Fim da poupança? Diversificação nas aplicações ganha força entre investidores mais velhos
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- A mudança no perfil de investimento dos brasileiros com mais de 50 anospreferência por Tesouro Direto e CDB·diversificação da carteira de investimentos·aumento de investimentos em ações·queda da caderneta de poupança
- Diferenças entre o investidor 50+ e o 30+objetivos de vida distintos·preocupação em levar o dinheiro até o fim da vida·maior tolerância a risco do 30+
- A importância do público 50+ na economia brasileiraum quarto do consumo e dinheiro movimentado·melhora na qualidade de investimento
- A necessidade de preparo para atender investidores por faixa etáriadiferentes tipos de grana e risco·objetivos distintos para o dinheiro
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O Assunto é Dinheiro com Luiz Gustavo Medina.
E aí, Teco!
Oi, Sardenberg, boa tarde, boa tarde, Cássia, boa tarde aos ouvintes, tudo bem? Tudo certo, Teco.
O teco brasileiro sempre teve uma apreciação, um gosto pela poupança, né? E agora você nos diz, aqui temos uma informação de que pelo menos entre os brasileiros 50 a mais, o pessoal tá preferindo investimento no Tesouro Direto e CDB.
É um estudo bastante interessante aqui do pessoal do Itaú sobre, sobre como vivem, como investem, como pensam os 50 a mais. É uma parcela importante da da economia do país. Um quarto do consumo e do dinheiro movimentado no país é pelo pessoal 50+, né? Então vale a pena prestar atenção no que que eles estão fazendo, no que eles não, né, no que nós, né, porque eu me incluo nesse pessoal todo. E uma das coisas que esse estudo mostra, essa demografia, é que melhorou bastante a qualidade de investimento, não só pela troca da caderneta de poupança por outras coisas, mas por uma diversificação maior.
Você olha ali, por exemplo, Aumentou a parcela das pessoas que investem em ações, saiu de 1 para 12% nos últimos 5 anos. Da caderneta de poupança despencou, eram 63% dos recursos, hoje são 39%, ainda é bastante. E aumentou bastante, né, tudo que saiu da caderneta de poupança basicamente foi para Tesouro Direto e CDBs, né. Então era uma coisa que tinha 1% da carteira dessas pessoas, hoje tem 23%. Então acho que a diversificação é importante.
Hoje você tem muito produto, você tem muitas grandes possibilidades com baixos valores, com muito risco, com pouco risco no Brasil, fora do Brasil. Acho que a gente tem que aproveitar um pouco disso, né? Então é um investidor diferente, né? Acho que todas as classes aqui, as faixas etárias aqui no Brasil guardam muita diferença entre si, mas os 50+, ele tem uma característica interessante, né? Tem muita gente que já tem uma carreira ou já tem uma profissão ou não tá mais naquela de descobrir o que eu vou fazer, já tem uma renda e tá mais preocupado em como levar esse dinheiro até o fim da vida, porque também vamos viver mais, né?
Então muito diferente do investimento, o investidor 50+ é muito diferente do 30+, por exemplo, né?
Sobretudo porque o do 30+ pode perder dinheiro que tem tempo para recuperar, né?
Sim, e tem outros objetivos, né? Tem muita gente ali que vai juntar dinheiro para comprar apartamento, tem muita gente que vai para o vai, é, tem uma sensação de tomar mais risco. Tem muita gente que ainda tá descobrindo o que vai fazer. Então são perfis diferentes. E acho que uma das coisas que precisam ainda melhorar um pouco nesse mundo todo, ecossistema do mercado financeiro, é talvez você ter um pouco mais de preparo, né, para atender pessoas conforme a faixa etária que elas estão, né.
De novo, é uma outra cabeça, é um outro tipo de grana, É um outro tipo de risco e é uma outra, é um outro objetivo para esse dinheiro, né? Então acho que também é importante que tenha gente que esteja mais habilitada, né, a transitar com esse pessoal para oferecer produtos para eles, né? A carteira que antigamente era muito ruim melhorou muito, mas provavelmente ainda dá para olhar um monte de outras coisas que não estão sendo oferecidas ou investidas pelos 50+.
Tá certo. Teco Medina, obrigado, Teco, e até a semana.
Tá seguro da tchau tchau?
Tá mais certo.
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