Desemprego cai para 5,3%, mas mercado de trabalho dá sinais de desaceleração
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- A queda da taxa de desemprego para 5,3% no trimestre encerrado em agostocomparação com anos eleitorais anteriores·população desocupada diminui·população ocupada atinge maior número·redução da população desalentada·aumento de empregados com carteira assinada
- Sinais de desaceleração na melhora do mercado de trabalho brasileiroritmo de contratação reduzido·estabilidade nas contratações·redução do crescimento da renda·taxa de desemprego andando de lado·previsão de aumento do desemprego no final do ano
Dia a Dia da Economia com Miriam Leitão. Oferecimento Seguros Unimed. Se é Unimed, é seguro.
Boa tarde, Sardenberg.
Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes.
Hoje saiu a taxa de desemprego no trimestre que termina em agosto.
E veio um monte de boas notícias. Vamos começar, por exemplo, uma conta que eu fiz aqui, é o desemprego nesse mesmo período em outros anos eleitorais, né? Em 2014, o desemprego tava em 7% nessa mesma época, nesse mesmo trimestre terminado em agosto. Em 2018, tava em 12,2%. Em 2022, 8,9%, e agora em 2026, 5,3%. E ele é menor, 0,3 pontos percentuais menor do que o último trimestre terminado em maio, e caiu 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado, junho, julho, agosto.
Tem vários números positivos, eu vou passar por eles. Eu sei que na notícia já foi apresentado, mas eu queria Só dá uma ideia de quantas notícias positivas tem nessa taxa de hoje. A população desocupada ficou em 5,8 milhões de pessoas, ela caiu 218 mil pessoas, quer dizer, ao trimestre anterior para cá, em 3 meses, 218 mil pessoas deixaram a população desocupada e passaram a trabalhar. A população ocupada, 103,5 milhões, é a maior da série.
E a população desalentada, aquela que nem procura mais emprego porque acha que não vai encontrar, ela diminuiu 11,9% em relação a um ano. 317 mil pessoas deixaram o desalento para ir procurar emprego, e ou estar agora procurando emprego ou estar empregada. E o número de empregados no setor privado com carteira assinada 39,5 milhões, também é o maior contingente da série. O rendimento real habitual subiu 3,7% no ano. A massa de rendimento real habitual foi a maior da série, com alta de 1,4% no trimestre e 4,8% no ano.
Mas quando a gente vai conversar com especialista, e a Luciana Casimiro que trabalha comigo conversou com Daniel Duque, especialista em desemprego, ele acha que o mercado de trabalho encerrou o seu ciclo de melhora. Que já tem sinais que ele percebe que estão reduzindo o ritmo de melhora, o ritmo de contratação, estabilidade nas contratações e redução do ritmo de crescimento da renda. A análise do economista Daniel Duque, ele é da FGV, do Ipre, ele acha que a taxa de desemprego não tá caindo mais, tá andando de lado.
Apesar de ter tido queda, o que eles veem, os especialistas, é outra forma, né? A queda registrada no trimestre de junho a agosto, na comparação com o período anterior, tá diretamente ligada à presença de março. Quer dizer, caiu porque março foi o maior mês, normalmente é o maior mês do desemprego. Então é isso, quer dizer, o desemprego tá baixo, vários dos indicadores do desemprego, dessa taxa da PNAD, então é o melhor da série ou menor da série.
Mas o que o especialista vê é que parou de melhorar no mesmo ritmo, agora tá melhorando num ritmo menor. Então ele acha que agora no final do ano vai ter a mesma sazonalidade de sempre e o desemprego vai subir no final do ano, porque sempre sobe. Ele acha que vai terminar em 6,5%. Então vamos acompanhar, mas a boa notícia é que a taxa de desemprego tem estado baixa durante todo esse algum período, algum tempo, já tem estado baixa a taxa de desemprego. Sardenberg e Cássia, até amanhã.
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