Episódios de Economia

Petróleo acima de US$ 100 pressiona mercados e derruba bolsas nos EUA

23 de julho de 20262min
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Alta da commodity reacende temor de inflação, reduz expectativa de corte de juros e impacta dólar, Bolsa e juros futuros no Brasil.

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Yasmin Tavares

Comentarista
Assuntos3
  • Cenário de petróleo a 140 dólaresImpacto nos mercados globais · Temor de inflação · Expectativa de corte de juros nos EUA
  • O futuro da Berkshire e o mercado brasileiroBolsa brasileira (Ibovespa) · Ações de tecnologia · Petrobras · Vale
  • Corte de Juros no BrasilAlta dos juros · Dólar · Taxa Selic
Transcrição2 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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YTYasmin Tavares

valorinvest.com. Hoje com Yasmin Tavares. Débora, Carol e ouvinte da CBN, boa tarde. Olha, o barril de petróleo voltou a ultrapassar os $100 nessa quinta-feira e o impacto foi imediato nos mercados lá fora. A disparada da commodities reacendeu o medo da inflação e deu um banho de água fria nas as apostas de cortes de juros nos Estados Unidos. O resultado: um dia de forte liquidação em Wall Street, com o índice Nasdaq caindo mais de 2%, puxado também, é claro, por quedas entre as gigantes de tecnologia em meio a mais uma temporada de balanços por lá.

E por aqui, a bolsa brasileira conseguiu amortecer a aversão ao risco global parcialmente. O Ibovespa fechou com queda moderada de meio por cento, segurando o patamar dos 176 mil pontos. E a explicação para isso tá na própria composição do nosso mercado. E o que que eu quero dizer com isso, né? Se a nossa bolsa, por um lado, não tem ações de tecnologia para brilhar nos dias de euforia global, por outro lado, em dias de tempestade, é o peso das commodities que garante o refúgio.

As ações da Petrobras e da Vale subiram firme hoje e funcionaram como um verdadeiro colete à prova de balas para o Ibovespa. Mas nos bastidores, a alta do petróleo assustou e levou a disparada dos juros, enquanto o dólar subiu para faixa de R$5,08. O mercado já começa a duvidar que o Banco Central vai conseguir promover cortes na taxa Selic nas próximas reuniões, mas ainda tem chão até o dia 5 de agosto, que é quando acontece a próxima decisão de juros aqui no Brasil.

Fato é que quando o petróleo chega ao patamar de 3 dígitos, é a boa e velha economia que amortece o Ibovespa. Mas fora do mercado, é claro, os juros altos continuam sendo a conta salgada que nós consumidores e a economia real vamos ter que pagar. Eu vou ficando por aqui, volto com vocês. Débora e Carol.