Campanha eleitoral deixa propostas em segundo plano
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Míriam Leitão
Cássia
- A ausência de Lula no debate da TV Globo e a pobreza do debate eleitoralnão ida de Lula é muito ruim·pouco debate sobre propostas e ideias·campanha capturada por assuntos secundários·falta de discussão sobre educação e saúde·ausência de propostas para contas públicas
- A decisão do TSE sobre fake news e liberdade de expressãoministro André Mendonça enquadrado·voto inicial ambíguo de Mendonça·proteção contra fake news virou censura·recuo de Mendonça e restabelecimento da postagem
- A trajetória de Míriam Leitão na CBN e os 35 anos da rádioentrada na CBN logo após inauguração·campanha publicitária com orquestra·Míriam tocando violino na foto
Dia a Dia da Economia com Miriam Leitão.
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Muito bom dia para você, Miriam Leitão.
Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes da Rádio CBN. Bom dia, Miriam.
Miriam, que Faz parte dessa longa história da CBN que completa hoje 35 anos. É um privilégio ter você ao longo do tempo com o nosso lado aqui, Miriam.
Pois é, eu preciso até fazer uma pesquisa de quando foi que eu entrei. Eu não entrei exatamente no início, assim, no primeiro momento, na inauguração, mas eu entrei logo depois. Eu acho que eu fui da primeira leva que entrou assim logo depois da inauguração. Já fiquei animada com essa rádio que toca notícia. E aí eu falei, caramba, eu quero estar nisso. E aí Eu tô assim, tem 30 e acho que deve ter uns 35 desses, 34 desses 36. Como é que é?
34 dos 35 anos.
Dos 35, tô aí, tamo junto, gente.
Aliás, tem um bastidor, tem uma, a gente fez uma campanha publicitária aqui na CBN há muitos anos que trazia os colunistas e alguns dos âncoras numa foto com roupa de gala, muito bonitos, compondo uma orquestra, todo mundo segurando um instrumento musical. Você tá na foto, Milton Higo, e a Miriam maravilhosa de vestido longo tá na foto também.
É, eu tô tocando violino e eu fiz o quê? Liguei para minha irmã que é musicista, falei, pelo amor de Deus, me ajuda a segurar direito para não passar vergonha aqui, né? Pegar errado.
Vamos fazer aquilo que a gente sabe fazer, né? Aquilo para o qual nos propusemos fazer, que é tentar explicar as coisas que acontecem no país. Vamos começar, nós temos aí um momento importante hoje, tem o debate à noite Mas tivemos ontem também uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Vamos começar por aí?
Vamos começar. O que é importante entender sobre esse processo que acabou terminando, terminou bem, começou ruim e ficou pior, depois terminou bem, é que o ministro André Mendonça, ele foi enquadrado. Em parte ele próprio se enquadrou, e em parte ele foi enquadrado pelo coletivo, porque inicialmente o voto dele era muito ambíguo, e além disso dava poderes às plataformas para tirar tudo que se referisse ao assunto Nossa Senhora Aparecida e alguma relação com família Bolsonaro.
Isso aí foi interpretado pelas plataformas de uma outra forma. Só sei que teve muita censura. O que era inicialmente a defesa, a proteção contra fake news, virou uma coisa muito ampla. Nesse segundo voto de ontem, ele falou: olha, gente, é só sobre a acusação de que a família Bolsonaro tem um projeto para destituir Nossa Senhora Aparecida do seu, da sua figura de padroeira do Brasil, dessa, dessa condição de padroeira do Brasil.
Aí os outros ministros abriram divergências. Quando os ministros abriram divergência, o primeiro foi o Vilas Boas Cuevas. Ele definiu, olha, tá bom, então é só isso, né, não é nada mais. Inclusive Antônio Tabet, o humorista, que foi, que foi o argumento inicial da defesa de Flávio Bolsonaro, ele não fala da família Bolsonaro e nem fala de retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira. Então, portanto, esse, esse, essa postagem do Antônio Tabet deve permanecer.
Os outros que falaram depois, tanto Sebastião Reis quanto Estela Aranha, também acompanha essa divergência. E aí, o que foi que André Mendonça fez? Recuou novamente e definiu o seu, melhor, o seu voto, tirando tudo que era censura e restabelecendo a postagem original que levou ao voto dele. Então teve um movimento do André Mendonça dentro do TSE, e agora sim é preciso combater a fake news e é preciso preservar a liberdade de expressão. Então agora estamos organizados nesse ponto aí, Milton.
Temos esse momento da campanha, um momento importante. E outro momento importante da campanha é hoje o debate da TV Globo com os candidatos à presidência da República, com o presidente Lula já avisando que não irá.
Miriam, pois é, eu acho que essa não ida do presidente Lula é muito ruim. E é muito ruim não é para ele, para campanha dele. Eu não sei o que que a campanha considerou, fez o balanço de riscos e achou que era melhor não ir. Mas acontece que essa foi uma campanha, Milton e Cássia, onde teve pouco debate, pouca conversa sobre propostas, sobre ideias, sobre projetos, né? O Brasil ficou perdido e capturado por assuntos como a crise do STF, o caso da Nossa Senhora Aparecida, mas não discutiu o que fazer com educação, com saúde, com meio ambiente, com as contas públicas, né?
Ninguém fez uma boa proposta sobre como enfrentar as contas públicas, nenhum governo, nem Flávio Bolsonaro, nem nenhum candidato com capacidade de chegar. Então, essa pobreza do debate é ruim porque uma eleição é uma grande oportunidade, e essa oportunidade até agora foi perdida. Vamos esperar que no debate aconteça mais ideias e que a gente tenha no segundo turno, nos cargos de segundo turno que ficarem para segundo turno, que a gente tenha mais conversa sobre de qualidade, né, sobre assuntos que realmente importam.
Muito obrigado, Miriam. Bom dia para você. Parabéns também pelo seu trabalho aqui com a gente. Obrigado.
Parabéns para todos nós. Essa é uma grande, um grande veículo. Eu tenho muito orgulho de trabalhar aqui na CBN.
Obrigada, Miriam. Até mais.
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