Soja, milho e sorgo no centro da guerra comercial entre EUA e China
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- Encontro entre Trump e Xi Jinping para discutir guerra comercialagenda prévia entre autoridades·terras raras e inteligência artificial·assuntos agrícolas em pauta
- Comércio de produtos agrícolas entre EUA e Chinasoja como principal item·guerra de tarifas esfriando o comércio·compromisso de compra de soja americana
- Impacto das negociações nos preços e fluxos de commoditiesisenções para produtos agrícolas americanos·milho e sorgo podem se beneficiar·agronegócio brasileiro acompanha de perto
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CBM Agro com Cassiano Ribeiro da Globo Rural. Hoje o Cassiano Ribeiro vai trazer como destaque aqui para gente no CBN Agro, o que que tá no centro mais recente aí da guerra comercial envolvendo Estados Unidos e China. Cassiano, bom dia.
Oi, Fred, bom dia, bom dia para você, ouvinte. Essa será a semana em que o mundo ficará de olho no encontro previsto para a próxima quinta-feira entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o da China, Xi Jinping, em Washington. Na verdade, ontem já houve encontro entre autoridades dos dois países como parte aí dessa agenda uma agenda prévia entre os dois líderes políticos, portanto, no domingo. Eles devem tratar de diversos assuntos na quinta-feira, como terras raras, inteligência artificial e também assuntos agrícolas, especificamente o comércio desses produtos entre os dois países.
Em 2024, os produtos agrícolas representaram cerca de 29 bilhões de dólares das exportações americanas para a China, com a soja aí entre os principais itens. Mas com a guerra de tarifas entre as duas potências, esse comércio vem esfriando nos últimos anos. Por isso, Um dos compromissos em discussão envolve justamente a soja. Segundo a Casa Branca, Pequim concordou em comprar 25 milhões de toneladas de soja americana por ano até 2028 e também teria se comprometido a adquirir mais de 17 bilhões de dólares em outros produtos agrícolas dos Estados Unidos.
Mas a China nunca reconheceu oficialmente esses acordos e de fato colocou em prática esse plano. Ainda assim, segundo a agência de notícias Reuters, o país está caminhando para cumprir a meta de compras de soja. Para alcançar segundo objetivo, as importações agrícolas provavelmente precisariam ficar fora da tarifa de 10% que ainda permanece em vigor. Talvez esse seja aí um dos principais assuntos nessa discussão entre Donald Trump e Xi Jinping na quinta-feira.
Analistas também avaliam que podem surgir isenções para produtos agrícolas americanos, e entre os itens que podem se beneficiar estão, além da soja, o milho e o sorgo, que historicamente aparecem entre as principais exportações agrícolas dos Estados Unidos para o mercado chinês. Qualquer avanço na negociação entre Trump e Xi Jinping poderá mexer não apenas com o comércio entre essas duas potências, esses dois países, mas também com os preços e os fluxos mundiais aí de commodities agrícolas.
Portanto, o movimento que é acompanhado de perto também pelo agronegócio brasileiro. Eu volto amanhã. Bom início de semana e até lá!