Fim das bets é medida necessária independentemente do debate eleitoral
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Cássia
Míriam Leitão
- As bets como problema social, econômico e familiarvida destruída pelo endividamento·vício e compulsão·suicídios e famílias que perdem renda
- A necessidade de regulamentação das bets no Brasilpromessa do governo de acabar com as bets·crescimento sem regulamentação·lobby das bets no Congresso
- Desafios da regulamentação e fiscalização das betsrisco de atividade clandestina·mecanismos de controle e transparência·responsabilização das empresas pelos problemas
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Dia a Dia da Economia com Miriam Leitão.
Oferecimento Seguros Unimed. Se é Unimed, é seguro.
Muito bom dia para você, Miriam Leitão.
Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvinte da Rádio CBN.
Bom dia, Miriam.
Miriam, já se tem ideia de qual será o nível de restrição às bets que o governo pretende impor?
Não tá muito claro isso ainda não. O governo tá estudando as medidas. Ele anunciou no programa eleitoral, ele no programa eleitoral ele falou em acabar com as bets. Então vamos lembrar um pouquinho o que foi, como é que foi a entrada dessas apostas online no Brasil, as bets, né? Elas entraram, foram permitidas no governo Temer. No finalzinho do governo Temer, que não regulamentou. Mas houve uma ideia de que tinha que ser regulamentado no governo seguinte, e o governo seguinte foi o governo Bolsonaro, que não regulamentou.
Então elas cresceram no Brasil, se instalaram e ampliaram suas atividades sem ter nenhuma regulamentação, nenhuma limitação, e além disso nenhum pagamento de imposto. O governo Lula foi e regula, propôs uma regulamentação que foi aprovada no Congresso, que propôs uma, um imposto, né, propôs que elas pagassem 18% de impostos, mas o Congresso reduziu para 12%. E tem, já tem um lobby, já tem a bancada das bets lá no Congresso. Então o que que o governo Lula tá falando agora nesse momento em acabar com as bets?
Você pode pensar assim, bom, Mas acabar ou reduzir ou limitar ou tentar de alguma forma disciplinar a atuação dessas casas de apostas no Brasil, alguma coisa precisa ser feita. Isso precisa ser feito. Você pode dizer, ah, isso aí é para campanha eleitoral. É para campanha eleitoral, mas é uma medida necessária pensar sobre como evitar que essa atividade econômica se transforme no que se transformou. Ela se transformou num problema social, um problema econômico e um drama familiar.
Tem dramas familiares. E porque tem muita gente que com a vida destruída pelo excesso de endividamento, pelo vício, pela compulsão que vai se criando, e aí vai, a pessoa vai se endividando. Já teve caso, como você sabe, até de suicídio, de pessoas que ficam desesperadas. Com a dívida acumulada e acabam morrendo. E tem pessoas adoecem de várias formas e famílias que perdem renda, deixou de ter renda, reduziu o orçamento disponível das famílias para as atividades como compra de alimentos e outras coisas, mas por causa do envolvimento com as bets e o endividamento causado por elas.
Então isso é fato. Então independentemente do debate eleitoral, isso a gente tem que olhar, tem que avaliar que isso é necessário. De que forma isso vai ser feito? Vai ser mesmo acabar com elas? E aí tem gente que diz que o risco é virar atividade clandestina. Ou vai se criar mecanismos de controle, transparência, de que elas mesmas se impeçam esse tipo de problema que eles estão sendo criados, Cássia. Mas de fato é um problema a ser enfrentado no Brasil.
Eu ia te perguntar, Miriam, justamente a respeito desse último ponto que você levantou, se uma vez proibidas essas apostas esportivas, se haveriam mecanismos de fiscalização para evitar uma migração para ilegalidade. Tem um outro ponto que aparece nessa proposta e que ainda não foi esclarecido, que seria estas empresas ressarcirem pessoas que se endividaram. Também não fica claro como isso poderia ser feito, né?
É, não tá claro como. Eu acho que ele, né, o assunto tá crescendo, tá virando um grande problema social, como eu disse. Aí então ele quer, o presidente usando, então foi inclusive perguntar, mas agora é a hora da campanha que fala? E o José Guimarães deputado líder do governo, disse assim, ó, o governo, esse governo, mandato do governo vai até 31 de dezembro, independentemente de ser eleito ou não, ser reeleito ou não, ele tem que governar até 31 de dezembro.
E esse assunto precisa ser enfrentado. Então, mas o ideal é que se divulgue logo a proposta que o governo vai fazer, como evitar que elas se tornem, né, clandestinas. E aí vão ser as piores, né, que Tem algumas que não estão autorizadas a atuar e atuam. Já tem uma parte que tem uma atividade não oficializada. Então o assunto precisa ser bem feito, a regulamentação bem feita, a proposta bem feita para evitar novas distorções e para, e para que essas empresas se responsabilizem pelos problemas sociais e familiares que estão criando.
Então dessa forma aí ressarcindo gente que Perdeu o controle porque eles não perceberam, não quiseram evitar que esse descontrole ocorresse.
Muito obrigado, Miriam. Um bom dia para você. Até mais.
Até mais.
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Seguros Unimed
Seguros