Desinteresse dos eleitores acende alerta sobre participação nas eleições
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- O desinteresse dos eleitores brasileiros nas eleições e suas causasalienação eleitoral·voto branco e nulo·desinteresse entre jovens·indecisos no Sudeste
- A alta abstenção nas eleições como reflexo do desinteresse do eleitoradomaior percentual desde 1998·não voto como voto·culpa dos políticos
- A preocupante taxa de desinteresse eleitoral entre os jovens brasileirospouco interessados de 16 a 34 anos·nada interessados empatam com muito interessados·construindo o futuro do país
- A importância da escolha eleitoral para o futuro do paísescolha de 2/3 do Senado·513 deputados federais·todas as assembleias estaduais·presidente e vice
Dia a Dia da Economia com Miriam Leitão.
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Bom dia para você, Miriam Leitão.
Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes da Rádio CBN.
Bom dia, Miriam.
Miriam, vamos falar sobre o comportamento do eleitor e, claro, comportamento de partidos e políticos, porque há uma relação. Pesquisa Quest mostra ainda que há alguma situação de descrédito em relação, ou desinteresse em relação à eleição. Isso tá relacionado à forma como partidos e políticos têm se comportado?
Eu acho que tá diretamente envolvido com todo resultante do comportamento dos políticos. Então o eleitor não é culpado por estar desinteressado, mas o eleitor é fundamental na escolha. Então é importante que a gente fale sempre do que que vai ser escolhido e o que que, que decisão nós vamos tomar a partir de domingo, né? E eu vi ontem a pesquisa Quest vários sinais desse que os cientistas políticos chamam de alienação eleitoral, que é não ir ou não estar interessado ou pensar em votar branco e nulo.
Então fui olhando esses dados e vi que eles estão muito altos. Eu queria começar de uma, uma chart que eles fizeram, uma pergunta que é o seguinte: você tá interessado Qual o seu grau de interesse nas eleições? E aí, muito interessado, 40%, pouco interessado, 36%. Agora, nada interessado, 23%. Milton, como a gente tem 158 milhões e 800 mil eleitores aptos a votar, isso aí, se extrapolar a pesquisa para o total do eleitorado, poderia representar 36 milhões e 500 mil brasileiros e brasileiras desinteressadas.
É muita gente, isso é mais que muitos países, né, desinteressados na eleição. E chega em alguns pontos, em alguns segmentos, que o pouco interessado ganha. Por exemplo, de 16 a 34 anos, isso que eu achei mais assustador, Pouco interessado é 46%, e o nada interessado empata com muito interessado em 27%. Veja que são os que estão, os mais jovens, os que estão portanto construindo o futuro do país. Então é isso, esse dado achei muito assustador.
Mas há outros, por exemplo, é 10% dizem que vão votar branco e nulo. Isso na pesquisa da espontânea. Na espontânea, 31% estão ainda indecisos, e esse grupo, ele é o maior, o maior grupo, né, na espontânea, o indeciso. Então é mais do que Não, não é mais do que na espontânea, é isso. Lula é 25%, falava 26% na espontânea, quando você não tem o nome dos candidatos, e 31% se diz desinteressados. E no Sudeste vai a 39%, que é o maior eleitorado, ainda indecisos.
Indeciso não significa desinteressado, mas significa que até agora nada empolgou, não é? Senão não tava indeciso. Então é muito, é muito preocupante isso. Há outros dados espalhados, por exemplo, rejeição. Os dois principais candidatos, 54% de rejeição. Teve um tempo que a gente falava assim: qualquer candidato que passa de 50% de rejeição não vai ser eleito, né? Então é esses dados que eu queria apresentar. Se eu falar uma última palavra, meu tempo acabou.
Eu queria falar o que que a gente vai escolher. Nós vamos escolher 2/3 do Senado, a gente vai escolher 513 deputados federais, todas as assembleias estaduais, o presidente e o vice. Então é muita escolha para tão pouco interesse. Então esse ponto realmente me preocupa. Como, como eu disse aí, a Letícia, como democrata raiz, isso me preocupa muito.
Preocupa. E pelo seguinte, né, Miriam, esse desinteresse pode se converter em abstenção no dia das eleições. A gente tem tido um índice de abstenção muito alto nas últimas eleições. Nós tivemos um índice de abstenção atingindo 20,9%, que foi o maior percentual desde 1998.
Pois é, isso, abstenção, né, é o não voto. O não voto é um voto, significa eu não me importo com o que aconteça. A culpa é do eleitor? Não, a culpa é dos políticos. Eles têm de alguma forma que envolver mais com projetos, de alguma forma trazer esse eleitorado que está tão reticente para dentro do colégio eleitoral que vai escolher nossos destinos.
Muito obrigado, Miriam, e um bom dia para você.
Bom dia.
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