Episódios de Economia

Algodão brasileiro busca mais mercado no Brasil e no exterior

24 de setembro de 20264min
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Cassiano Ribeiro traz a participação do repórter Cleyton Vilarino, da Globo Rural, que acompanha, nesta semana, o Congresso Brasileiro do Algodão, em Belo Horizonte. Cleyton destaca que, de fato, o cenário para o algodão brasileiro é muito positivo no mercado internacional e, uma das principais razões, é a crise geopolítica no Oriente Médio. A estimativa é de que o algodão ganhe 150 mil hectares na próxima safra em relação à safra passada. O plantio deve começar no início de 2027 e, se a projeção se confirmar, serão 2,2 milhões hectares plantados com algodão no Brasil, retomando assim o patamar de 2024. Ouça.

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Participantes neste episódio2
C

Cassiano Ribeiro

HostJornalista
C

Cleyton Vilarino

Reporterrepórter
Assuntos4
  • O cenário positivo para o algodão brasileiro no mercado internacionalcrise geopolítica no Oriente Médio·oscilação do petróleo e alta das fibras sintéticas·queda na produção de outros países·Brasil como maior exportador mundial
  • Vantagens comparativas do Brasil na produção e exportação de algodãoduas safras anuais·oferta de algodão ao longo do ano·melhora na qualidade da fibra brasileira
  • Expectativa de crescimento da área plantada com algodão no Brasilganho de 150 mil hectares na próxima safra·plantio a partir de 2027·retomada do patamar de 2024
  • Impactos negativos da alta do petróleo na produção de algodãocusto dos fertilizantes·custo de energia da indústria importadora·potencial impacto na demanda
Transcrição5 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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CRCassiano Ribeiro

CBM Agro com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. A gente encerra o nosso giro com as informações do campo. Cassiano Ribeiro e o CBN Agro hoje destacando que o algodão brasileiro tá buscando mais mercado não só aqui no Brasil como também no exterior. Conta para a gente, Cassiano. Bom dia, bom dia, Fred. Bom dia para você, ouvinte. Para falar desse assunto hoje, nós temos o Cleiton Vilarino, repórter da Globo Rural, que estreia aqui no CBN Agro de todo dia cedo.

Cleiton tá em Belo Horizonte, onde acontece nesta semana o Congresso Brasileiro do Algodão. Ele traz para a gente agora as informações do evento. Bom dia, Cleiton.

CVCleyton Vilarino

Bom dia, Cassiano. Bom dia, ouvintes. De fato, o cenário para o algodão brasileiro é muito positivo no mercado internacional, e uma das principais razões para isso é a crise geopolítica no Oriente Médio. Desde essa crise, o petróleo teve bastante oscilação, uma alta bastante importante, que se reflete no preço das fibras sintéticas, principalmente poliéster, que são fibras que competem com algodão no mercado, né? A indústria avalia se vai usar uma ou outra nas suas confecções a partir de preço, e a fibra sintética, poliéster, está mais caro.

Então o algodão tem se favorecido desse momento. Por outro lado, países que são maiores produtores mundiais, Estados Unidos, Austrália, que competem com o Brasil nas exportações, têm observado uma queda na produção e que não deve se recuperar assim tão fácil. Eles estão enfrentando problemas estruturais. E aí a expectativa, a previsão é de que o Brasil se consolide como o maior exportador mundial de algodão, uma posição que ele assumiu, tomou dos Estados Unidos em 2024/2025, conseguiu se mantém em 25/26 e vai continuar em 26/27 como o maior exportador mundial, se as previsões se confirmarem.

A gente conversou com Aurélio Pavinato, que é CEO da SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de algodão do país, e ele avalia que é uma mudança estrutural de mercado, que o Brasil de fato assume uma nova posição com vantagens comparativas em relação a esses demais países. Bastante importantes, entre elas o fato da gente ter duas safras no ano, conseguir entregar para o mercado internacional, ofertar aí, né, algodão ao longo de todo o ano, ao longo de 12 meses.

E também a qualidade da nossa fibra, ele ressalta aqui, melhorou bastante. Mas nem tudo são flores. A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão, Alessandra Zanetto, lembra aí que tem impactos negativos também dessa alta do petróleo. Ela menciona a questão dos fertilizantes principalmente, mas também o custo de energia da indústria dos países importadores, o que pode impactar a demanda. Fato é que no final das contas o cenário é sim positivo e ela defende que o setor aproveite esse momento para entender melhor quais são as demandas da indústria e ocupar mais mercados.

CRCassiano Ribeiro

Obrigado, Cleiton. Aqui no Brasil, a expectativa é de que os produtores continuem investindo na cultura. Ontem, lá no Congresso do Algodão, onde tá o Cleiton Vilarino esta semana, a Agroconsult estimou que a cultura vai ganhar 150 mil hectares na próxima safra em relação à safra passada. O plantio deve começar no início de 2027, e se a projeção da Agroconsult se confirmar, serão 2 milhões e 200 mil hectares plantados com algodão no Brasil, retomando assim o patamar de 2024.

Outras informações diretamente do Congresso do Algodão em Belo Horizonte estão no site globorural.com.br. Boa quinta-feira e até amanhã.

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