Entenda como o El Niño pode afetar a inflação e as decisões do Banco Central
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E aí, Teco?
Oi, Sardenberg, boa tarde. Boa tarde, Leandro. Boa tarde aos ouvintes, tudo bem?
Tudo bem, Taco, boa tarde.
Entre os diversos fatores que bancos centrais, analistas, economistas, empresários, trabalhadores, enfim, entre todos os fatores que se leva em conta na definição de taxa de juros, que se leva em conta inflação, aparece o El Niño. Para esse ano e para mais para frente, Teco?
Pois é, viu, Sardenberg, não bastasse guerra, Copa, eleição, esse ano ainda tem o El Niño na conta, né, que é uma coisa que por enquanto a gente tem impressão de que vai atrapalhar, mas ainda tem muita opinião divergente, né, se vai atrapalhar pouco, muito ou absurdo. Mas o fato é que ele deve chegar aí no segundo semestre, deve atrapalhar um pouco preços tanto para o final desse ano, né, quanto talvez para o começo do meio do ano que vem, né.
Isso bateria, né, caso aconteça o que se espera, bateria a gente ter alimentos mais caros, né, porque isso atrapalharia o sistema de chuvas, né. Lugares choveria demais, outros lugares choveria de menos. Então atrapalharia preço de alimento e provavelmente preço de energia também, né. Então isso faria com que a gente tivesse uma inflação ali por um período um pouco mais alta do que se espera. E aí isso tem impacto principalmente quando a gente fala de alimento e energia, bate diretamente no bolso das pessoas, né?
Então isso tem impacto no consumo, tem impacto para economia, teria impacto também no limite de queda de juros e até nos investimentos, né? Porque mudaria um pouco a ótica ali de como você poderia investir, por exemplo, no Tesouro Direto, né? Trocando o tipo de título, né?
Agora, isso já tá na conta para decisão da taxa de juros que acontece hoje?
Ah não, Leandro, acho que hoje não. Hoje a gente vai ter um corte de 0,25%.
Acho que isso já é considerado, né? Isso que eu quis dizer.
É, não, acho que isso já tá dado. E acho muito difícil inclusive que a gente não tenha mais um. Acho que a discussão é dali de onde a gente tiver ali no 13,75%, né, que vai culminar já com eleição batendo na porta e o El Niño chegando. A gente vai ter essa discussão de será que se para, será que se consegue cair mais. Se for cair mais, o quanto cai mais? Aí acho que vai entrar uma sopa de fatores ali que vão dificultar bastante o trabalho do Banco Central.
Vai ser um período bastante desafiador, né? Principalmente porque eleição caminha para ser uma eleição decidida ali no final do período mesmo. Então até ali vai ser difícil descobrir o que que vai acontecer com o preço das coisas, com o preço do dólar, por exemplo, que impacta diretamente na inflação. Então vai ser um período complicado para o Banco Central, né? Mas acho que ainda hoje e na próxima reunião de setembro, eu acho que ainda dá para, para com tranquilidade tomar decisão.
Obrigado, Teco. Até amanhã.
Até amanhã, tchau tchau.