Prazo para escapar do tarifaço dos EUA termina nesta quarta; setor produtivo teme impacto nas exportações
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Cássia
Paulo Pupo
Pedro Fagundes
- Lei RouanetPrazo para entrada de mercadorias brasileiras · Setor produtivo · Impacto nas exportações · Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada
- Impacto de eventos globais no créditoAnúncio do governo federal · Valor do crédito
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Temos informação chegando com Pedro Fagundes de São Paulo, que fala da data limite para produtos brasileiros entrarem nos Estados Unidos sem a sobretaxa de 25%. Diga, Pedro.
Então, Cássia, termina hoje o prazo para que as mercadorias brasileiras já embarcadas entrem nos Estados Unidos sem a nova tarifa adicional de 25% imposta pelos americanos. Os produtos que chegarem aos portos até a meia-noite, depois da meia-noite, serão taxados. A cobrança atinge mais de 2.000 itens e pode restringir até 11 bilhões de dólares em exportações. O superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada, Paulo Pupo, afirma que o prazo dado pelo governo americano foi insuficiente para o setor reorganizar os embarques.
Uma boa parte dos volumes que estão embarcados ou em água ou chegando lá nos Estados Unidos infelizmente serão taxados e instigará, né, uma renegociação de contratos por parte dos dos importadores americanos com os produtores aqui no Brasil. Então é uma situação logística bem delicada e nós entendemos que o prazo foi bem curto. E a nossa expectativa é sim que teria um prazo aí de talvez 30, 60 dias para readequação das reservas nas companhias marítimas, para podermos ter uma melhor programação e previsibilidade contratual. Mas infelizmente não foi o que aconteceu.
Metade da madeira processada exportada pelo Brasil vai para os Estados Unidos. No caso de outros setores, como por exemplo como molduras, a participação chega a quase 100%. Já calçados, máquinas e autopeças também estão entre os setores mais afetados. Calçados, por exemplo, um quinto dos calçados exportados aqui do Brasil vão para os Estados Unidos. Muitos desses produtos inclusive são feitos sob medidas para clientes americanos e por isso não podem ser redirecionados rapidamente a outros mercados.
As empresas, elas tentam então ampliar as vendas para Europa, Ásia, Mercosul e Oriente Médio. Mercados, porém, pagam menos ou não absorvem todo o volume destinado aos americanos. Isso de acordo com as associações brasileiras. Bem, o governo federal anunciou R$18,5 bilhões em crédito para empresas atingidas pelas tarifas, e o setor produtivo também cobra continuidade das negociações para reduzir ou ampliar as exceções à cobrança. Cássia.