'No comércio exterior, a única solução é negociar, negociar e negociar'
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- Restrições aos produtos brasileiros no comércio exterior com parceiros importantesproblemas com União Europeia·problemas com Estados Unidos·problemas com China
- A importância da negociação contínua para superar barreiras no comércio exteriorprotecionismo e barreiras não tarifárias·comprovação de não uso de antimicrobianos·paciência com período Trump
- Negociações do Brasil com a União Europeia para suspender barreiras comerciaisrevisão da proibição de exportação de produtos animais·restrição a carne bovina, frango e mel·restrições ao aço e cotas maiores
- Dificuldades e negociações comerciais do Brasil com Estados Unidos e Chinagrupo de trabalho com Estados Unidos·proposta de acordo comercial pós-eleições·cota de exportação de carne para a China
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Miriam, boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes. Boa tarde, Miriam.
Nosso tema é restrições aos produtos brasileiros no comércio exterior?
A gente tá um pouco encrencado mesmo, Sardenberg, porque a gente tem problemas com a União Europeia, com Estados Unidos e com a China. A gente tá com esses 3 dos principais blocos, 3 dos principais parceiros, a gente tá com dificuldades. Então esse tema é um tema que faz sentido e nas últimas horas andou um pouco. A União Europeia deu lá na reunião, reunião que tá acontecendo do G20 nos Estados Unidos, teve conversas paralelas entre os ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa.
Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, e o Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores. Eles tiveram conversas com os representantes comerciais tanto dos Estados Unidos quanto da União Europeia. E aí a União Europeia deu um sinal de que Eles estão revendo, pensando em rever aquela, aquela barreira para exportação, a proibição de exportação de alguns produtos de origem animal, né? Lembra que o Brasil não pode mais vender carne bovina, frango, mel, outros produtos de origem animal porque o Brasil não conseguiu comprovar que não usa antimicrobianos?
Nessa, na criação do gado ou nesses outros produtos de origem animal, né? Só que eles deram sinal de que o frango e o mel podem ser, essa restrição pode ser suspensa e o Brasil retomar. Aí o Brasil falou, perguntou se pode rever também o principal, que é a carne bovina. Isso eles não se comprometeram. Mas também teve conversa sobre outros produtos que não de origem animal, que é, por exemplo, a restrição, aquelas restrições ao aço.
Eles estão revendo as restrições ao aço, não para suspender, mas talvez o Brasil tem uma cota maior. Então isso aí foi uma boa notícia em relação à Europa, né, União Europeia. Em relação aos Estados Unidos, o Mauro Vieira e o Márcio Elias Rosa se reuniram com Jameson Greer e eles fizeram, ficaram de fazer um grupo de trabalho. O Brasil ficou de apresentar uma proposta para um acordo comercial. A relação tá muito difícil, mas talvez depois das eleições fique mais fácil, seja mais fácil negociar algum tipo de acordo.
Em relação à China, a gente tá encrencado mesmo e não tem luz no fim do horizonte, porque a China estabeleceu uma cota para exportação de carne. Esse ano já esgotou a cota e significa que além de pagar a tarifa de importação normal que o Brasil paga, vai pagar mais 55% para qualquer exportação que exceda a cota. E a cota já se esgotou. Então isso aí não tem ainda uma solução. Mas veja que a gente tá, Tardenberg, Caça, com problemas com esses três parceiros tão importantes no nosso comércio exterior.
Pois é, Miriam, e é uma coisa que além das tarifas, né, tem muitas barreiras ao comércio exterior, né?
É, tem, mas assim, o comércio exterior, a única solução, Sardenberg, que a gente sabe é negociar, negociar e negociar, né? O protecionismo tem qualquer lugar, o protecionismo às vezes ele se reveste de alguma coisa, às vezes usa um erro seu contra você. Nesse caso, o Brasil, em relação à Europa, né, o Brasil teve um prazo para comprovar que não usa antimicrobiano, não conseguiu comprovar inteiramente. Ele tem que eliminar esse uso do antibiótico, porque é antibiótico para quem tá doente, mas para o animal doente, mas não, eles usam para que ele cresça mais rápido, engorde mais rápido.
Então esse tipo de técnica é ruim para saúde humana, mas é para saúde humana dos europeus e para saúde humana brasileira. Como o Brasil é o principal mercado, eles têm que eliminar mesmo. E no resto, com os Estados Unidos, é ter muita paciência nesse período Trump e continuar negociando. E com a China, eles fizeram isso para abrir um espaço para a produção local, mas eles não têm grande capacidade de produção local para fornecer seu próprio mercado.
Eu tenho impressão que ao longo do tempo vai conseguir se afastar isso, mas É isso, sempre tem barreiras, ou barreiras, ou tarifas, ou proibição, ou às vezes barreiras, outras barreiras não tarifárias. Mas o comércio internacional é assim, é muita negociação para ver se limpa o espaço para que o Brasil possa continuar suas exportações. Arlenberg e Cássia, obrigado, Miriam. Até amanhã, até amanhã.
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