Episódios de Economia

O que esperar do mercado financeiro pós-balanços?

07 de agosto de 20264min
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Teco Medina compartilha sobre os balanços das empresas, referentes ao 2° trimestre. O especialista destaca o desempenho extraordinário da Petrobrás, em contraste com os desafios enfrentados por outros setores. Confira.

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Participantes neste episódio1
T

Teco Medina

ComentaristaJornalista
Assuntos2
  • Balanço da Petrobras· EconomiaBancos·Varejo·Petrobras·Inadimplência·Preço do petróleo·Dividendos
  • Previsões Econômicas FuturasDesaceleração econômica·Endividamento brasileiro·Níveis de inadimplência
Transcrição3 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz B

O Deco gravou o seu comentário, vamos ouvir. Boa tarde, ouvintes do CBN Brasil. Sexta-feira acabando a semana, semana bastante importante no mercado financeiro. Por alguns balanços, balanços de empresas muito importantes referentes ao segundo trimestre, e principalmente por reflexões que esses balanços trouxeram, viu, Sardenberg e Cássia? A gente viu coisas diferentes acontecendo, muitas ações não reagindo aos bons balanços, com medo de uma perspectiva ali na frente do que que tá vindo.

Então a gente teve, por exemplo, essa semana balanços muito bons dos bancos, né? Tanto Itaú, principalmente o Bradesco, o Banco Inter reportaram números muito fortes do segundo trimestre. O lucro crescendo, mas a inadimplência silenciosamente aumentando, né? Em alguns casos subindo um percentual relativamente alto de um trimestre para outro. E todo mundo fazendo essa conta, né? Se a inadimplência tá subindo a essa velocidade com tudo indo bem, como é que vai ficar ali na frente se a coisa desacelerar um pouco?

Então o setor bancário, por exemplo, que foi sempre foi um porto seguro nas ações, preocupado com isso, e as ações refletindo isso. Outra coisa que apareceu também foi o varejo, né? Números muito ruins do varejo. A gente vê hoje as ações da Loja Renner caindo 11%, 12% por conta do balanço divulgado ontem. A gente vê a mesma coisa Magazine Luiza, já tinha visto na C&A. Varejo mostrando que os números não só não cresceram como andaram para trás, faltando dinheiro, faltando comprador.

Tudo bem que teve a Copa do Mundo, né, que atrapalha o varejo no segundo trimestre, mas deixando claro que o varejo hoje compete com outras coisas. E a gente acabou falando aqui ontem das bets, e esse dinheiro das bets está fazendo falta principalmente no varejo de roupa e no varejo de alimento. E por fim, acho o grande destaque da semana saiu ontem à noite, um balanço da Petrobras, né, um balanço extraordinário. O lucro dobrou, a receita praticamente dobrou, um caminhão de dinheiro, né, mais de R$50 bilhões de lucro no segundo trimestre apenas.

A empresa segue produzindo muito petróleo, segue extraindo muito petróleo, vendendo muito petróleo. E o segundo trimestre acabou sendo o trimestre ali da guerra, né? Passou praticamente o trimestre inteiro com preço do petróleo nas alturas. Isso ajudou muito os números da empresa, mesmo com o imposto de exportação de petróleo ali absurdo que foi imposto às petrolíferas. Mas de certa maneira os números já incorporam tudo isso. E a boa notícia para o governo, para os acionistas e para os ouvintes é que vai vir um dividendo gordo ainda até o final do ano.

A Petrobras vai distribuir mais de R$17 bilhões em dividendos, vai ajudar o caixa de muito fundo, de muito ouvinte, e também do governo, que é o maior beneficiário desse dividendo. As ações da Petrobras sobem hoje, mas sobem pouco também, perto do que foi o balanço, né? Sobe mais ou menos 1,5%. É uma semana ruim para o mercado de ações, apesar da queda de juros, apesar do arrefecimento do preço do petróleo. Tem uma nuvem aí de instabilidade a respeito do futuro.

Muita gente preocupado com o que vai ser economia a partir do ano que vem, muita muita gente preocupado com o bolso do brasileiro, níveis de inadimplência, de endividamento muito altos. Todo mundo fazendo conta quem é que consegue sobreviver a um 2027 se os juros não caírem. Sardenberg Cássia.

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