Episódios de Economia

Seu banco principal importa mais do que nunca: entenda a nova disputa pelas contas dos clientes

30 de julho de 20266min
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Thássius Veloso explica por que bancos e fintechs estão mudando a estratégia para conquistar a chamada "principalidade" dos clientes. O comentarista mostra como benefícios como salas VIP, cartões premium, investimentos e serviços exclusivos estão cada vez mais ligados à concentração da movimentação financeira em uma única instituição.

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Participantes neste episódio3
C

Carol

HostApresentadora
D

Débora

Host
T

Thassius Veloso

ComentaristaComentarista
Assuntos2
  • Disputa Bancária - André Esteves e BTGEstratégias de bancos e fintechs · Benefícios para clientes · Concentração financeira · Nubank · Itaú
  • Inovação bancáriaDemocratização da bancarização · Facilidade de abertura de contas · Mudança nas regras de benefícios · Chave Pix
Transcrição5 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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TVThassius Veloso

Dia a dia digital com Tácios Veloso.

?Voz C

Você já parou para pensar quantos aplicativos de banco você tem no celular? Hoje o Tassos Veloso gravou o comentário e ele vai contar pra gente que a competição tá bem feroz, viu? E o consumidor precisa estar mais atento do que nunca para escolher qual é o seu banco principal.

TVThassius Veloso

E aí, Carol, boa noite para você, boa noite, Débora, boa noite para o ouvinte. Vocês já pararam, né, para pensar o tanto de aplicativo de banco que tem no smartphone? E aqui eu queria abrir um parênteses para os últimos 16 anos da minha carreira cobrindo tecnologia, portanto, Porque eu já participei de muita coletiva de lançamento de fintech. Todas essas que hoje são muito conhecidas, eu tava lá. E geralmente era assim: a empresa lançava um site, abria um cadastro super simples, coloca o CPF, o nome de usuário, uma senha, e pronto, você tá habilitado para usar aquele banco, aquele cartão de crédito também.

E nisso você já tinha também os benefícios daquele serviço. Então, sala VIP, um pacote mais avançado de transferência, enfim, dos vários serviços bancários, facilidades, serviços premium, assinatura de, sei lá, o streaming sem ter que pagar. Só que a coisa tá mudando muito de lá para cá, viu? Nos últimos 2 anos, principalmente, as regras têm se intensificado e ficou até difícil de acompanhar quais são os acessos e quais são os benefícios que o consumidor tem naquele determinado aplicativo, naquele determinado banco.

Isso tem tudo a ver com a tecnologia, sabe por quê? A tecnologia democratizou o acesso a esses serviços, democratizou a chamada bancarização. Antes era necessário que você tivesse relacionamento com um grande banco para conseguir movimentar o seu dinheiro, né? Aquela pergunta: você trabalha com o Banco X, com o Banco Y? Pois é, Hoje em dia ninguém mais pergunta isso. Você fala sua chave Pix e o Banco Central que se vire, o setor financeiro que se vire para fazer a transferência acontecer.

Só que por ser tão fácil, durante um certo período nos últimos anos, esses novos bancos, bancos entrantes, eles só estavam preocupados com o número de consumidores, número de usuários, abrir mais conta e já libera o benefício. Abre, abre, abre, libera, libera, libera. E agora, mais do que nunca, será necessário, ouvinte, que você se familiarize com o seguinte conceito: principalidade. Essa semana eu tive em São Paulo e participei de coletivas de dois bancos, do Nubank e do Itaú, e nos dois me chamou atenção, por isso eu trago essa reflexão hoje, que os executivos bateram na tecla da principalidade.

Ou seja, o Nubank quer que aquele consumidor que tem conta em vários outros bancos utilize principalmente o Nubank. O Itaú quer a mesma coisa, que o consumidor até tenha relação com outras fintechs, com outros cartões de crédito, mas centralize seus gastos principalmente, portanto, no Itaú. E por aí vai. Isso vale para todos esses bancos, todos estão prestando atenção nisso. E chega num ponto que começa a ficar difícil até de acompanhar, porque também semana a semana tenho percebido mudanças importantes naquelas regras que te possibilitam, por exemplo, no seu cartão de crédito acessar um determinado número de vezes a sala VIP do aeroporto.

Ou então que te dá o benefício que te dá não sei quantos meses da HBO Max, da Netflix, do Globoplay e por aí vai. Tá mais difícil de acompanhar. Então nós teremos que nos familiarizar com os aplicativos dos bancos que nós já conhecemos para descobrir ali quais são as últimas mudanças nos critérios, na elegibilidade para ter acesso a esses serviços mais avançados. E em algum momento me parece que o consumidor brasileiro terá que decidir: mas eu vou trabalhar principalmente com este banco aqui, porque ele, quando eu concentro os meus gastos, os meus valores a receber, o meu cartão de crédito neste banco, eu chego num determinado volume mensal, né, numa cifra que me habilita, que me libera para certas funcionalidades.

E principalmente condições mais interessantes para ter um CDB turbinado, para ter investimentos em fundos que já são mais seletos, digamos assim. Então, ouvinte, o mundo digital democratizou o acesso e a bancarização, mas ao mesmo tempo impõe agora que a gente faça o dever de casa para entender como navegar por esses bancos, fintechs, cartões de crédito, programas de milhagem também. E até algumas lojas que hoje já vendem assinatura premium, prime, plus.

E a gente precisa entender como será a nossa relação com essas empresas digitais. A gente volta a conversar na semana que vem.

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