Banco Central reduz previsão de crescimento e vê risco maior de inflação acima da meta
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- Banco Central reduz previsão de crescimento e aumenta risco de inflaçãoredução da projeção para 2026·desaceleração da atividade econômica·probabilidade de inflação acima da meta
- Desaceleração econômica e inflação fora da metajuros altos provocam desaceleração·inflação acima do teto da meta·efeito colateral sem o benefício da inflação controlada
- Impacto da política monetária e fatores externos na economiavolatilidade do preço dos combustíveis·crise internacional·terceiro trimestre com dados piores
- Perspectivas para a inflação e crescimento futuroinflação não deflacionária em setembro·expectativa de inflação maior nos últimos meses·juros altos e falta de estímulo fiscal em 2026
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E aí, Miriam, boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes. Boa tarde, Miriam.
O Banco Central divulgou hoje o relatório de política monetária, a última revisão do relatório de política monetária, e reduz a previsão de crescimento da economia brasileira para esse ano e prevê uma desaceleração para o ano que vem.
Miriam, pois é, é isso mesmo. Ele reduziu de 2%, que tava prevendo 2%, para 1,8% para esse ano, e para o ano que vem 1,4%. Isso é um resultado natural do que tá acontecendo atualmente, né? A taxa de juros alta durante muito tempo provoca mesmo a desaceleração. Isso é um efeito colateral de uma outra coisa, que é uma coisa boa, que se quer, que é a redução da taxa de inflação. Qual é o problema nesse relatório? É que o Banco Central elevou de 79 para 90% a probabilidade de a inflação superar o limite superior do intervalo de tolerância, ou seja, ficar acima do teto da meta.
Então aumentou a probabilidade para 90% de a inflação ficar fora da meta, fora do teto da meta, e mesmo assim o país tá havendo desaceleração do crescimento. Então está tendo efeito colateral mas não tem o, a boa parte, a parte boa que é a redução da inflação. Esse ano foi um ano muito difícil com muitas coisas que estão fora dessas variáveis que o Banco Central controla, como por exemplo a volatilidade do preço dos combustíveis, né, por causa da crise internacional.
Mas o fato é que você tá desacelerando a economia, mas não tá conseguindo colocar a inflação na meta. Essa a dupla má notícia, né? No segundo trimestre teve um resultado menor do que o primeiro, mas ainda foi positivo, 0,5%. Agora, esse terceiro trimestre que a gente tá terminando agora, ele teve vários dados setoriais muito piores do ponto de vista do crescimento, né, da atividade econômica. Teve alguns dados bons de inflação, inflação deflação, né, no caso de agosto.
Uma, mas esse mês de setembro não será deflacionário, haverá inflação, mas com uma inflação menor. Eu tava dizendo uma vez, eu comentei aqui o relatório, a ata do Copom, na ata do Copom disseram que a inflação tá caindo. Mas ao mesmo tempo não suficiente, porque não tá, não tá acima do teto da meta. E esse, e esse agora o terceiro trimestre, é possível que o país não cresça nada e mesmo assim a inflação não chega nesse intervalo, termina o ano fora desse intervalo.
Nesse momento ela tá no intervalo, em 12 meses tá no intervalo de flutuação, mas a expectativa é de inflação maior nos últimos meses do ano. Então, portanto, não ficaria nesse intervalo de flutuação. O Ministério da Fazenda ainda acredita, a última vez que eu conversei com eles sobre esse assunto, eles achavam que tem chance sim da inflação ficar dentro do intervalo de flutuação da meta, mas O que se vê nesse relatório do Banco Central é isso, desaceleração.
Aí você fala, e o ano que vem, por que que vai desacelerar mais? Por causa da, da, os juros continuam altos, apesar de estar caindo, eles permanecem muito altos. E porque no ano que vem você não vai ter o estímulo fiscal desse ano. Espera-se que, como todo começo de ciclo governamental, seja um ano mais de conter as despesas em vez de ampliar as despesas, que é Que acontece sempre no momento das eleições, né? Então o ano que vem vai ser um ano de mais de cortado que de ampliar gastos. Sardenberg, Cássia.
Mila, então muitíssimo obrigado, Mila. Até amanhã.
Até amanhã.
Até.
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