Episódios de Economia

Os riscos do El Niño para a economia

06 de agosto de 20265min
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Míriam Leitão fala sobre os riscos do El Niño e alerta para a necessidade de preparação diante dos impactos dos eventos climáticos extremos.

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Participantes neste episódio3
M

Míriam Leitão

HostJornalista
C

Carlos Alberto Sardenberg

Co-hostJornalista
C

Cássia

Co-hostJornalista
Assuntos3
  • Riscos Economicos· EconomiaFenômeno El Niño·Inflação·ONU·Fome aguda·Governo brasileiro
  • Fome e Escassez GlobalFenômeno El Niño·Fome·América do Sul·História da África
  • Preparação do governo para o El NiñoFenômeno El Niño·Seca no Norte·Ondas de calor·Incêndios no Pantanal·Transporte de alimentos
Transcrição11 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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MLMíriam Leitão

Dia a Dia da Economia com Miriam Leitão.

CCássia

Miriam, boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes. Boa tarde, Miriam.

MLMíriam Leitão

Miriam, como se não bastasse os fatores macroeconômicos, microeconômicos tendências nacionais e internacionais, os analistas econômicos estão introduzindo em seus documentos um outro fator que pode bater na inflação: o El Niño.

CCássia

Miriam, pois é, o El Niño é esse ano, é um ano dos muitos eventos, né? Teve a guerra que afetou muito a inflação, a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. E agora o El Niño é o temor no segundo semestre. E o que que na verdade mais preocupa não é nem a política monetária ou até o aumento na inflação, que não vai ser uma escalada dado que a gente tem a inflação sob controle, um pouquinho acima da meta, mas no Brasil nós temos uma inflação sob controle.

Mais preocupante, Stardenberg, eu achei É que a ONU soltou um relatório muito assustador dizendo que primeiro que tem 81% de risco de que realmente ocorra um fenômeno como os climatologistas estão dizendo, um grande fenômeno, porque o aquecimento das águas do Pacífico tá acima do que sempre acontece. Quando aquece muito as águas do Pacífico tem um El Niño, que são mudanças drásticas no clima que atinge o Brasil e atinge a América Latina como um todo e também a costa da África.

Então o que a ONU disse é que tem um risco de aumentar em 49 milhões de pessoas para a situação de fome aguda até o fim de 2027. Isso tô falando no mundo, mas principalmente o epicentro desse evento é a América do Sul e a África. Então isso é um grande risco, mas todo mundo que faz análise de risco hoje tá olhando, Sardenberg, para esse evento. Porque, por exemplo, o governo brasileiro, ele fez uma sala da situação com vários ministérios, o governo federal, para olhar tudo que precisa ser olhado no que a gente já sabe que acontece normalmente quando tem El Niño, que é seca no norte, aquecimento, mais calor, ondas de calor no Centro-Oeste, incêndios, mais focos de incêndio no Pantanal e muita água no Sul.

Então, é preciso se preparar, portanto, para cenários diferentes em regiões diferentes. Então, tem muita coisa sendo feita, como por exemplo preparar até a ideia de transporte de alimentos para comunidades que ficam isoladas. Mas tem também o desafio do escoamento da produção da Zona Franca de Manaus. Essa semana mesmo a gente, eu conversei sobre isso no Bom Dia Brasil, porque a indústria de motos tá fazendo todo um planejamento para não faltar motos, porque tá uma demanda grande, e não faltar motos no país porque pode ficar ilhado lá.

O Norte precisa muito da água para o transporte, para logística, é uma logística muito, né, uma região muito extensa e há comunidades isoladas. Enfim, tem um impacto na inflação com consequência na política monetária, sem dúvida. Ontem o Banco Central falou rapidamente sobre as incertezas pela frente, ele botou efeitos climáticos, mas há o mais importante, que é o que os governos, e quando eu falo governo, eu falo governo federal, estadual, municipais, o que os governos podem fazer, o que as empresas podem fazer diante desse cenário que a gente já sabe que Tem, como disse a ONU, 81% de risco de acontecer esses fenômenos climáticos extremos.

E o foco tem que ser sempre a vida humana. O que que eu faço para proteger a vida humana? Isso tem que estar na cabeça dos gestores públicos. Sardenberg, Cássia.

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