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BC sinaliza que desinflação ainda exige política monetária restritiva, apesar de corte na Selic

22 de setembro de 20262min
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Apesar do corte na taxa Selic na última reunião do Copom, para 13,75% ao ano, a ata da reunião indica cautela por parte do Banco Central para os próximos meses. Embora tenha iniciado uma redução dos juros, os diretores do Banco Central sinalizam que o processo de desinflação ainda exige uma política monetária restritiva, e não deram pistas sobre os próximos passos.

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Participantes neste episódio2
C

Cássia

HostJornalista
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Cassiano Ribeiro

ReporterJornalista
Assuntos4
  • Cautela do Banco Central apesar do corte na Selic para 13,75%política monetária restritiva·desinflação ainda exige cautela·ausência de pistas sobre próximos passos
  • Inflação acima da meta e expectativas desancoradas para os próximos anosinflação perdeu força, mas continua alta·projeções de 4,9% neste ano·projeções de 4,3% em 2027
  • Incertezas externas e política fiscal como pontos de preocupação do Copomconflitos no Oriente Médio e impacto no petróleo·dúvidas sobre estabilização da dívida pública·menor disciplina fiscal e juro neutro
  • Desaceleração da economia brasileira e mercado de trabalho aquecidoPIB do segundo trimestre confirma perda de ritmo·setores sensíveis aos juros afetados·taxa de desemprego em níveis baixos
Transcrição2 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Vamos agora a Brasília. Temos informações sobre a ata do Copom que foi divulgada hoje. Felipe Greja.

CRCassiano Ribeiro

Cássia, apesar do corte na taxa Selic na última reunião do Copom para 13,75% ao ano, a ata da reunião indica cautela por parte do Banco Central para os próximos meses. Embora tenha iniciado uma redução dos juros, os diretores do Banco Central sinalizam que o processo de desinflação ainda exige uma política monetária restritiva e não deram pistas sobre os próximos A avaliação é de que a inflação perdeu força nos últimos meses, mas continua acima da meta, enquanto as expectativas para os próximos anos permanecem também desancoradas.

Segundo o documento, as projeções do mercado para inflação são de 4,9% neste ano e 4,3% em 2027. O Copom também identificou sinais de desaceleração da economia brasileira. O PIB do segundo trimestre e confirmou uma perda de ritmo, principalmente nos setores mais sensíveis aos juros e ao ciclo econômico. Mas o mercado de trabalho continua aquecido. A taxa de desemprego permanece em níveis historicamente baixos, embora o crescimento da ocupação e dos rendimentos esteja desacelerando, segundo o Copom.

No cenário externo, o Banco Central chama atenção para as incertezas provocadas pelos conflitos no Oriente Médio e pelos possíveis impactos sobre os preços do petróleo, commodities e de outros insumos. A política fiscal também aparece como um dos pontos de preocupação para o Copom. Dúvidas sobre a estabilização da dívida pública, aumento do crédito direcionado e menor disciplina fiscal podem elevar o chamado juro neutro da economia e dificultar o processo de redução da inflação, mesmo com a redução da Selic.

Portanto, o Copom reforçou que continuará acompanhando os indicadores e poderá ajustar a condição da política monetária conforme a evolução do cenário econômico. Casé.

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