Episódios de Economia

IPCA-15 confirma desaceleração da inflação

28 de julho de 20263min
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Gustavo Ferreira, do Valor Investe, comenta sobre a desaceleração da inflação, que foi confirmada pelo IPCA-15. O especialista explica por que a queda foi tão grande, e como ela se relaciona com a guerra no Oriente Médio. Ouça!

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Participantes neste episódio3
C

Carol

HostApresentadora
D

Débora

Host
G

Gustavo Ferreira

ComentaristaEditor-assistente
Assuntos3
  • IPCA e InflaçãoIPCA-15 de julho · Alívio no preço dos alimentos · Guerra no Oriente Médio · Petróleo · Fertilizantes
  • Pão do CéuRegulação Banco Central · Juros americanos · Incerteza eleitoral · Incerteza fiscal · El Niño
  • Mercado FinanceiroBolsa do Brasil · Ibovespa · Dólar
Transcrição8 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz B

Valorinvest.com. Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Invest, já tá com a gente aqui no estúdio. Tudo bem, Gustavo? Boa tarde.

GFGustavo Ferreira

Alô, alô, Débora, Carol e ouvintes, boa tarde.

?Voz B

Boa tarde, Gustavo. Tivemos uma surpresa positiva com a inflação hoje, não?

GFGustavo Ferreira

Pois é, um dia de surpresa para lá de positiva. Já era esperada uma desaceleração da inflação no Brasil e de fato foi confirmada pelo IPCA 15 de julho. Mas o ritmo de preços entre os dias 15 de junho e julho veio bem abaixo do esperado. A coisa veio bem melhor que a encomenda. A aposta de meio do caminho dos analistas era uma queda de 0,4%, isso em junho, para 0,2%. O alívio no preço dos alimentos, no entanto, foi ainda maior e a inflação desacelerou para só 0,06%.

E por que uma queda tão grande? Por causa do refresco que vinha sendo dado na guerra no Oriente Médio. Esse novo IPCA-15 não captura a escalada recente dos conflitos e do petróleo. Ao contrário, traz uma foto sobretudo dos dias de acordo de paz vigente entre Estados Unidos e Irã, e consequentemente é uma foto da perda de força dos custos com fertilizantes, combustíveis, frete, enfim, dos custos todos de produção e distribuição de alimentos.

Assim sendo, parece agora mais do que certa a queda da Selic na semana que vem aos 14% ao ano. E depois? E depois, sabe-se lá. Amanhã o Banco Central americano toma a decisão. A expectativa é de manutenção da taxa básica americana, mas pode vir alguma sinalização para um início de altas de juros. E isso pode sim ser uma pedra no caminho da queda da Selic, bem como a incerteza eleitoral, incerteza fiscal e os efeitos esperados do El Niño e eventuais novas escaladas do petróleo.

Seja como for, cada dia com a sua agonia. E hoje, apesar da apreensão global com juros americanos, a bolsa do Brasil subiu. O principal índice, o Ibovespa, fechou o dia 0,7% mais alto. Já o dólar o dólar conversou melhor com o clima de apreensão dos demais mercados do mundo. Subia aqui no Brasil no fim do dia 0,2% aos R$5,12. Pois é.

?Voz B

E no IPCA-15, o grupo de alimentação e bebidas teve uma queda de 0,66%, uma queda razoável, né, importante, o que é muito bom. O que mais que caiu? Vestuário também caiu. Educação, educação 0,04%, mas teve uma queda. Então os alimentos para consumo, aquilo que a gente comprar na feira, né, vão ficar mais baratos. Tipo, a gente reclama do preço da batata, do tomate, do café. Um pouquinho mais barato, principalmente a batata e o café moído. Obrigada, Gustavo. Até amanhã.

GFGustavo Ferreira

Até amanhã. Eu que agradeço, convidando sempre a acessarem o valorinveste.com.

?Voz B

Tchau, tchau.