Ata do Copom: ‘Foram reavivadas as preocupações de quem espera por mais quedas da Selic’
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- Preocupações com a queda da Selic após a ata do Copomoscilação dos ativos no mercado·Ibovespa e dólar no fim do dia·corte da Selic para 13,75% ao ano
- Riscos para a inflação brasileira até 2027 e 2028guerra no Oriente Médio·efeitos do El Niño·expectativas para 2028 se deteriorarem·preços de serviços resistirem a esfriar
- Turbulências políticas e juros globais impactando o dólarrisco de turbulências políticas internas e externas·juros globais em movimento de alta·volatilidade retórica de Donald Trump
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Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Invest, já tá com a gente aqui no estúdio. Tudo bem, Gustavo? Boa tarde.
Alô, alô, Débora, Carol e ouvintes. Boa tarde a todos.
Aí, Gustavo, boa tarde. Gustavo, saiu a ata do Copom, destrincha ela para gente.
Pois é, foram reavivadas hoje, Débora, as preocupações de quem espera por mais quedas da Selic, a taxa básica brasileira. E como efeito, os ativos ficaram oscilando perto da estabilidade o dia todo, com certo viés negativo, mas veio uma reação no fim do dia. O Ibovespa virou para uma alta de 0,4%, enquanto o dólar caía 0,1% aos R$5,10. O Banco Central publicou então a ata da semana passada quando cortou a Selic de 14% para 13,75% ao ano.
Hoje a Selic tá sendo definida com base no que se espera da inflação em 2028, e para 2028 o Banco Central projeta uma inflação praticamente na meta de 3% ao ano. Mas, e sempre tem um mas, né, daqui até 2028 alguns riscos podem se materializar, entre os quais a possibilidade de as expectativas para 2028 se deteriorarem. Até 2027 é alta a chance de uma inflação mais salgada por causa da guerra no Oriente Médio e do El Niño. Outro ponto de atenção do Banco Central: o risco de os preços de serviços no Brasil resistirem a esfriar sob efeito de incentivos do governo ao consumo.
De quebra, turbulências políticas internas e externas podem puxar o dólar para cima. O Banco Central também aponta para possíveis riscos deflacionários, embora menos potentes, de acordo com a autoridade monetária. O nível atual da Selic poderia se mostrar nos próximos meses um remédio mais forte que o necessário. O mesmo efeito de baixa nos preços poderia vir dos juros globais, que estão em movimento de alta. A ver o que virá.
Falando em juros globais ligados ao vai e vem da guerra, continua a volatilidade retórica de Donald Trump. Ontem o presidente dos Estados Unidos falou em retomar negociações com Irã. Hoje na ONU falou, veja só, em aniquilar e mandar o Irã para o inferno. Depois ele disse que as negociações com Irã estão caminhando. E isso deu certo alívio no fim do dia. Enfim, o caminho da Selic é de queda até que deixe de ser. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos, Débora.
Aguardemos a próxima reunião e a próxima ata do Copom, que sai depois do primeiro turno das eleições, na verdade, né, porque é começo de novembro. Valeu, Gustavo, até mais.
Como sempre, convido a acessarem o valorinvest.com.
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