ele pode ser um hub de conexão. Então, eventualmente, você pode planejar uma ida do ponto A ao ponto C, sendo o ponto B um estacionamento. Você sai daqui, vai no estacionamento.

Deixa o seu carro, pega uma mobilidade mais inteligente, pode ser um patinete, um transporte público, enfim, um carro local, e termina essa jornada no ponto C. Então, eu acho que o estacionamento, no sentido de ajudar a cidade de 15 minutos, é isso. É ter nele mais responsabilidade que permitam que a cidade ganhe uma fluidez, ganhe uma inteligência de mobilidade, que desafogue o fluxo das ruas e que use o estacionamento de uma maneira mais inteligente.

não só para o empreendimento, mas para a sociedade que está ali naquela região também. Ou seja, já se trabalha com essa ideia do estacionamento ser também um hub de serviços, como você descreveu. O que pode existir nesse espaço, num futuro próximo, que a gente não enxergou ainda, mas vocês já estão olhando? Eu acho que, além dessa questão de hub de conexão, que no Brasil ainda está distante, porque ele não basta ser só uma intenção e uma vontade da iniciativa privada, e aí você consegue fazer um subvio.

conexão aqui de público, privado, planos, e transformar isso num potencial bem maior de conexão de fato. Mas eu acho que o estacionamento vai ganhar, e já está ganhando um protagonismo no core business dos negócios. E aí eu acho que um tema que vai surgir muito, e já é importante, vai surgir cada vez mais, é entender, é gerar dados e analisar esses dados para que eles sirvam de insumos e ações.

para que o estacionamento funcione melhor. Então, você vai conseguir reunir comportamentos, você vai conseguir fazer uma oferta para um cliente com base na análise dele de frequência, do que ele mais gosta, que se adecue mais àquele local. Então, hoje o estacionamento serve de experiência complementar, mas amanhã no shopping center ele pode ser um grande impulsionador de vendas para as lojas dentro do estacionamento, porque quando o nosso cliente está chegando na cancela,

ou está chegando no portão de entrada, a gente já sabe quem, a gente já tem condições de saber quem ele é, o que normalmente ele faz, o que ele gosta, quais são os comportamentos, e isso servir de um insumo para que ele receba, não para usar isso para terceiros, mas para que ele receba já inputs e ofertas que para ele façam sentido, dado o perfil que ele tem. Então, acho que o estacionamento vai começar a ganhar um protagonismo no core business, nas vendas ou na operação principal.

indissociável, na minha visão, através dos dados também, que eu acho que é o caminho que ainda está sendo seguido.

Me permita agora olhar mais para o seu trabalho como líder dentro dessa empresa e como um executivo que há algum tempo vem atuando em outras áreas também, você já passou por finanças, auditoria, indústria, etc., agora no comando da Índigo no Brasil. Do ponto de vista de ser líder de uma empresa como essa, que está num processo de expansão, o que você tem como desafio? O desafio é conjugar essa velocidade de mudança que a gente vive, o mundo...

extremamente acelerado e dependente de adaptações e mudanças que a gente tem. Então, experiência é muito importante. Eu acho que o grande desafio que eu tenho é, no final do dia, é gente, né? Estacionamento são pessoas cuidando de pessoas, seja no campo, seja na experiência de retaguarda. E a inovação. Eu acho que a gente tem um desafio muito grande de acompanhar, mas eu acho que acompanhar até não é a parte...

mas de ser um protagonista nessa jornada de mudança da mobilidade, Milton. A gente pode ter dois papéis aqui, né? Um deles é deixar o mundo andar, acompanhar o que vai acontecer e tentar responder isso de maneira reativa. Ou a gente ser impulsionador e protagonista dessa mudança, tentando influenciar e trazendo tendências, compartilhando experiências, testando, aprimorando, retestando.

mas fazendo essa transformação pessoal, tecnológica, de gestão, de maneira mais completa possível. Eu, Thiago, tenho pessoalmente a missão de fazer parte dessa transição e dessa transformação no Brasil de maneira proativa, de maneira protagonista, trazendo tudo o que a gente pode trazer de melhor no mundo e de mais inovador ter no mundo.

colocar à disposição dos nossos parceiros, dos nossos clientes e dos nossos usuários no Brasil de uma maneira que isso faça sentido. Não adianta nada trazer alguma coisa que, por exemplo, lá na China já esteja rodando, mas a gente ainda precisa de uma adaptação no Brasil. No passado, esse tempo era um pouco mais elevado. A gente falava em anos. Hoje ele é muito mais acelerado. Mas ainda assim a gente precisa trazer o produto para a nossa realidade, para ele poder fazer sentido. Então eu acho que esse é o grande papel, manter esse protagonismo.

ajudar a construir a história da mobilidade no Brasil dentro do que a gente conseguir fazer. Tiago Pauvesan, muito obrigado pela sua gentileza de nos atender aqui no Mundo Corporativo, pelas informações, pela experiência compartilhada com os nossos ouvintes. Até uma nova oportunidade. Muito obrigado, Milton. Obrigado pela oportunidade. Grande prazer poder estar com vocês no dia de hoje.

Tiago Piovesan, CEO da Índigo no Brasil, foi o nosso convidado no Mundo Corporativo. Essa entrevista completa você pode assistir no canal da CBN no YouTube, no site cbn.com.br, no aplicativo da CBN. O Mundo Corporativo também está disponível no Spotify, no podcast mais próximo do seu celular.

Lá no meu blog, miltonjung.com.br. Jung, você escreve com J-U-N-G. Além do texto com os destaques do vídeo, você também tem o espaço para deixar a sua opinião. Converse com a gente. Colaboraram com este mundo corporativo. Carlos Greco, Letícia Valente, Karen Lemos, Débora Gonçalves e Priscila Gobiotti. Até o próximo capítulo do Mundo Corporativo.

Olá, aqui é a Ana Paula Padrão e como empreendedora eu recomendo a Claro Empresas. Se você é micro, pequena ou média empresa e quer ir ainda mais longe, bora com a Claro Empresas. Soluções completas e inovadoras para transformar o seu negócio. Saiba mais em 0800-720-1234 ou acesse claroempresas.com.br. Claro Empresas, bora fazer juntos.

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