Futuro da carne bovina na Europa e na China
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Cassiano Ribeiro
Roberto Perosa
- Retomada das exportações brasileiras de carne bovina para a União Europeiaprevisão para 2027·suspensão por uso de antimicrobianos·visitas técnicas europeias·protocolo privado da indústria
- Desafios da exportação de carne bovina para a Chinamaior cliente externo do Brasil·cota de compras esgotada·estoques chineses altos·nova cota em 2027
- Impacto da suspensão de exportações em outros paísesmais de 20 países seguem legislação europeia·negociação de período de transição
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CBN Agro com Cassiano Ribeiro da Globo Rural. Vamos agora acordar o ouvinte que está no campo. Tá na hora do CBN Agro. Desta sexta-feira é do Cassiano Ribeiro, é sobre o futuro da carne bovina, especialmente em mercados importantes como a Europa e a China. Conta aí pra gente, Cassiano. Bom dia.
Bom dia, Fred. Bom dia pra você, ouvinte. A retomada das exportações brasileiras de carne bovina pra União Europeia deve ficar para o primeiro semestre de 2027. A previsão é do presidente da ABIEC, Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, Roberto Perosa. As vendas de carne bovina e também de frango, ovos, mel e pescados para os europeus estão suspensas desde o dia 3 de setembro, depois que o bloco questionou os controles brasileiros sobre o uso de antimicrobianos nos animais.
Segundo Perosa, o Brasil deve voltar à lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco, mas no caso da carne bovina, essa retomada deve levar mais tempo. Os europeus consideram fazer visitas técnicas ao Brasil para conferir o sistema de produção de carne bovina, mas ainda não tem uma data definida para isso. A indústria brasileira já apresentou ao governo federal um protocolo privado para controlar o uso desses medicamentos em toda a cadeia, dos pecuaristas aos frigoríficos.
E agora o setor tenta negociar com os europeus um período de transição para aplicação dessas novas regras. E essa questão é importante não apenas pelo mercado europeu. Segundo a ABIEC, mais de 20 países além dos integrantes da União Europeia seguem a legislação do bloco e também podem ser impactados pela suspensão. Além da Europa, ainda tem a questão da China, que é o maior cliente externo da carne de boi do Brasil, que impôs uma cota com limite de compras e que já se esgotou há 3 meses aproximadamente aí, com a redução drástica das vendas para os chineses.
A indústria brasileira tem vivido o que Perozza definiu como um período duríssimo, esse de julho, agosto e setembro. O fluxo interrompido para a China comprometeu muito o desempenho e os negócios de diversos frigoríficos brasileiros. E segundo a BIEC, os estoques chineses de carne bovina estão altos, o que acaba colocando o país numa posição confortável para negociar com o Brasil. A nova cota de vendas do Brasil para o país asiático começa a valer em 2027 e, dependendo da disputa dos vendedores aí, do apetite chinês, ou seja, do ritmo de compras, o esgotamento dessa nova cota pode acabar bem mais cedo do que neste ano.
Se o ritmo for igual ao que vinha sendo, o Brasil pode alcançar o limite de vendas já em março ou abril de 2027. Vamos acompanhar. Eu volto na segunda-feira com outras informações. Boa sexta, bom fim de semana para você e até segunda.
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